Conferência Vicentina foi oficializada em 1953


Aconteceu em fevereiro de 1953

Rosa Bela Vieira e Maria da Luz Rocha

Em 16 de fevereiro de 1953, foi oficializada a Conferência Feminina de S. Vicente de Paulo, que adotou como patrona Nossa Senhora da Nazaré, padroeira da nossa paróquia. Porém, antes da oficialização, o padre Abílio Saraiva dinamizou, em 1952, um grupo de senhoras para a ação vicentina, destacando-se, nessa altura, Maria da Luz Rocha, Rosa Bela Vieira, Luzia Dias de Oliveira, Isaura de Castro e Idalina Caleiro, como se lê na monografia da paróquia, “Gafanha de Nossa Senhora da Nazaré”, de Manuel Olívio Rocha e Manuel Fernando da Rocha Martins. 
Embora extinta por decisão das então dirigentes Maria da Luz Rocha e Rosa Bela Vieira, em 2003, por razões de saúde e falta de colaboradores que as pudessem substituir, mas também pela criação do Grupo Cáritas Paroquial, com membros capazes de continuarem as tarefas de apoio aos mais carenciados, é justo lembrar a ação desempenhada pela Conferência de S. Vicente de Paulo entre nós. 
Tanto quanto sabemos, pelo contacto direto e próximo que mantivemos com as fundadoras, durante anos, podemos afirmar que a conferência, uma associação de fiéis leigos, ajudou e promoveu muita gente da nossa terra e não só. 
As dirigentes e colaboradores reuniam-se semanalmente numa dependência da igreja matriz para analisarem situações de carências que pediam respostas concretas, tanto do âmbito alimentar como da saúde, mas também habitacional e promocional. 
Maria da Luz Rocha e Rosa Bela Vieira, em especial, levavam os doentes pobres a médicos especialistas (não havia, na altura, Serviço Nacional de Saúde), sendo essa uma tarefa prioritária para atender muitos pacientes. Mas avançavam para além disso, dinamizando a promoção social possível, na área da alfabetização e da colocação profissional. 
Um outro facto urge sublinhar: a conferência recusava a tradicional, para a época, distribuição de senhas que dariam direito ao fornecimento de mercearia em estabelecimentos comerciais. A verdade é que, nem por isso, deixavam de estar atentas às dificuldades das pessoas e famílias, fornecendo-lhes o que se tornava necessário. 

Fernando Martins

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