quarta-feira, 30 de junho de 2010

Gafanha vista pelo poeta-marinheiro

Gafanha — Terra de Fé



Gafanha, terra de Fé,
És bem bonita, confesso,
— Um vergel da Nazaré —
Sempre em constante progresso!


O teu porto sobranceiro,
Que te dá tanto valor,
Leva a cidade d’Aveiro
A criar-te um grande amor!


Tens estaleiros navais,
E o Vouga passa-te aos pés.
Há sempre barcos nos cais,
És linda de lés a lés!


As tuas cores garridas
Encantam e não me esquecem,
Andam paisagens perdidas,
Pintores não aparecem!


COLUMBANOS E MALHOAS
Deixai o eterno sono,
Vinde pintar coisas boas,
BELEZAS QUE NÃO TÊM DONO!

Silva Peixe *



* Manuel Silva Peixe, natural de Ílhavo, onde nasceu a 12 de Abril de 1902, ficou conhecido como poeta popular. Faleceu a 3 de Maio de 1990.

sábado, 26 de junho de 2010

Columbofilia na Gafanha da Nazaré

Em 15 de janeiro de 1952, foi fundada a mais antiga associação da nossa freguesia, ainda em atividade: Grupo Columbófilo da Gafanha da Nazaré. Foram seus fundadores João Nunes Bola, Joaquim Robalo Campos, Augusto Francisco Ferreira e Joaquim Pereira. Tinha, e continua a ter, como objetivos principais, cuidar, criar, selecionar e treinar pombos-correios para competição em concursos, quer a nível nacional quer internacional, organizados pela Federação Portuguesa de Columbofilia.
Com 85 associados, maioritariamente da Gafanha da Nazaré, mobiliza para esses concursos, semanalmente, 1250 pombos, só da nossa freguesia, durante seis meses.

Nota: Com acordo ortográfico

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Lembranças do Santo André


Depois da alegria vinha a tristeza

Fernando Martins

O navio-museu “Santo André” conduz-me sempre a recordações indeléveis, com saudades e memórias de meu pai, Armando Lourenço Martins, mais conhecido por Armando Grilo, contra-mestre do arrastão que foi campeão das pescas durante muito tempo. Fazia duas viagens por ano e o meu pai só podia estar connosco em curtas férias, ainda por cima envolvido nos trabalhos de preparação para novas viagens.

A partida para mais uma viagem era dia de luto em casa, com a nossa mãe chorosa e eu e o meu irmão calados. Não tínhamos palavras para dizer. E a vida continuava, com as saudades presentes, atenuadas pela ânsia da chegada, só possível no tempo próprio e com boa carga de bacalhau.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Cooperativa Eléctrica da Gafanha da Nazaré: Um pouco da sua história


Professor Filipe, primeiro presidente da direcção da CEGN

Em 7 de Maio de 1938, por escritura pública no cartório notarial do Dr. Adelino Simões Leal, e publicada no Diário do Governo, de 4 de Junho do mesmo ano, foi constituída a Cooperativa Eléctrica da Gafanha da Nazaré (CEGN), com o objectivo de adquirir e fornecer energia eléctrica aos seus cooperantes.
Até essa altura, a laboriosa população da Gafanha da Nazaré alumiava-se com os candeeiros a petróleo, velas, lanternas, quando não apenas com a fogueira do borralho. Também o Farol da Barra de Aveiro utilizou o petróleo para alimentar o foco luminoso, que guiasse os navegantes, até 1936, ano em que passou a beneficiar da energia eléctrica.
Perante a incapacidade de a Câmara Municipal de Ílhavo se responsabilizar, através dos seus serviços, pelo fornecimento de energia, que era uma necessidade, tanto para as populações como para o comércio e indústria da Gafanha da Nazaré, um grupo de gafanhões avançou com a ideia de criar uma cooperativa. Mestre Manuel Maria Bolais Mónica surgiu à frente de alguns conterrâneos, entre professores, comerciantes, industriais, proprietários e um sacerdote.
Os mentores do projecto percorreram a freguesia, numa tarefa de sensibilização, considerada importante, e de angariação de sócios, cujo número justificasse a criação da referida instituição.
Nesse grupo havia representantes de diversas classes sociais, que registamos para a história:

segunda-feira, 14 de junho de 2010

É tempo de regressar

Resolvi regressar à primeira casa. Afinal, não há amor como o primeiro. Bem tentei frequentar novos ares, mas não me adaptei. É certo que gosto de mudanças, de mudar de sítio, de procurar novos horizontes em todas as janelas e portas da casa que habito.


Obrigado pela vossa compreensão

POSTAL ILUSTRADO — RIA DOUTROS TEMPOS

O postal que reproduzo acima é mesmo um postal ilustrado, não com as cores naturais, mas com tonalidades que eram um luxo para a época....