sexta-feira, 31 de agosto de 2012

ÍLHAVO EM FESTA

Li no Diário de Aveiro




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CHORA- um prato diferente






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Criação da paróquia de Nossa Senhora da Nazaré






Quem hoje passeia pelo Jardim 31 de Agosto, visitantes ou naturais da Gafanha da Nazaré, talvez nem sequer imagine o porquê da data que dá nome à praça. Pois o 31 de agosto assinala a assinatura do decreto de ereção canónica da paróquia de Nossa Senhora da Nazaré, assinado pelo Bispo-Conde de Coimbra, D. Manuel Correia de Bastos Pina. Aqui o publicamos para memória futura. 


Ereção Canónica da paróquia 
da Gafanha de Nossa Senhora da Nazaré 


Bispo-Conde de Coimbra


«Vistos estes autos, etc. Pelo que d’elles consta mostra-se que muitos habitantes do logar da Gafanha, freguesia d’o Salvador de Ílhavo, no concelho do mesmo nome, d’esta Diocese, requerera a Sua Magestade El-Rei Houvesse por bem determinar que pelos meios competentes se procedesse à creação de uma nova parochia, com séde no dito logar da Gafanha e formada pelos povos do mesmo logar, o qual para esse fim será desanexado da referida freguesia de Ílhavo; Mostra-se que sua Magestade El-Rei atendendo a que a providencia reclamada é de grande conveniencia para o bem espiritual e temporal dos requerentes, sem prejuiso para a conservação da dita freguesia de Ílhavo, e conformando-se com os pareceres das superiores auctoridades ecclesiastica e administrativa e com a consulta do Supremo Tribunal Administrativo, Houve por bem por decreto de 23 de junho do corrente anno auctorisar a desanexação do referido logar da parochia a que actualmente pertence e a creação de uma parochia que com elle se pretende formar; – e – Attendendo a que pelo Ministerio dos Negocios Ecclesiasticos e da Justiça Nos foi enviada Copia auttentica do referido Decreto para procedermos ao respectivo processo de creação e erecção canónica. 
Attendendo a que no mesmo Decreto se acha já arbitrada em cem mil reis annualmente a congrua ou derrama para o respectivo parocho da nova parochia; 
Attendendo a que a Capella de Nossa Senhora da Nasareth do dito logar da Gafanha tem a capacidade conveniente, os paramentos, vasos sagrados e alfaias necessárias para servir provisoriamente de igreja parochial, enquanto se não conclue o novo templo, cuja construção se acha muito adiantada; e, finalmente, conformando-Nos com o parecer do M. R. Dr. Promotor do Bispado, proferido n’estes autos a folhas dez: – Julgamos legitimamente erecta e canonicamente instituida a referida freguesia da Gafanha, composta do logar da mesma denominação que será desanexado da freguesia d’O Salvador d’Ílhavo, d’esta mesma Diocese, tendo por orago Nossa Senhora da Nazareth, e ficando o respectivo parocho com a congrua annual de cem mil reis e com as mais benesses e emolumentos que forem de uso, direito e costume na freguesia da qual é desanexada. 
O secretario da Nossa Camara Ecclesiastica dará por publicada esta nossa sentença e d’Ella tirará duas cópias para serem enviadas – uma ao Ministerio dos Negocios Ecclesiasticos e da Justiça, e outra ao Muito Reverendo Arcipreste de Aveiro que assim o participará ao R. Parocho da freguesia de Ílhavo para seu conhecimento e devidos effeitos. 

