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A mostrar mensagens de Fevereiro, 2012

CONSERVAÇÃO DOS OVOS-MOLES É AFINAL UM OVO DE COLOMBO

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Um artigo da jornalista Maria José Santana

Aquele que foi o primeiro produto de doçaria a ser certificado em Portugal está agora em condições de dar mais um passo importante no sentido da comercialização internacional.
Um estudo realizado por investigadores da Universidade de Aveiro (UA) acaba de confirmar que os ovos-moles podem ser congelados, sem perderem as suas qualidades. Quando ultracongelado a 40 graus negativos, o doce conventual aveirense "mantém o sabor inicial e não é nocivo para a saúde durante cerca de quatro meses", atestou a investigação da UA. Na prática, a conclusão a que chegou a equipa coordenada por Manuel António Coimbra, do Departamento de Química daquela universidade, permite alargar o mercado de comercialização dos ovos-moles. Actualmente, os 15 dias de validade do produto limitam, e muito, a sua exportação. Depois de ultrapassado o processo de validação da congelação, os ovos-moles poderão, então, chegar ao mercado internacional.

A CAMINHO DA PRAIA DE MIRA

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Era nosso Prior o Padre Bastos, que desde que cá chegou se dedicou à juventude, tendo resolvido que haviamos de fazer uma visita à praia de Mira. Era longe e a ideia de um passeio de bicicleta ficou fora do programa.
Não sei como conseguiu que o Mestre Manuel Maria Mónica lhe cedesse uma camioneta grande que transportava os pinheiros para os navios, para transportar a malta, o que era proibido. Combinou-se que a camioneta iria pela estrada florestal, até à que vai de Mira à Praia.
Se nesse percurso fosse vista polícia, toda a malta devia deitar-se no chão da camioneta.
Tudo correu bem e antes de chegarmos ao local desembarcámos e iamos a fazer o resto do percurso a pé, quando me surgiu a imagem que registei e que te envio, a que dei o nome de "A caminho da Praia de Mira"
Ângelo Ribau
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OS TRAVESES E AS NAVALHAS

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Mais uma vista pelo arquivo para matar saudades e surgiu-me esta foto.
Lembras-te, com certeza, dos "Traveses" um autêntico viveiro de lingueirões de canudo ou navalhas, como nós lhes chamávamos, e que íamos apanhar com uma vareta de guarda-chuva, revirada numa ponta a imitar um anzul! Ao fundo vê-se São Jacinto e os Estaleiros. Já não existem, nem traveses, nem estaleiros. A Base Aérea também desapareceu, tranformando-se em Regimento de Infantaria
nº 10, de Aveiro. Tudo é como as ondas do mar; Vão e vêm...

Ângelo Ribau


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Para a história do Porto de Aveiro

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Exposição em Aveiro a partir de 10 de março
Ponte-cais da Torreira, 1936
Em 10 de março, pelas 16 horas, vai ser inaugurada uma exposição que interessa a todos os apaixonados pela história do Porto de Aveiro e da sua Barra, que o mesmo é dizer da nossa terra e região, tão marcadas pela abertura da barra em 3 de Abril de 1808.  Ver notícia alargada aqui

Para a História do Porto de Aveiro

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Um polícia da Junta Autónoma da Ria e Barra de Aveiro (J.A.R.B.A.), António Tomás de seu nome, encontrou uns barqueiros a conversar. Ao tempo era proibido conversar no trabalho, salvo por motivos de serviço. Os barqueiros tagarelas não aceitaram as ordens do guarda e este participou superiormente. Corria 30 de Outubro de 1929.  No mesmo dia, Homem Christo, Engenheiro-Director da JARBA, despachava inapelável sentença: Que sejam os dois barqueiros despedidos imediatamente, não podendo mais tornar a ser admitidos para nenhum serviço.




Fonte: Newsletter do Porto de Aveiro

Efeméride Gafanhoa: Conferência Vicentina

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16 de Fevereiro de 1953 

Nossa  Senhora da Nazaré
Conferência Vicentina de Nossa Senhora da Nazaré 
A Conferência Vicentina Nossa Senhora da Nazaré, da Sociedade de São Vicente de Paulo, foi criada pelo Prior Abílio Saraiva. Em 1952 dinamizou um grupo de senhoras para a ação social e caritativa, dentre as quais se destacaram Maria da Luz Rocha, Rosa bela Vieira, Luzia Dias de Oliveira, Isaura Castro e Idalina Caleiro.  Reuniam-se semanalmente numa dependência da igreja matriz para analisarem situações ligadas a questões de saúde, nomeadamente, doenças pulmonares, por serem muito frequentes nessa altura. A partir daí, procuravam dar às pessoas de fracos recursos as respostas adequadas. Levavam os doentes a médicos especialistas e acompanhavam-nos a tratamentos recomendados. A Rosa Bela distinguiu-se pela disponibilidade na aplicação de injeções, qual enfermeira dedicada e competente. Nessa tarefa diária e no contacto com as pessoas apercebia-se melhor das suas carências, apoiando-as no q…

