Gafanha da Nazaré — Terceira Década

1930 -1939

Algumas considerações 
sobre a nossa freguesia e paróquia

A terceira década da vida da freguesia e paróquia foi assinalada por três grandes acontecimentos:  Em 1933 é aprovada a constituição da República, sob o signo da política de Salazar, que haveria de se impor ao país até ao 25 de Abril de 1974. Antes da sua publicação, Salazar, em 1932, na tomada de posse, afirma, categoricamente, como que a garantir o comando geral da política portuguesa: «Sei muito bem o que quero e sei para onde vou.»
Sem participação democrática, fechada sobre si mesma, a constituição estabelecia um regime corporativo e indiferente às democracias que se iam estabelecendo na Europa. Foi essa política que proclamou, pela voz de Oliveira Salazar, a célebre frase do «orgulhosamente sós», em defesa do Portugal multicultural, multirracial e multicontinental.
Em 1938, a Diocese de Aveiro foi restaurada, sendo constituída por paróquias das Dioceses de Coimbra, Porto e Viseu. Deixámos, então, a Diocese de Coimbra. 
Ainda em 1938, os gafanhões assumem mais um grande projeto de unidade, com a criação da Cooperativa Eléctrica da Gafanha da Nazaré. Até essa altura, a iluminação estava entregue ao candeeiro a petróleo ou às lamparinas e velas.
A emigração continua e as indústrias e o comércio multiplicam-se. Pesca do bacalhau e secas dão mais vida à nossa terra e região. Estaleiros requerem técnicos e artistas da enxó e do machado.
Nesta década surge na região Carlos Roeder, um empresário com visão de futuro e fundador na década seguinte dos Estaleiros de São Jacinto.

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