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Criação da Paróquia de Nossa Senhora do Carmo

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A comunidade da Gafanha do Carmo começou por ser paróquia, sendo desmembrada da Gafanha da Encarnação em 6 de novembro de 1957, por decreto de D. João Evangelista, Arcebispo-Bispo de Aveiro. Nele, D. João confirma que atendeu à petição dos chefes de família, à concordância do pároco da Gafanha da Encarnação e aos compromissos assumidos pela Comissão Promotora, quanto à côngrua a atribuir ao pároco e às obras a realizar na capela do lugar e à aquisição da residência paroquial. Decreta ainda, para além dos limites com as freguesias vizinhas, que a nova freguesia ficará integrada no Arciprestado de Ílhavo.  O primeiro pároco foi o Padre José Soares Lourenço. Nessa altura havia uma capela de pequenas dimensões, sem valor arquitetónico, que, por estar demasiado junto à via pública, foi destruída, construindo-se a atual igreja paroquial. A sua construção iniciou-se em 2 de junho de 1969. Passados dois anos, o povo católico sentiu a alegria de poder usufruir de uma igreja moderna. O templo …

Gastronomia - Ovas de Bacalhau com Molho Vinagrete

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Ingredientes:
Ovas de bacalhau Pimentos verdes e vermelhos Cebola Alho Azeite Vinagre Sal
Preparação:
Comece por cozer as ovas em água e sal. Depois corte-as às rodelas. Para o molho, corte os pimentos em cubos muito pequenos e pique a cebola e o alho. Misture estes ingredientes com azeite e vinagre. Disponha as ovas num prato e regue com o molho.  Bom apetite!

Receita gentilmente cedida pelo Rancho Folclórico “O Arrais”, apresentada no “Concurso Prato Tradição & Prato Inovação”, na categoria “Tradição”, realizado no âmbito do Festival do Bacalhau 2017.

“Bússola Partilhada” aposta no desporto ao ar livre

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Com a cedência de um imóvel onde funcionou, na Gafanha da Nazaré, o jardim de infância da Chave, à associação “Bússola Partilhada”, para o exercício da sua atividade social, desportiva e cultural, a Câmara Municipal de Ílhavo (CMI), na pessoa do seu presidente, Fernando Caçoilo, procedeu no domingo, 29 de outubro, à inauguração da nova sede, que se apresentou profundamente remodelada. O autarca ilhavense referiu que a CMI, ao entregar este equipamento, sentiu que se tratou de uma iniciativa «útil para uma associação importante para o nosso município e para a nossa freguesia». Fernando Caçoilo fez questão de referir que esta opção da câmara, de aproveitar edifícios abandonados para novos fins, depois de reconvertidos, é um sinal da boa gestão da autarquia. «A partir de hoje a “Bússola Partilhada” tem muito melhores condições para os sócios praticarem as suas atividades e encontros», frisando a certeza de que «contribuirá para o crescimento da associação». Carlos Rocha, presidente da Jun…

Postal Ilustrado - Associações da Gafanha da Nazaré

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Desde os primórdios da Gafanha da Nazaré, como povoação e depois como freguesia e paróquia, o povo sempre se organizou no sentido da entreajuda, tanto nos trabalhos agrícolas como na construção de casas, caminhos e ruas. Nessa linha, surgiram posteriormente os róis de gado, uma associação de apoio aos sócios, por morte ou invalidez de animais, em especial gado vacum e suínos. Neste caso, os regulamentos e decisões não estavam escritos, prevalecendo a palavra dada. Na década de 30 do século passado, por necessidade das indústrias, comércio e famílias, foi constituída a Cooperativa Elétrica da Gafanha da Nazaré, destinada a fornecer energia aos sócios e proprietários. Entretanto, e em resposta a novos hábitos e aspirações, foram surgindo associações, clubes e instituições, como corolário do desenvolvimento da freguesia e paróquia, para os mais diversos fins e aspirações. Todas destinadas ao povo, abarcando áreas tão abrangentes como o desporto, o social e caritativo, o económico, a dan…

Tradições: Feijoada da Samos

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INGREDIENTES

(para 4 pessoas)

1 Kg Samos
1/2Kg de feijão branco cozido
1 Chouriça vermelha
Tomate
Cenoura
Azeite
Cebolas
Vinho Branco
Piripiri
Sal

PREPARAÇÃO

Num tacho coloque o azeite e a cebola picada, deixando alourar.
Adicione o tomate pelado e esmagado e deixe refogar.
Junte os samos (previamente lavados, cortados em tiras e demolhados), mexa e deixe cozinhar.
Depois junte o vinho branco, a chouriça e as cenouras cortadas às rodelas e tempere com sal e piripiri.
Finalmente, adicione o feijão branco e deixe apurar mais 15 a 20 minutos.
Retifique os temperos.