Coimbra, 31 d’Agosto de 1910 

Manuel, Bispo-Conde»

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Um gafanhão de sucesso: Noca Ramos

Os meus parabéns















Hoje, a revista Visão traz uma reportagem sobre o David Noca Ramos, natural da Gafanha da Nazaré, formado em arquitetura e em design de comunicação. Apaixonado pelas bicicletas, a revista garante que "Ele até está assustado". E não é para menos, se soubermos que as suas bicicletas "são cobiçadas de Barcelona a Nova Iorque".
Noca foi entrevistado pela jornalista Florbela Alves, e nessa entrevista realça que ele "partilhou as suas bicicletas em fóruns internacionais", acrescentando "que as encomendas não param de lhe chegar. Ele acha tudo 'incrível'."
A sua bicicleta preferida chama-se 'azulinha', salientando Noca que foi a que lhe "deu mais luta".
Os meus parabéns calorosos para este nosso conterrâneo, desejando-lhe os maiores êxitos nas suas criações, atuais e futuras, pois o Noca não pode parar.
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quarta-feira, 29 de agosto de 2012

"Repensar o Envelhecer"

No Auditório do Museu de Ílhavo




Irá decorrer no próximo dia 10 de setembro, no Auditório do Museu Marítimo de Ílhavo, o Seminário "Repensar o Envelhecer", sob a égide do "Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade entre Gerações", marcando assim o início da Semana da Maioridade 2012.
As inscrições encontram-se abertas até ao próximo dia 6 de setembro através do telefone 234 329 625 ou pelo e-mail dass@cm-ilhavo.pt.

Ver Programa

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A nossa gente: Américo Teles

Li na agenda "Viver em..." da CMI






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terça-feira, 28 de agosto de 2012

Modelo do navio Santo André

Fonte: Agenda "viver em..." da CMI




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As fúrias do José Labareda

Histórias do Porto de Aveiro




"No relato da ocorrência, o fiscal refere que tendo em conta os factos decorridos "numa obra do Estado", deveria ser dado conhecimento da mesma às autoridades. Assim, acompanhou a vítima ao Regedor de São Jacinto que referiu não ter competências para tratar o assunto. De seguida reportou ao Cabo do Mar que também afirmou não ter competência pelo facto de a ocorrência não decorrer dentro de uma embarcação. Por fim acompanhou o agredido a casa do enfermeiro da Escola de Aviação-Naval Gago Coutinho para cuidar dos ferimentos na cabeça e peito.
Cópia autenticada redigida por José Maria da Costa Monteiro, Chefe de Secretaria da JARBA, transcrevendo a comunicação de David Albuquerque, Fiscal da JARBA em São Jacinto, datada de 10 de Novembro de 1939, dando conta da agressão violenta que José Labareda provocou em António de Oliveira, residente em São Jacinto, jornaleiro ao serviço dos empreiteiros da obra de regularização e revestimento de um troço da margem norte do Canal de São Jacinto - São Jacinto, em 14 de Novembro de 1939."
Ver mais aqui
Fonte: Arquivo Histórico do Porto de Aveiro
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domingo, 26 de agosto de 2012

Tecendo a vida umas coisitas - 305

PITADAS DE SAL – 35





A MÁQUINA DE FAZER SAL

Caríssima/o:

Isto de contos populares e de lendas é, de fato, um mundo à parte: numa outra pitada eram as mulheres com mós a fazer sal… Será que o sal assim produzido salgaria o mar? Certamente que se teria de encontrar outra solução…

«Recontando Contos Populares

Este caso se deu no tempo de Reis e Rainhas. Nesse tempo, que já se foi, havia no mundo uma carestia de sal. Não havia lugar onde se pudesse encontrar um torrãozinho sequer; nem mesmo no mar.

Pois bem, vivia numa certa cidade um cozinheiro que tinha uma máquina capaz de produzir sal. Vai daí que esse mestre de cozinha ficou famoso, pois era o único capaz de temperar o alimento de seu restaurante, com sal. Apesar de muita gente tentar descobrir a origem do sal, ele mantinha severo segredo.

O Rei, certo dia, recebeu, de um dos seus súbditos, uma amostra da comida temperada com o sal. Gostou tanto, que resolveu adquirir de qualquer maneira a fórmula, única, de produzir o sal. Mas, o famoso cozinheiro não tinha a intenção, nem para um Rei, de revelar o seu segredo, que era o principal sustento da família. O Rei então prometeu ao cozinheiro real uma fortuna se conseguisse descobrir o segredo daquele homem.

