quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Criação da Paróquia de Nossa Senhora do Carmo





A comunidade da Gafanha do Carmo começou por ser paróquia, sendo desmembrada da Gafanha da Encarnação em 6 de novembro de 1957, por decreto de D. João Evangelista, Arcebispo-Bispo de Aveiro. Nele, D. João confirma que atendeu à petição dos chefes de família, à concordância do pároco da Gafanha da Encarnação e aos compromissos assumidos pela Comissão Promotora, quanto à côngrua a atribuir ao pároco e às obras a realizar na capela do lugar e à aquisição da residência paroquial. Decreta ainda, para além dos limites com as freguesias vizinhas, que a nova freguesia ficará integrada no Arciprestado de Ílhavo. 
O primeiro pároco foi o Padre José Soares Lourenço. Nessa altura havia uma capela de pequenas dimensões, sem valor arquitetónico, que, por estar demasiado junto à via pública, foi destruída, construindo-se a atual igreja paroquial. A sua construção iniciou-se em 2 de junho de 1969.
Passados dois anos, o povo católico sentiu a alegria de poder usufruir de uma igreja moderna. O templo é acolhedor e convidativo ao silêncio e à oração. Foi solenemente benzida a 17 de novembro de 1974 por D. Manuel de Almeida Trindade.
A igreja tem espaço suficiente para a população. Tem uma imagem da padroeira – Nossa Senhora do Carmo – de dimensões a condizer com o espaço. Na anterior capela havia uma imagem da padroeira que se encontra atualmente na sacristia, pois era demasiado pequena para o novo templo.
O altar é único e está em lugar de destaque permitindo boa visibilidade.

Fernando Martins

NOTA: No dia 17 de novembro de 1974 foi benzida a nova igreja. 

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Gastronomia - Ovas de Bacalhau com Molho Vinagrete


Ingredientes:

Ovas de bacalhau
Pimentos verdes e vermelhos
Cebola
Alho
Azeite
Vinagre
Sal

Preparação:

Comece por cozer as ovas em água e sal. Depois corte-as às rodelas. Para o molho, corte os pimentos em cubos muito pequenos e pique a cebola e o alho. Misture estes ingredientes com azeite e vinagre. Disponha as ovas num prato e regue com o molho. 
Bom apetite!


Receita gentilmente cedida pelo Rancho Folclórico “O Arrais”, apresentada no “Concurso Prato Tradição & Prato Inovação”, na categoria “Tradição”, realizado no âmbito do Festival do Bacalhau 2017.  