Bom apetite

Fonte Agenda “Viver em...” da CMI

NOTA: Receita vencedora do Concurso “Prato Tradição & Prato Inovação”, Categoria “Tradição”, apresentada pela Associação Cultural e Recreativa Chio Pó-Pó, no âmbito do Festival do Bacalhau 2017.

POSTAL ILUSTRADO — "Monografia da Gafanha"

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A Monografia da Gafanha pode e deve ser considerada um postal ilustrado da região das Gafanhas dos concelhos de Ílhavo e Vagos, pois trata-se de uma obra de referência aberta a todos os que gostam e estudam esta zona habitada desde o século XVII. Foi escrita pelo primeiro pároco da Gafanha da Encarnação, P. João Vieira Rezende, e a primeira edição viu a luz do dia em 1938. Na altura, o autor sublinhado que, «por sugestão de pessoas interessadas pelas coisas da Gafanha, nos resolvêramos a publicar alguns documentos inéditos, que viriam derramar luz sobre a ignorada história desta região». A segunda edição, profundamente melhorada, saiu em 25 de fevereiro de 1944, contando com um subsídio do Instituto para a Alta Cultura, e foi prefaciada por Orlando Ribeiro, professor catedrático de Geografia da Faculdade de Letras de Lisboa. E nesse prefácio, o ilustre cientista, referindo-se à Gafanha, diz que «temos aqui um exemplo, importantíssimo e raro, de povoamento que pode seguir-se desde o …

Culinária — Chora

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Ingredientes

1 cabeça de bacalhau ou duas caras frescas, lavadas e salpicadas
1 cebola grande
6 dentes de alho
1 folha de louro
2 tomates grandes, de preferência coração de boi, desfeitos
1 copo de arroz agulha
Sal q.b.
Uma pitada de piripiri
Azeite do bom
1 copo de vinho branco
Água q.b

Preparação

Refoga-se a cebola e os alhos no azeite até ficarem transparentes. Junta-se a folha de louro e o tomate. Deixa-se ferver, cozendo durante cinco minutos. Acrescenta-se a cabeça de bacalhau ou as caras e rega-se com o vinho branco.
Tapa-se o tacho, deixa-se levantar fervura até cozer, sem deixar desfazer. Retira-se a cabeça de bacalhau ou as caras cozidas do tacho e reserva-se, deixando arrefecer.
Desfebra-se a cabeça ou as caras e reserva-se. Junta-se a água, retifica-se o tempero e piripiri a gosto.
Quando a água ferver, acrescenta-se o arroz e deixa-se cozer até ficar no ponto.
Por fim, adicionam-se as febras do bacalhau. Está pronto a comer. Como opção, serve-se com quadrados de pão bem torr…

Hipóteses para o vocábulo Gafanha

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Das várias hipóteses que poderiam estar na origem do vocábulo Gafanha, nenhuma até hoje reuniu consenso. Indicam-se algumas, na esperança de que os estudiosos possam chegar a acordo sobre a mais plausível:
1. Gadanha, alfaia agrícola para cortar o junco, teria dado Gafanha; 2. Gafar, imposto por passagem de barco ou ponte, poderia levar a Gafanha, lugar de pagar o gafar; 3. Gafar, vaso para transportar sal, conduziria a Gafanha. Havia sal nesta região; 4. Gafo, leproso, estaria na origem de Gafanha, terra de gafos. Esta hipótese não tem consistência, por não haver qualquer registo histórico que a sustente; 5. Gafanha teria vindo de Gafaria, mas também não há qualquer vestígio histórico que nos elucide. Aliás, nas épocas seguintes à idade média já havia leprosarias para cuidar dos gafos; 6. Gafenho ou Gafanho poderia sugerir Gafanha, terra gafada, gretada, como a pele dos leprosos. A terra gretada era mais visível na maré baixa, em cujas lamas se abriam fendas com o sol; 7. A ideia de…