O cozinheiro real então tratou de viajar até à cidade do mestre de cozinha que produzia sal. Com muita conversa e fingida amizade, conseguiu que o mestre de cozinha, cheio de inocência, revelasse que o sal era produzido por uma máquina toda a vez que ele dizia determinada palavra mágica; e fez pior, demonstrou o funcionamento da máquina. Não deu outra, durante a noite, enquanto o mestre de cozinha dormia com a família, o cozinheiro real foi até ao restaurante, roubou a máquina e perna p’ra que te quero.

Chegando à casa real, anunciou ao Rei que descobrira o segredo e para prová-lo prepararia um jantar especial. O Rei, então, para comemorar, resolveu realizar o jantar no seu luxuoso navio. Para tanto, convidou todos os nobres de seu reino.

O cozinheiro real preparou a máquina e pronunciou a palavra mágica, e ela desandou a produzir sal e o jantar ficou espetacular. Mas enquanto os nobres se divertiam, o cozinheiro real viu-se diante de um problema. A máquina não parava de produzir sal, pois a palavra mágica que a fazia funcionar não era a mesma para desligá-la. Não demorou muito e o navio estava coberto de sal e, com o peso, afundou, arrastando para o fundo, o Rei, os nobres, o cozinheiro real e a máquina que continua ligada até hoje, enchendo o mar de sal.»

​​​​​Manuel


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Nossa Senhora da Nazaré, padroeira da nossa terra



Permitam-me a ousadia de incluir neste capítulo a nossa Padroeira, Nossa Senhora da Nazaré. Foi pessoa como nós, mãe solícita do Filho de Deus e nossa mãe também, catalisadora da aproximação à Boa Nova de Jesus Cristo, sinal visível da ternura e do amor, auxiliadora dos aflitos, protetora dos navegantes, congregadora dos desavindos, inspiradora da verdade, da justiça e da paz. 
Ao certo, não se sabe como nasceu esta devoção pela Senhora da Nazaré. Terá alguma ligação à Palestina e à então Vila da Nazaré, onde D. Fuas Roupinho por ela foi salvo de morte iminente? 
O Padre Domingos, coautor do livro “Invocações Marianas na Diocese de Aveiro”, recorda a lenda que garante ter vindo a imagem da nossa padroeira da Palestina. «Após vários imprevistos foi posta [a imagem] numa pequena Ermida, conhecida por capela da memória, na antiga povoação de Nazaré», sublinha o antigo Prior da Gafanha da Nazaré. E dali, algum navegante a terá trazido para a Gafanha, quando não foi adquirida a algum comerciante de imagens e objetos antigos. 
Por sua vez, o Padre José Fidalgo, no Timoneiro de Julho de 1991, afirma que «é quase certo que estamos perante a ligação ao fator pescas». E acrescenta: «com toda a segurança, podemos afirmar, que foi alguém dessas paragens [vila da Nazaré] que trouxe, para a nossa vila, a imagem do século XVII que hoje existe na paróquia.» 
Entretanto, no mesmo artigo, afirma que o Prior Sardo não autorizou a introdução de outra invocação a Nossa Senhora. Frisou que o nosso primeiro prior «era muito devoto da Virgem Maria e, talvez ninguém saiba, prova disso foi a sua ida a Lurdes. No entanto nunca introduziu aqui o culto a Nossa Senhora de Lurdes. Manteve a ligação a Nossa Senhora da Nazaré, em ligação à Imaculada Conceição». 
É oportuno dizer, ainda, que a primeira irmandade assumiu a Padroeira como sua protetora, e que o culto a Nossa Senhora da Nazaré foi sempre seguido pela nossa gente. 
A festa anual, no último domingo de Agosto, exclusivamente religiosa ou mais popular, com música, arraial, foguetes, missa solenizada e procissão uniu, com toda a naturalidade, os gafanhões e quantos nesta terra se fixaram, tornando-se iguais a nós, em direitos, obrigações e devoções. 