“Bússola Partilhada” aposta no desporto ao ar livre






Com a cedência de um imóvel onde funcionou, na Gafanha da Nazaré, o jardim de infância da Chave, à associação “Bússola Partilhada”, para o exercício da sua atividade social, desportiva e cultural, a Câmara Municipal de Ílhavo (CMI), na pessoa do seu presidente, Fernando Caçoilo, procedeu no domingo, 29 de outubro, à inauguração da nova sede, que se apresentou profundamente remodelada. O autarca ilhavense referiu que a CMI, ao entregar este equipamento, sentiu que se tratou de uma iniciativa «útil para uma associação importante para o nosso município e para a nossa freguesia». 
Fernando Caçoilo fez questão de referir que esta opção da câmara, de aproveitar edifícios abandonados para novos fins, depois de reconvertidos, é um sinal da boa gestão da autarquia. «A partir de hoje a “Bússola Partilhada” tem muito melhores condições para os sócios praticarem as suas atividades e encontros», frisando a certeza de que «contribuirá para o crescimento da associação».
Carlos Rocha, presidente da Junta de Freguesia, adiantou que a Gafanha da Nazaré é «uma terra riquíssima a nível de instituições e associações, a maioria delas ativas e voltadas para bem servir a comunidade, que é o mais importante». Falando da “Bússola Partilhada”, o presidente da autarquia referiu que esta associação se carateriza, fundamentalmente, «pela prática de desportos ao ar livre, desenvolvendo eventos de cariz solidário», provando que «olha para as pessoas», o que justifica o «apoio incondicional da junta». 
Basílio Nunes, presidente da direção da “Bússola Partilhada”, da qual fazem parte Sérgio Sarabando (secretário) e Ulisses Vareta (tesoureiro), explicou que a associação começou com o jogo da Petanca, importado de França pelos nossos emigrantes. Reuniam-se no Jardim Oudinot, como ainda hoje o fazem, para jogar e conviver. «Todos os dias, mesmo que chova», disse. Depois, resolveu «avançar com um grupo para a constituição e legalização da associação, que completa sete anos de vida em 16 de dezembro próximo». 
A partir daí, Basílio Nunes procedeu a pesquisas e descobriu que, afinal, até havia no nosso país a Federação Portuguesa de Petanca, criada em 2005, na qual se filiou a “Bússola Partilhada”, o que prova à evidência a importância deste jogo em Portugal, terra de emigrantes. E lembra um grande torneio de abertura que se realizou no Jardim Oudinot, com cerca de 300 participantes, oriundos de todo o país, desde as Taipas, mais ao Norte, até ao Algarve. 
Como alguns sócios alimentam outros gostos, a associação organizou a secção de BTT (Bicicleta Todo o Terreno), inicialmente com alguns campeões, mas cedo descobriu «que o melhor caminho seria deixar entrar toda a gente: novos, velhos, bons, fracos, sendo eu um dos mais fraquitos», afiançou. 
Presentemente, já está em atividade mais uma secção, o Paraquedismo, animada por antigos praticantes, que ensinam os mais novos. Organizam eventos e demonstrações, havendo, naturalmente, a colaboração da Base de São Jacinto. E outras secções hão de surgir, à medida dos interesses ou paixões dos associados. 
Importa relevar a componente solidária da “Bússola Partilhada”, no apoio a quem precisa, traduzido na entrega de uma cadeira elétrica de rodas para um jovem poder circular por onde desejar, e outra, mais simples, mas fundamental, para uma menina poder comer à mesa. Ainda contribuem com donativos para algumas instituições.
A nova sede, cedida pela autarquia ilhavense, contou com o apoio da Junta de Freguesia da Gafanha da Nazaré, mas também de diversas empresas da região, e «vai ser — frisa Basílio Nunes — o nosso virar de página para a integração de toda a gente, novos e velhos, homens e mulheres, no desporto ao ar livre».

Fernando Martins

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Postal Ilustrado - Associações da Gafanha da Nazaré

Cartaz publicitário
Desde os primórdios da Gafanha da Nazaré, como povoação e depois como freguesia e paróquia, o povo sempre se organizou no sentido da entreajuda, tanto nos trabalhos agrícolas como na construção de casas, caminhos e ruas. Nessa linha, surgiram posteriormente os róis de gado, uma associação de apoio aos sócios, por morte ou invalidez de animais, em especial gado vacum e suínos. Neste caso, os regulamentos e decisões não estavam escritos, prevalecendo a palavra dada.
Na década de 30 do século passado, por necessidade das indústrias, comércio e famílias, foi constituída a Cooperativa Elétrica da Gafanha da Nazaré, destinada a fornecer energia aos sócios e proprietários.
Entretanto, e em resposta a novos hábitos e aspirações, foram surgindo associações, clubes e instituições, como corolário do desenvolvimento da freguesia e paróquia, para os mais diversos fins e aspirações. Todas destinadas ao povo, abarcando áreas tão abrangentes como o desporto, o social e caritativo, o económico, a dança e o teatro, mas também o educacional e de bem-fazer. Muitas sobreviveram até aos nossos dias, outras foram-se adaptando às novas exigências propostas pela evolução dos tempos, enquanto algumas desapareceram, decerto por incapacidade de adaptação ou por os seus objetivos já não fazerem sentido. Segundo nos informou o Presidente da Junta de Freguesia da Gafanha da Nazaré, Carlos Rocha, a nossa terra tem, presentemente, 22 associações ativas, o que prova a vitalidade dos gafanhões em variadíssimos setores. Delas procuraremos falar de futuro neste meu espaço.

Fernando Martins

Nota: No cartaz, onde está  Dinis Ribau, devia estar Dinis Ramos. 

GASTRONOMIA: LASANHA DE BACALHAU

Preparação:  Comece por preparar o molho bechamel, juntando  a farinha, o leite, a pimenta e a noz-moscada. Leve ao lume até engro...