GAFANHAS — O espaço que hoje habitamos

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O espaço que hoje habitamos, com mar e ria a limitá-lo na sua grande parte, não é de sempre. Observando mapas e lendo registos fica-nos a certeza de que o mar foi dono das atuais Gafanhas. A restinga de areia que se formou ao longo de 25 séculos, protegendo-nos dos avanços e ataques do oceano, foi criando condições capazes de atrair pessoas habituadas a enfrentar dificuldades, muitos séculos depois. Orlando de Oliveira avança com a certeza de que a laguna vem do tempo da fundação da nacionalidade. «Podemos dizer com orgulho que a Ria de Aveiro e Portugal se formaram ao mesmo tempo. Nasceram simultaneamente por alturas do século XII e poderíamos dizer, fantasiando um pouco, que, enquanto os nossos primeiros Reis e os seus homens iam dilatando as terras peninsulares, a Mãe-Natureza ia conquistando ao mar esta joia prodigiosa que generosamente viria ofertar às nossas terras alavarienses.» (1) Sublinhe-se que a língua de areia que inclui as nossas praias, estendendo-se até à Vagueira, es…

Recordando o Festival da Canção na Gafanha da Nazaré

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Hoje recordo o Festival da Canção organizado pela Juventude Masculina de Schoenstatt há bons anos. O texto que transcrevo a seguir tem data de maio de 2009 e quem o escreveu foi João Alberto Roque, presentemente e desde há muito docente na Escola Secundária da Gafanha da Nazaré. Penso que as memórias ficarão mais ricas. Aliás, é essa a minha intenção.  Desses festivais não possuo fotografias, mas haverá decerto quem as tenha. Se mas puderem ceder para publicar seria muito interessante. Fico a aguardar. 

EU FUI DOS PRINCIPAIS INTERVENIENTES...
Eu fui dos principais intervenientes… É agradável dar de caras com estas recordações. Já não me lembrava dos pormenores – tinha vinte e três anos na altura – mas, pelo que li, penso que está tudo bem. Nesse ano fiz parte da organização e era um dos autores de três canções concorrentes (ai a ética… mas de acordo com o regulamento só os elementos do Júri não podiam concorrer e eram sempre pessoas credenciadas e imparciais). Aliás não era frequente …

A propósito da abertura da Barra de Aveiro

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Para Memória Futura
Carta de Luís Gomes de Carvalho  ao futuro rei D. João VI



Nota: Carta publicada no Arquivo do Distrito de Aveiro, integrada em artigo da autoria de Ferreira Neves, um dos fundadores e  diretor da revista,

Mulheres das Gafanhas

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Esta fotografia não é minha, mas fui eu quem a divulgou pela primeira vez. Faz parte de um livro de Maria Lamas — Mulheres do meu país — que li e consultei há muitos anos. Hoje, como andei a tentar arrumar algumas fotos que tenho armazenadas em nuvens e discos externos, passou-me pelos olhos este registo que me transporta a tempos idos da minha infância e juventude. Conheci algumas destas mulheres das nossas Gafanhas (Nazaré, Encarnação e Carmo), tidas por trabalhadoras indomáveis. Matriarcas muitas vezes com maridos ausentes, na pesca do bacalhau ou na emigração. E reparem como em muitas se mantém um ar sorridente. Todas decerto já faleceram, mas deixaram raízes indeléveis na nossa memória.

Gafanhas no Concelho de Ílhavo

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Teresa Reigota: Um exemplo a seguir

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“Gafanha… O que ainda vi, ouvi e recordo”


“Gafanha… O que ainda vi, ouvi e recordo” é um livro de Teresa Filipe Reigota, natural da Gafanha da Nazaré e residente na Gafanha da Boavista, S. Salvador. Gafanhoa de gema, como gosta de afirmar, esta professora aposentada tem uma indesmentível paixão pela etnografia.  Com seu marido, o também professor aposentado João Fernando Reigota, funda o Rancho Regional da Casa do Povo de Ílhavo, em 1984. O envolvimento nas tarefas de recolhas, pesquisas e estudos, levou-a a sentir a necessidade de preservar e divulgar os usos e costumes das gentes que a viram nascer e das quais guarda gratas recordações. Assim nasceu o livro “Gafanha… O que ainda vi, ouvi e recordo”, que vai ser lançado no dia 24 de Outubro, sábado, pelas 21 horas, no Centro Cultural de Ílhavo, em cerimónia que encerra as celebrações das Bodas de Prata do Rancho Regional. Sobre este livro pronunciar-me-ei numa outra altura, pois considero importante não só manifestar a agradável impr…