Fernando Martins, 

No livro “Gafanha da Nazaré — 100 anos de vida”

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

11.º Aniversário do Navio Museu Santo André

Amanhã, 23, com entradas gratuitas




A edição 2012 do Mar Agosto continua a fazer parte da vida do Município de Ílhavo, com momentos diversificados de Música, Cultura, Desporto e, acima de tudo, de festa e convívio.
Desta vez uma nota especial para as Comemorações do 11.º Aniversário da Inauguração do Navio Museu Santo André, amanhã, dia 23 de Agosto, onde será possível visitar o Navio gratuitamente entre as 10h00 e as 18h00, conhecendo as características de uma embarcação de Pesca de Bacalhau, bem como toda a história associada a essa Nobre Arte, percebendo o processo e os mecanismos de cura do Bacalhau.
Pelas 18h30 será feita a entrega dos prémios do Concurso de Fotografia “Olhos sobre o Mar”, ficando os melhores trabalhos expostos.

Fonte: CMI

Legenda da foto: Fernando Martins (filho primogénito) com mãe Lita, no Navio-museu Santo André.



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terça-feira, 21 de agosto de 2012

Festival do Bacalhau com saldo muito positivo





Doze toneladas de bacalhau e seus derivados para 28 mil refeições, mais 200 mil visitantes, são números que explicam à saciedade a importância do Festival do Bacalhau, que se realizou entre 15 e 19 de agosto, no Jardim Oudinot, Gafanha da Nazaré, por iniciativa da Câmara Municipal de Ílhavo.
O êxito, ano a ano repetido, garante a próxima edição, agendada para
decorrer entre 14 e 18 do mesmo mês, em 2013.

Ver balanço da CMI aqui






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"Juntos na solidariedade em Aveiro"

NO MUSEU DA CIDADE, ATÉ 26 DE AGOSTO



Está patente, até ao próximo dia 26 de Agosto, domingo, a exposição colectiva «JUNTOS NA SOLIDARIEDADE EM AVEIRO», no Museu da Cidade. Informa-se que no dia do encerramento haverá uma grande festa com música e poesia, em colaboração com o Grupo Poético de Aveiro. O tema será a Solidariedade e os declamadores serão Alice Sarabando, Madalena Oliveira, Zita Leal e Manuel Janicas (coordenação). O acompanhamento musical, estará a cargo de Carlos Pinto.
Os artistas presentes nesta colectiva organizada pela Fundação AMI são Acácio Rodrigues, Alexandra Madeira, Fernando Gaspar, Gervásio Aleluia, Maria José Baltazar, Orlando Pompeu, Sérgio Azeredo, Teresa Vilar e Tiago Paço.
Recordamos que se trata de uma exposição com cariz solidário.

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domingo, 19 de agosto de 2012

Tecendo a vida umas coisitas - 304



PITADAS DE SAL – 34


CORRIDAS DE BATEIRAS … E AS OLIMPÍADAS


Caríssima/o:

Terminado mais um dia de intensa faina na marinha da Novazinha das Canas, o ti Manel Elviro deu as ordens devidas para iniciarmos o regresso. Momento sempre ansiado por todos, cada um com as suas razões e com o seu lugar e tarefa na bateira. Parece que ainda estou a ver: chegados à Cale e aproados para atravessar, era certo ouvirmos o entusiasmo do Ângelo:
- Ali vão eles! Aquilo é que é andar!
E, de fato, eles lá iam a remar como valentes e a competir bateira com bateira; ele até sabia os nomes deles e as marinhas que amanhavam…
Não admira[va], pois, que estes “[R]apazes fortes, rijos, queimados pelo sol e curtidos pelo sal e pelo lodo, ei-los que durante anos ergueram bem alto o nome do Galitos, nos jogos olímpicos de 1948 e 1952, competindo em remo”.
Era, sem dúvida, desta “escola” que saíram os que “[E]m 1948 e em 1952, tripulações de sheel de 8 (remo) participaram nas Olimpíadas de Londres e de Helsínquia, respetivamente. No conjunto, as duas englobaram 14 remadores dos quais apenas um não era marnoto. Estes desportistas juntavam à resistência física adquirida na faina e à familiarização com os remos com que moviam as bateiras nas deslocações diárias para as marinhas, no trajeto de ida e no de volta, o treino específico. Como atletas ganharam a nível nacional e ibérico 'tudo quanto havia para ganhar' ao longo de mais de uma década, congregaram a dupla faceta de marnotos e de remadores. ...” [Énio Semedo, Ecomuseu do salgado de Aveiro, 204]
Ora bem: em plena jornada olímpica o Ângelo terminou a sua corrida. Enquanto correu, fez quanto lhe competia: puxava e animava os outros para que não ficassem para trás!
Que o seu querer e o seu ser, nos estimulem a não virarmos a cara ao nosso ouro olímpico!
                                                                         Manuel



quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Homenagem ao Bacalhau com bom gosto


