Mensagens

A mostrar mensagens de Setembro, 2016

Escolas da Gafanha da Nazaré

Imagem
NOTA:

1. A propósito do meu post editado neste meu blogue sobre a Escola da Cambeia, conhecida na minha infância por Escola da Ti Zefa, proprietária do edifício que ainda hoje existe, publico aqui a lista das escolas que elaborei em 2010, onde fica claro o registo da homologação dos diversos edifícios escolares. Sobre a Escola da Marinha Velha, a cuja inauguração assisti, tinha eu 17 anos, confirmo a data de 1955. E recordo o discurso que  o Presidente da Junta, Manuel da Rocha Fernandes Júnior, então proferiu.  Apoiava-se ele num texto, julgo que do livro da segunda classe, em que uma menina, ao colo de um adulto, foi convidada a ler um edital que os presentes, analfabetos,  não saberiam decifrar. A família do Senhor Rocha, homem que muito estimei, não terá encontrado o referido discurso no seu espólio;
2. Os números do quadro são referentes a 2010.

POSTAL ILUSTRADO: O rei que abriu portas à criação da freguesia e paróquia

Imagem
D. Manuel II 
O último Rei de Portugal, D. Manuel II, nunca esperou vir a sentar-se no trono do Reino. Tão-pouco havia sido preparado para tais funções. Era segundo filho e o trono, por herança dinástica, seria para seu irmão Luís Filipe.
Quis o destino que o regicídio de 1 de Fevereiro de 1908, de triste memória, o levasse a sentar-se na cadeira que tinha sido ocupada por seu pai, o Rei D. Carlos. D. Manuel sobe ao trono com apenas 18 anos. Sem a preparação adequada, enfrentou imensos problemas, que ia ultrapassando com a ajuda de políticos que considerou capazes, mas que não estiveram à altura de impedir os avanços da República. E face aos conselhos que os mais próximos lhe dirigiam para que interviesse junto dos partidos, monárquicos e republicanos, de várias correntes, escreveu em Maio de 1909: «Querer que o rei intervenha nas lutas entre os políticos parece-me um erro. Muito interferiu meu pai, e bem triste fim teve», como escreveu Margarida Melo em “O Rei sem Trono” Na visit…

Gafanha do Carmo é freguesia há 56 anos

Imagem
Já era paróquia desde 1957

A Gafanha do Carmo tinha, na altura da criação da freguesia, 1155 habitantes e um grau de desenvolvimento comunitário de grande valia. O sentimento de independência, acicatado pela criação de paróquia em 1957, terá levado o povo a alimentar brios de se organizar para civilmente se desligar da tutela de São Salvador, Ílhavo.  Na sequência desse propósito, o povo organizou e endossou as suas pretensões às autoridades competentes, como era de lei. Obtidos os pareceres indispensáveis, o processo culminou com a publicação do Decreto-Lei n.º 43 165, com data de 17 de setembro de 1960 e assinado pelo Presidente da República, Américo de Deus Rodrigues Thomaz, pelo Chefe de Governo, António de Oliveira Salazar, e demais ministros.  Diz o Decreto-Lei que se atendeu ao que «representou a maioria dos chefes de família eleitores do lugar de Gafanha do Carmo», tendo sido considerado que «a nova circunscrição, com cerca de 297 fogos e 1155 habitantes, já constitui paróquia…

56.º Aniversário da Criação da Freguesia da Gafanha do Carmo

Imagem
A Câmara Municipal de Ílhavo e a Junta de Freguesia da Gafanha do Carmo assinalam, no próximo dia 17 de setembro, sábado, o 56.º Aniversário da Criação da Freguesia da Gafanha do Carmo, numa Sessão Comemorativa, com o seguinte programa:

16h30 Concentração e visita à obra da Casa Mortuária da Gafanha do Carmo
17h00 Apresentação do documentário e do livro “O Padre das Prisões” do Padre João Gonçalves, no Centro Cultural da Gafanha do Carmo
Neste dia de aniversário, a Câmara Municipal de Ílhavo convida toda a população participar nesta sessão comemorativa, felicitando muito em especial aqueles que nasceram e habitam na Gafanha do Carmo. Nota: Texto da CMI

A barrilha e a Vista Alegre

Imagem
Um dia destes estava distraído a pensar nem sei o quê. De repente, os meus olhos pousaram na lombada de um livro de José Hermano Saraiva — Itinerário Português – o Tempo e a Alma —, que havia lido há bastante tempo. Dele guardara uma ou outra referência à nossa região. E abri a página 134, onde pontificava um título que nos diz muito: Vista Alegre — Homenagem à porcelana. A dado passo diz assim:
«A localização da fábrica na região de Aveiro não foi mero acaso. Aveiro tinha tradição cerâmica; nos barreiros da ria tinham aparecido vestígios de caulino; na Gafanha criava-se uma erva, a barrilha, que, calcinada, era usada no fabrico de vidros e cristais.»
Confesso que nunca ouvira falar de tal erva. Mas se ele diz… Fui ao dicionário e lá estava: 
«Barrilha (botânica), designação comum a plantas do género Salsola e Halogeton, da subfamília das quenopodiáceas, cujas cinzas são especialmente ricas em carbonato de sódio»
A flor ou fruto dessa planta, suponho,  trouxe-me à ideia os chuchus ou…

Gafanha antiga para os mais idosos

Imagem
Estas duas fotos da nossa igreja matriz e arredores são especialmente dedicadas aos mais idosos, para os ajudar a reavivar a memória. Os mais novos não terão, eventualmente, grande interesse, ou talvez tenham para poderem ver a evolução que entretanto se operou o na nossa terra.  Como recordo tudo isto!

Gafanha da Nazaré: Da torre da igreja para sul

Imagem
Uns 70 anos separam estas duas fotografias. Oferta do Ângelo Ribau, um apaixonado pela fotografia.

Gafanha Antiga: Da torre da igreja para norte

Imagem
Encontrei esta foto num dos meus blogues, quando procurava outras. Partilho-a na esperança de que alguém possa identificar alguns pormenores. Eu dou uma ajuda: Lá está o antigo mercado, a escola da Cambeia, situada, curiosamente, no Bebedouro, terrenos onde, entretanto, plantaram casas, e mais não digo...

Gafanha da Nazaré: Algumas datas para esclarecer

Imagem