GUARITA E ESTRADA DA SACOR

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Bela imagem da antiga Guarita, agora reproduzida e instalada no Jardim Oudinot. Visível a estrada conhecida, na nossa juventude, por estrada da SACOR, pois passava pelos depósitos de combustíveis daquela empresa industrial. Na nossa infância, por ali se apanhava, nos juncais da ria, o recebolo para alimentação dos suínos. 



Aviação Naval de S. Jacinto

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Hangar de S. Jacinto - 1918 (da Rede Global)
Na segunda metade da I Grande Guerra, os hidroaviões para defesa da costa portuguesa começaram a espelhar-se e a amarar na laguna aveirense, por acordo estabelecido com o Governo francês. Não havia capacidade económica e outra para Portugal assumir a defesa da sua própria zona costeira. Os técnicos e outro pessoal francês instalaram-se então em S. Jacinto com uma pequena esquadrilha.  Terminada a guerra, os franceses abandonaram as precárias instalações que haviam ocupado em S. Jacinto, ficando aquele centro entregue à Aviação Marítima.  Entretanto, aquela povoação impôs-se como centro de aviação, com muitos acontecimentos e projetos de permeio, até que, em 20 de Maio de 1925, é criada a Aviação Naval “Almirante Gago Coutinho”, para funcionar em S. Jacinto. Porém, a sua instalação só aconteceu em 1934.

A apanha do estrume

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Uma estória do Ângelo Ribau 


O tempo estava na verdade melhor no dia seguinte, e, manhã cedo, lá fomos nós, o pai de gadanha e engaço ao ombro e o Toino com as duas varas, em direcção à bateira.  O dia não era de chuva, mas a manhã estava fria. Notou-se logo ao meter os pés na lama para alcançar a bateira. Soltada esta do moirão aí vamos nós para o Esteiro do Oudinot. Salto para a margem com a cirga na mão, estico-a, ponho-a ao ombro, e vá de puxar a bateira. São dois quilómetros de extensão, contra a maré. Chegado ao fim é recolhida a cirga, entro para a bateira, pegamos nas varas e vá de atravessar a cale, sempre com muita atenção, não vá aparecer algum navio, que nos atrapalhe a manobra. Chegados ao fundão, vá de “paijar” com as varas como se fossem remos, dado que a cale era muito funda e as varas não atingiam o fundo.  Passámos sem problemas e da outra banda voltámos a empurrar a bateira com as varas, até que chegámos à marinha; amarrámos a bateira e toca de começar a trabalhar.…

Forte da Barra: caldeira em dia de nevoeiro

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Caldeira do Forte (foto do Ângelo Ribau)



Caldeira em manhã de nevoeiro. Aqui estacionavam as barcaças da JAPA, junto de  um estaleiro que procedia à sua reparação

“Casa Museu” de Manuel Serafim - séc.XX ao vivo!

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Manuel Serafim mostra a sua casa-museu

Aceitando o convite do aluno e professor Manuel Serafim,  a turma de Comunicação e Fotografia, composta por 16 alunos, foi visitar a “Casa Museu”, antiga casa de habitação dos pais do maestro da Tuna da Universidade Sénior da Fundação Prior Sardo.
Quarto 

Deslumbramento é a palavra mais adequada ao que pudemos ver e sentir. Para Manuel Serafim, tudo isto começou há pouco mais de um ano, após a sua reforma como mecânico da Sociedade  de Pesca Miradouro (Friopesca). Grafonola e outras peças de coleção
Com muitas peças que entretanto ia juntando e outras que existiam em casa de seus pais, entretanto desocupada (o pai era carpinteiro naval e a mãe dedicava-se à lavoura),  foi reconstruindo a habitação como se fosse um museu de determinada época e hoje, para quem, como nós, viveu estes tempos, foi um lembrar de recordações, desde os discos de vinil, o gira-disco, a grafonola, os rádios de válvulas com as antenas em fio de cobre, antigos instrumentos mus…

TERRA LINDA, OS PESCADORES

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Na Ilustração Portuguesa, 712, 1919

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