Ribau Esteves na abertura do Festival


O Festival do Bacalhau, que hoje se iniciou no jardim Oudinot, insere-se nas Festas do Município, que têm por lema “Mar (a)gosto”, em agosto, referiu na abertura do evento, no porão do Navio-museu Santo André, o presidente da Câmara Municipal de Ílhavo (CMI), Ribau Esteves. O autarca frisou que este ano as festas evocam os 75 anos do Museu Marítimo de Ílhavo, que está a passar por melhoramentos significativos, da ordem dos quatro milhões de euros.
Depois de lembrar que as Festas do Município já contaram com a regata dos Grandes Veleiros, entre 3 e 6 de agosto, o presidente da CMI referiu que o Festival do Bacalhau sucedeu às Tasquinhas de Ílhavo, de que foi grande animador o professor Reigota, presidente do Rancho da Casa do Povo de Ílhavo. «O professor Reigota deixou crescer as Tasquinhas, chegando ao Festival do Bacalhau; e quem ama é quem deixa crescer», disse o autarca.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Festival do Bacalhau para todos, com gastronomia de qualidade garantida




Numa terra que tem por lema “O Mar por Tradição” e que defende a ideia, legítima, de ser a “Capital do Bacalhau”, não podia faltar uma festa dedicada ao “fiel amigo”, que o foi, de verdade, em tempos que já lá vão. Hoje, o bacalhau não será assim tão fiel na mesa de uma família comum, porque se habituou ou o obrigaram a estabelecer-se na mesa das mais abastadas. 
A festa, que é o Festival do Bacalhau, com organização da Câmara Municipal de Ílhavo e da Confraria Gastronómica do Bacalhau, vai ter lugar no Jardim Oudinot, entre 15 e 19 de agosto, sendo garantido que vai trazer à nossa região, mormente à Gafanha da Nazaré, milhares de pessoas. Vêm não só pela gastronomia à base do bacalhau, com pratos confecionados a gosto e saber de especialistas em matéria culinária, respeitando-se, naturalmente, os sabores dos nossos ancestrais, mas também para usufruírem de um espaço de lazer, único na Ria de Aveiro. 
Bacalhau à moda de conceituados cozinheiros, assado de várias formas, bolinhos de bacalhau, feijoada de samos, línguas e carinhas de bacalhau fritas, chora ao jeito dos nossos pescadores nos mares da Terra Nova e na Gronelândia, entre outros pratos, hão de compatibilizar-se com o palato dos visitantes. Não faltarão doces típicos das nossas terras da beira-mar e da beira-ria, bem como os vinhos adaptados às escolhas culinárias dos que marcarão presença no Festival.

domingo, 12 de agosto de 2012

Tecendo a vida umas coisitas - 303



PITADAS DE SAL – 33



O VESTUÁRIO DOS MARNOTOS
Caríssima/o:

Olhando para as imagens que encabeçam o escrito e tendo presente o dito chinês que põe uma imagem a valer mil palavras, o melhor que teria a fazer era silenciar-me tantas e tão díspares mensagens nos ficam disponíveis. Se não, surge a tentação da interpelação…
Se hoje é assim (ausência quase total de tecido a cobrir e proteger o corpo), como foi outrora?
As reconstituições folclóricas respondem-nos:

« No século XIX, o operário salícola trajava
manaia (espécie de calção)
e camisa branca em linho ou tecido cru, sem colarinho e sem punhos;
faixa preta ou encarnada;
barrete de fazenda de lã ou chapéu preto de aba larga
e lenço vermelho de algodão estampado.»

