TECENDO A VIDA UMAS COISITAS – 331


POSTAL DO PORTO – 196 


OS CAMELOS 

Caríssima/o: 

Um amigo fez-me chegar às mãos um texto que me fez algumas cócegas no raciocínio; pensei logo aproveitá-lo para o partilhar e com isso ajudar alguém que ande em fase de preguiça intelectual mais aguda. 

«Vamos lá a fazer bem as contas!!!! 

Um homem, que tinha 17 camelos e 3 filhos, morreu.
Quando o testamento foi aberto, dizia que metade dos camelos ficaria para o filho mais velho, um terço para o segundo e um nono para o terceiro. 

O que fazer?
Eram dezassete camelos; como dar metade ao mais velho? Um dos animais deveria ser cortado ao meio?
Tal não iria resolver, porque um terço deveria ser dado ao segundo filho. E a nona parte ao terceiro.
É claro que os filhos correram em busca do homem mais erudito da cidade, o estudioso, o matemático.
Ele raciocinou muito e não conseguiu encontrar a solução: matemática é matemática!
Então alguém sugeriu: 
- É melhor procurarem quem saiba de camelos, não de matemática.
Procuraram assim o Sheik, homem bastante idoso e inculto, mas com muito saber de experiência feito.
Contaram-lhe o problema.» 

Aconselho a que se faça uma ligeira pausa e que cada um tente novamente encontrar uma solução. 

Adiante:

«O velho riu e disse: 
- É muito simples, não se preocupem.

Emprestou um dos seus camelos - eram agora 18 - e depois fez a divisão. Nove foram dados ao primeiro filho, que ficou satisfeito. Ao segundo coube a terça parte - seis camelos e ao terceiro filho, foram dados dois camelos - a nona parte. Sobrou um camelo: o que foi emprestado.

O velho pegou o seu camelo de volta e disse: 
- Agora podem ir.

Esta história foi contada no livro "Palavras de fogo", de Rajneesh e serve para ilustrar a diferença entre a sabedoria e a erudição. 
Ele conclui dizendo: "A sabedoria é prática, o que não acontece com a erudição. A cultura é abstracta, a sabedoria é terrena; a erudição são palavras e a sabedoria é experiência."» 

Sejamos práticos com sabedoria… 
E se em vez de camelos fossem burros, qual seria a solução? 

Brinquemos ao carnaval! 

Manuel

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