Homenagem ao Bacalhau com bom gosto


Ribau Esteves na abertura do Festival


O Festival do Bacalhau, que hoje se iniciou no jardim Oudinot, insere-se nas Festas do Município, que têm por lema “Mar (a)gosto”, em agosto, referiu na abertura do evento, no porão do Navio-museu Santo André, o presidente da Câmara Municipal de Ílhavo (CMI), Ribau Esteves. O autarca frisou que este ano as festas evocam os 75 anos do Museu Marítimo de Ílhavo, que está a passar por melhoramentos significativos, da ordem dos quatro milhões de euros.
Depois de lembrar que as Festas do Município já contaram com a regata dos Grandes Veleiros, entre 3 e 6 de agosto, o presidente da CMI referiu que o Festival do Bacalhau sucedeu às Tasquinhas de Ílhavo, de que foi grande animador o professor Reigota, presidente do Rancho da Casa do Povo de Ílhavo. «O professor Reigota deixou crescer as Tasquinhas, chegando ao Festival do Bacalhau; e quem ama é quem deixa crescer», disse o autarca.
O presidente da Câmara ainda denunciou uns «bairristas que não conseguem amar, porque não querem crescer», numa clara alusão a quem critica o Jardim Oudinot como local ideal para a realização do festival dedicado ao “fiel amigo”. «O bairrismo sadio deixa sempre crescer», salientou.
Pedro Machado, do Turismo do Centro, enalteceu a importância do turismo como fator económico, a vários níveis, tanto local como regional e mesmo nacional, e adiantou a mais-valia que representa a parceria com o navio Santa Maria Manuela, numa área fundamental para a região e para o país.
A abrir a sessão,  João da Madalena, grão-mestre da Confraria Gastronómica do Bacalhau, parceira da autarquia ilhavense na organização do Festival,  manifestou o desejo de que «tudo corra bem e que as pessoas também se sintam bem», nesta quinta edição do festival e nos 75 anos do Museu de Ílhavo.
Numa recordação histórica das Tasquinhas e do Festival do Bacalhau, feita de alguma maneira original, para não se tornar repetitiva e formal, João da Madalena, ora falando ora cantando com um confrade, evocou a iniciativa da Casa do Povo, que ocupou espaços diferentes à medida que foi crescendo, em Ílhavo, até «rebentar pelas costuras», optando-se, então,  pelo Jardim Oudinot, como sítio certo para a festa,  onde espera que, apesar das ameaças de chuva e vento, tudo  decorra com mar chão.

Nota: Outras impressões nos próximos dias.

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