Podem acrescentar-se alguns pormenores:
As manaias, bragas ou calções, seriam largos de cor azul em algodão;
A camisa também poderia ser de lã branca;
Faixa preta ou encarnada à cintura;
O chapéu preto de feltro e o barrete de fazenda de lã;
O lenço preso com uma caixa de fósforos.

Já agora digamos que «o pescador diferenciava-se no vestir com seu carapuço preto de lã, camisa axadrezada em quadros de uma só cor e ceroulas de iguais padrões, tudo em lã, enquanto à cinta vestia uma faixa preta de semelhante qualidade, com franjas nas extremidades. De uma maneira geral, pelo final do outono e no inverno, todos usavam o tradicional gabão com mangas, romeira e capuz, de burel à semana, preto para festas e uso dominical».

E para terminar só uma olhadela para a salineira que «usava saia garrida comprida e blusa de motivos claros, com rendas nas mangas; por cima da saia, um avental de serguilha e, sobre a blusa, um xaile colorido, de franjas longas, traçado da esquerda para a direita; normalmente, andava descalça ou calçava chinelas pretas envernizadas, enquanto que na cabeça usava um chapéu de aba larga arqueada, onde prendia um lenço de lã, também garrido».

                                                                         Manuel

sábado, 11 de agosto de 2012

Semana Internacional de Vela na Costa Nova






"Arranca hoje e prolonga-se até dia 18 a décima edição da Semana Internacional de Vela da Costa Nova. No plano desportivo, a semana começa com dois dias de regatas de cruzeiros no mar.
Após esses dois primeiros dias, a competição para na 2ª feira devido às condicionantes das marés na Ria, prosseguindo na 3ª e na 4ª feira com as regatas da Classe Optimist, a mais numerosa das frotas.
A Semana encerra com a realização da prova “4 Horas da Costa Nova” aberta a todas as classes de vela, enchendo a paisagem da Ria com mais de uma centena de embarcações.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Festas de Nossa Senhora da Nazaré




Em 2012, o dia grande da festa da padroeira da Gafanha da Nazaré é o domingo, 26 de agosto, com celebração da  missa solene às 11h15 e procissão às 16h30. A procissão,  acompanhada pela Fanfarra  de Melros de Gondomar e  pelas bandas Filarmónica  Gafanhense e Filarmónica de  Mira, terá o seguinte percurso: saída da Igreja da Matriz (Avenida José Estêvão), Rua  Gago Coutinho, Rua Sacadura Cabral, Rua Gil Eanes,  conclusão na Igreja Matriz. Neste domingo, à noite, atua o grupo Alta Frequência, seguindo-se um espetáculo piromusical (fogo de artifício e música).
As festas começam já no dia 12 de agosto, com uma missa campal no Santuário  de Schoenstatt, às11h. Nos  dias 24 e 25, haverá missa às  19h, na Igreja Matriz, e espetáculos musicais com os grupos K3Ó4 e Belcanto Show,  respetivamente. No dia 27,  para terminar, celebra-se uma  missa de ação de graças, às  19h, e atua o grupo musical  Império Show. Refira-se que,  de 24 a 27, haverá fogo de  alvorada, às 8h, enquanto no  dia 25, sábado, quatro grupos  de gaiteiros vão percorrer as  ruas da cidade da Gafanha da Nazaré.                          

J.P.F.

Fonte: "Timoneiro" de agosto

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Centro Comunitário da Gafanha do Carmo


Por Maria Donzília Almeida

Lar de Idosos

«Quando a velhice chegar, aceita-a, ama-a. 
Ela é abundante em prazeres se souberes amá-la. 
Os anos que vão gradualmente declinando 
estão entre os mais doces da vida de um homem, 
Mesmo quando tenhas alcançado o limite extremo dos anos, 
estes ainda reservam prazeres.»
                                                                                          
Séneca
«Amar uma pessoa significa... 
querer envelhecer com ela»

