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A mostrar mensagens de Julho, 2011

FÉRIAS

De quando em vez é preciso parar, para descansar e para refletir. Penso que há muito devia ter feito isto. Escrever todos os dias, para os meus blogues e não só, começa a pesar. Os meus amigos e leitores podem, porém, ficar cientes de que voltarei logo que possível... Até breve.
Fernando Martins

Gafanhões

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Sob os pinheiros da Gafanha Na praia da Costa Nova: Partida de um barco de pesca tripulado por gafanhões
NOTA: Volto a publicar estas fotos, porque alguns leitores não as puderam ver com nitidez.

Milagre Botânico

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O milagre botânico do jardim do canal de Oudinot
A revista "Aveiro e o seu Distrito", que já não se publica, leva-me a visitá-la de quando em vez para ficar a saber um pouco mais da história da nossa região. No seu número 23/25 de 1977/1978, a ilustrar um texto, tem esta foto com a legenda que aqui deixo. Como curiosidade, há o facto de se reconhecer, há 33 anos, como milagre botânico, a existência de vegetação com água salgada por todos os lados. Isto concluo eu.

GAFANHA: Uma terra feliz

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NOTA: Reportagem publicada na Ilustração Portuguesa, 18 de Outubro de 1915

Pescadores de Ílhavo

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NOTA: Ilustração Portuguesa, 1915

RÁDIO TERRA NOVA celebra Bodas de Prata

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Terra Nova deu os primeiros passos  em 12 de julho

A RTN nasceu na década de 80 do século passado, num período de baixa de preços dos equipamentos de emissão. Um pouco por todo o mundo, e em Portugal também, surgiram rádios locais, muitas vezes direcionadas para simples bairros. Pretendia-se divulgar iniciativas de instituições dos mais variados ramos, que nunca tinham vez nem voz nas rádios nacionais. O boom das “rádios piratas” foi de tal ordem elevado, que as entidades oficiais não tiveram qualquer hipótese de impedir o seu funcionamento. Em 12 de julho de 1986, a RTN, mesmo sem batismo, foi para o ar, na sede da Cooperativa Cultural. Diz a sua história que eram 11.30 horas de um sábado. «Ligámos apenas um amplificador e passámos música gravada», recorda Vasco Lagarto. Em 31 de dezembro de 1988 “calou-se”, por imposição do processo de legalização entretanto iniciado. Mas em 26 de março de 1989, num domingo de Páscoa, agora com alvará e com as exigências de legislação entretanto apro…

Naufrágio do "Maria da Glória"

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Navio-motor "Maria da Glória"
Depois daquilo, eu nunca mais fui capaz de ser o mesmo home!

«Ah gentes amigas, s’aqui, nestes bancos do bacalhau, cada home dos nossos qu’as ondas comeram, ficasse assinalado por uma alminha acesa, como é d’uso lá nas nossas terras, podem crer, amigos, qu’atão este mar saria todo ele um luzeiro, maior qu’aquele qu’enche a Cova d’Iria, no treze de Maio!» 
Isto, tal qual, ouvi-o eu ao ti’Zé Caçoilo. E é verdade.  Bernardo Santareno,  em ”Nos Mares do Fim do Mundo” 


Igreja matriz no centro da freguesia

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Igreja antiga
A igreja devia ficar no centro  da freguesia e ficou mesmo

«Alguns dias antes da inauguração e por ordem da comissão e do senhor Prior Sardo fui à missa à capela que se situava na Chave acompanhado de alguns homens, com a missão de transportar as imagens para a nova igreja que ainda nem sequer estava concluída.  Era dia de semana e a missa terminou por volta das 7 horas da manhã. Era ainda noite, portanto, e, talvez por isso, não houve oposição dos vizinhos da capela que, segundo se dizia, não deixariam tirar as imagens nem os objectos de culto. Num outro dia trouxemos os altares, dos quais só se aproveitaram dois porque os outros eram de canto.  Nem desta vez houve barulho como se esperava e alguns vizinhos da capela ainda nos ajudaram a carregar os altares e nos emprestaram cordas. E repare que nesse dia apareceu muita gente.  Trouxemos também o sino que é o pequeno da nossa actual igreja, mas a pedra de ara só veio no próprio dia da inauguração.  Como em tudo, há sempre quem…

Recordações: Pombos-correios na Gafanha da Nazaré

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Largada de pombos-correios na dia do município
Os corredores de fundo
Quando os pombos-correios começaram a sobrevoar, em bando, a nossa terra, na década de cinquenta, longe estaríamos de pensar que esta “paixão” de alguns gafanhões chegasse tão longe. Mobilizar 1250 pombos, todas as semanas, para concursos nacionais e internacionais, durante seis meses, não será tarefa fácil. Nos princípios, em data que não posso precisar, fui convidado para assistir a um encontro de formação destinado a columbófilos da Gafanha da Nazaré. O palestrante, dos lados do Porto, era especialista no assunto e com fama de campeão. Foi um gosto ouvi-lo, sobre o tratamento, seleção e arte de treinar campeões. E pelas perguntas que lhe faziam os participantes, compreendia-se que não estavam ali para brincar. Os pombos-correios tinham e têm, pelo que ouvi, horários para cumprir, alimentação selecionada e regrada, regras para atender as sugestões do dono e truques para entrarem no pombal sem perda de tempo, que os m…