O assador de castanhas

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Aparecia, quase em simultâneo, com o início das aulas, nos meus tempos de menina e moça! As primeiras aragens frias do Outono traziam, à nossa cidade, aquela figura típica e tão apreciada por todos. Era o assador de castanhas! O seu carrinho improvisado com a panela tosca, esburacada, para assentar nas brasas quentes, era uma presença obrigatória nas ruas da cidade. No regresso das aulas, quase ao entardecer, o ar rescendia ao aroma quente e adocicado das castanhas. Tão apetecidas, tão apreciadas, com a casca estaladiça e prateada, faziam as delícias de miúdos e graúdos! Era um acorrer aos locais onde se encontravam os vendedores, nas esquinas das ruas, em locais muito frequentados. Quentes e boas! Quentes e boas! – O pregão soltava-se da boca dos assadores, que procuravam atrair uma clientela ávida de saborear tão apetitoso petisco! E ali, por cima do carrito, estavam as castanhas arrumadinhas ao lado do papel de jornal, onde iriam ser embrulhadas para entregar aos clientes. Belos tempos, em que se comiam as castanhas embrulhadas em papel de jornal e ninguém tinha problemas com isso! Belos tempos!
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Madona
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