Albert Camus


Com o envelhecimento da população e a crescente participação da mulher, no mercado de trabalho, houve a necessidade de criar infra-estruturas materiais para acolher os idosos, no final da sua peregrinação na terra.
Assim, proliferou por todo o país, a abertura de “armazéns” polivalentes, para albergar aquela franja da população, que noutras épocas, não muito distantes, era levada para o monte! Felizmente, que só para alguns, os velhinhos são reduzidos à pura inutilidade.
Vivemos numa cultura do show off, em que se investem somas avultadas nas festas mundanas, mas não se acautela a herança a deixar aos vindouros. Estes são o espelho do ambiente onde vivem e reproduzirão um dia, para com os seus progenitores, os valores do respeito e valorização dos avós, neles incutidos!
Como nem tudo se pode pôr no mesmo saco, há a ter em conta que alguns idosos, quando chegam à fase terminal das suas vidas, não têm o apoio de ninguém da família para cuidar deles. Seja porque nunca tiveram descendência, seja porque o afastamento da prole em terras distantes não permite a prestação desses cuidados geriátricos, a sociedade viu-se compelida a dar resposta a essas lacunas.
Surgiu assim, a ideia de criar a essas pessoas, o ambiente acolhedor e ao mesmo tempo prestador de cuidados médico-sanitários, só que no coletivo! Aparecem assim os lares, alguns com boas instalações e uma gestão dos recursos humanos e materiais, a todos os níveis, louváveis.
Insere-se neste âmbito, o Lar da Gafanha do Carmo, que fiquei a conhecer, em pormenor, aquando duma visita guiada, no acompanhamento do progenitor num reencontro com um amigo da juventude e utente desta instituição.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Museu de Ílhavo: 75 anos ao serviço da cultura



Quarta-feira a domingo

«O Museu Marítimo de Ílhavo (MMI) nasceu a 8 de Agosto de 1937. De museu municipal dedicado aos usos e costumes locais evoluiu para um museu municipal dedicado à cultura do mar – um museu marítimo por excelência.

Celebrar os 75 anos de vida do MMI significa homenagear todos quantos ajudaram a construir a sua história – dirigentes, funcionários, doadores de colecção e de testemunhos, o público em geral e todos os amigos do museu.

domingo, 5 de agosto de 2012

Festa dos Veleiros no Porto de Aveiro


A Festa dos Veleiros está a terminar. Amanhã, pelas 13 horas,  os Veleiros estarão a passar na Boca da Barra.

Ver mais aqui

As raízes gafanhoas


Praia do Areão: Barco do Mar

Como é sabido, os primeiros habitantes destes areais vieram de Vagos e das suas aldeias. Os apelidos o atestam. Nessa linha, sugerimos que uns diazinhos do período de férias, concretamente, agosto e setembro, sejam dedicados à região vaguense. Não será necessário, a nosso ver, olhar para os apelidos de muitos gafanhões para descobrirmos motivos de investigação. Só isso daria pano para mangas. Mas quem tiver jeito e gosto pelo tema, pode avançar.
Sem grande esforço, porém, apetece-nos aconselhar uma visita a Santa Maria de Vagos, venerada desde os primórdios da nacionalidade, continuando nos tempos que correm a atrair inúmeros peregrinos, um pouco de todo o lado, mas especialmente das terras vizinhas, com destaque para Cantanhede.
Como é normal, tudo quanto é antiga acarreta lendas que se misturam com a história. Santa Maria de Vagos, mais conhecida por Senhora de Vagos, não foge à regra.
Lembra o padre Manuel António Carvalhais, no seu livro “Santa Maria de Vagos”, que «todos os documentos escritos, desde Abril de 1190 a 22 de Fevereiro de 1505, registaram invariavelmente que nesta ermida ou igreja é venerada Santa Maria de Vagos». Contudo, ao longo dos séculos, tornou-se conhecida por Nossa Senhora de Vagos, Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora do Bodo e, até, Nossa Senhora das Cerejas, lembra o prior de Vagos.
A sua festa, na segunda-feira depois da Solenidade do Espírito Santo, continua a juntar muita gente, mas em rigor podemos afirmar que todos os dias, em especial aos fins de semana, não faltam devotos de todas as classes sociais.
Em conclusão, propomos uma visita à Senhora de Vagos, com o indispensável farnel para ser saboreado depois da visita à Mãe de Deus. Não faltam condições com mesas e sombras que amplificam a tranquilidade daquele lugar abençoado.

