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A mostrar mensagens de Novembro, 2010

Emigração

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As causas das migrações são diversíssimas. Desde a fome à guerra, desde a falta de trabalho ao risco da aventura, desde as perseguições políticas aos desafios de familiares e amigos, desde o desejo de cortar com um passado de tristezas e misérias ao sonho de construir um futuro mais risonho para si e para os seus. Tudo serve para justificar ou para optar pela emigração. Olhando para o século de vida da Gafanha da Nazaré, como freguesia, recordo, por conhecimento director desde a década de quarenta do século passado, altura em que comecei a reter na memória vivências mais consistentes, muitos casos de emigração, uns bem sucedidos e outros nem por isso. A emigração foi uma realidade em todo país, com fortes implicações na região de Aveiro. E mesmo sem me fixar nos dados estatísticos amplamente estudados, não necessariamente importantes no contexto deste trabalho, importa frisar que os gafanhões também embarcaram no movimento migratório, quer por motivos económicos, que pelo sonho de chega…

Para a história do Grupo Desportivo da Gafanha

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Vamos hoje falar de coisas diferentes, porque o passado da nossa terra também interessa e no fundamental,  falando do GDG de que foste o pai  e que ajudei no parto
Como te deves lembrar, o GDG renasceu numa pequena sala que havia na Igreja, numa reunião a pedido do falecido Padre Domingos. Estiveram presentes o Zé Henrique, Nelson Mónica,  Carlos Sarabando,  João Pata e eu. Claro que aí apareceu o trabalho do Professor Fernando,como autor dos Estatutos do GDG e que nós aproveitámos. Renasceu o Clube e,  contra ventos e marés,  e graças à vontade de muitos gafanhões, continua vivo e cada vez com mais força.Não só pelas vitórias que vai tendo, mas fundamentalmente pela extraordinária força das suas camadas jovens e no extraordinário número de atletas que fazem parte deste grande colectivo. Mas hoje só  queria contar a história mais extraordinária, a que assisti durante os vários anos que por lá passei. Como te lembras,  eram muitos os rapazes de S. Jacinto que faziam parte das nossas equip…

Os Lugares da Gafanha da Nazaré

Chave, Cale da Vila, Cambeia, Bebedouro,  Marinha Velha, Forte e Barra
À medida que a comunidade ia crescendo, sob o ponto de vista demográfico, comercial e industrial, a população necessitou de identificar, por razões óbvias, os lugares em que habitava. Nos registos de baptizados, casamentos e óbitos, entre outros, surgia sempre a nota de que morava ou era natural da Gafanha. Posteriormente, muito próximo do século XX, aparecem os lugares: Cale da Vila, Chave, Cambeia, Bebedouro, Marinha Velha, Remelha, Forte e Farol. Se alguns lugares não suscitam dúvidas quanto à designação adoptada, como é o caso de Forte e Farol, outros levam-nos a conjecturar sobre a sua origem.

Ílhavo, Gafanha, Costa Nova

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As Senhoras Mestras da Catequese

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Igreja Antiga



A Minha Mestra Joana Rosa Bola
A minha Mestra, senhora Joana Rosa Bola, recebia-nos numa sala onde ficávamos sentados no chão, em círculo. Ela, se bem recordo, estava sentada numa manta de tiras. Extremamente bondosa, tinha uma paciência de santa e um sorriso encantador. Solteira, vivia um pouco da agricultura, mas também era tecedeira, onde fazia passadeiras e mantas de tiras a quem lhas encomendava. As pessoas, sobretudo mulheres e raparigas casadoiras, levavam-lhe as tiras feitas de roupa velha. Escuras para as passadeiras e brancas para as mantas. Faziam-nas ao serão ou em dias de muito frio e chuva, que impediam os trabalhos agrícolas. Num desses serões, a que assisti, um namorado cortava as tiras, enquanto a menina as ia ligando, antes de fazer os rolos. A senhora Mestra dedicava muito do seu tempo ao ensino da catequese, assumindo essa tarefa como missão. Recordo com saudade a maneira como ela nos olhava e a devoção com que nos iniciava nos caminhos da fé e da devoçã…