TECENDO A VIDA UMAS COISITAS - 302


PITADAS DE SAL – 32


SAL DE UNTO
Caríssima/o:


Quem é aqui das nossas bandas e tem já uma idadezita não precisa que lhe expliquem isto do sal d’unto, o que precisa mesmo é de encontrar quem ainda o faça e pô-lo na caldeirada para se deliciar com o regalo do cheiro e do …paladar!
Mas os mais jovens estarão a perguntar que coisa é essa: cheira mesmo a mistério e faz, de certeza, mal à saúde:… sal… e unto!
A sorte bafeja-me com um amigo que, quando me visita e traz peixe para caldeirada, logo lembra à mulher:
- Madalena, não te esqueças do sal d’unto! Olha que a caldeirada sem ele não tem graça nenhuma e o compadre aprecia! (E cofia o bigode.)
Agora para os novos ficarem com uma ideia deste produto, transcrevo umas tantas “composições” que, espero, os não baralhem:

«O unto é a gordura, que se encontra na cavidade abdominal no mesentério, usada para cozinhar.
Era a antiga manteiga do povo, além de ser muito gostosa era um conforto para a alma, hoje nada existe é considerado muito prejudicial à saúde devido a poder aumentar o colesterol.
Ainda me lembro de quando eu era jovem, ver as pessoas batendo no unto, e ajuntando-lhe sal e pimentão, e depois de muito bater se fazia uma bola, que era guardada na pele da bexiga do porco.
Hoje se faz com menos trabalho e muito melhor, se coloca a gordura cortada aos pedaços e se coloca numa máquina um-dois-três, e se tritura com facilidade, depois é só acrescentar o pimentão e o sal a gosto, fica uma delícia.»
«Sal-de-unto: sal com a banha derretida, depois de fazer os rojões na caldeira.»

«Sal de unto: mistura obtida com banha de porco, sal e condimentos típicos da zona.»
«Sal de unto: preparação de sal grosso com banha que os pescadores levavam nas suas longas viagens de faina, e que em preparando-se deve ficar cerca de 3 meses a maturar.»
Não gostaria de deixar ninguém baralhado, por isso dou a palavra aos entendidos.
                                                                     
    Manuel


sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Férias à procura das nossas raízes

Quem identifica estas mulheres da seca?




A nossa terra está cheia de gente que veio um pouco de toda a parte, do país e até do estrangeiro. Os primeiros gafanhões, porventura antes de o serem, vieram fundamentalmente das freguesias de Vagos. Depois, porto, obras da barra, estaleiros, pescas e secas do bacalhau e outras indústrias e comércio, mais agricultura, atraíram bastantes pessoas, constituindo a população das Gafanhas, nos nossos dias, uma mescla interessante, com diversas formas de ser e de estar na vida. Essa realidade talvez tenha gerado algum desenraizamento, atenuado com o tempo, de forma que no presente todos se sentem e são, realmente, gafanhões.
Ora, em tempo de férias, seria interessante que todos se pusessem à procura das suas raízes, numa tentativa louvável de descobrir quem são e de onde vieram. Conversando com os mais velhos e decerto mais sabedores, será uma excelente forma de retroceder no tempo, para se saber, concretamente, por que razão os seus antepassados vieram para a Gafanha da Nazaré e quais os motivos dessa migração, livre ou forçada.
Importa descobrir se valeu a pena, se a adaptação foi fácil, que dificuldades houve que ultrapassar e, também, se a ligação às terras de origem se tem mantido através do tempo.
E, já agora, não seria enriquecedora uma visita aos familiares que optaram por ficar?




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Veleiros no Porto de Aveiro

Uma visita imperdível




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POSTAL ILUSTRADO — RIA DOUTROS TEMPOS

O postal que reproduzo acima é mesmo um postal ilustrado, não com as cores naturais, mas com tonalidades que eram um luxo para a época....