Dedicação do altar da igreja da Gafanha da Encarnação no próximo domingo

Um trabalho de Cardoso Ferreira 
publicado no Correio do Vouga de hoje


 
Mais confortável, com melhores acessos e um espaço envolvente que dá para conviver. É assim a renovada igreja da Gafanha Encarnação. Vai ser inaugurada no domingo.

Domingo, pelas 16 horas, terá início a celebração da dedicação do altar da renovada Igreja Matriz da Gafanha da Encarnação, presidida pelo Bispo da Diocese de Aveiro, D. António Francisco, seguindo-se um convívio no largo fronteiro.
O rebaixamento do piso, com o consequente desaparecimento da cave, foi o motivo principal para a requalificação do templo, como explica o P.e Francisco Melo. “Como o piso da igreja estava num plano superior, o que dificultava a acessibilidade das pessoas mais idosas, a nossa primeira opção foi rebaixar o piso. Aliás, no primeiro projeto desta igreja, ainda no tempo do senhor P.e Manuel Ribau Lé, não estava prevista a existência de cave, ficando o chão ao nível do piso exterior. O projeto foi alterado posteriormente, quando ele decidiu aproveitar a cave para aí instalar diversas salas”, explica o pároco da Gafanha da Encarnação.


P.e Francisco Melo adianta que a segunda opção visou a criação de um adro à volta da igreja, onde as pessoas possam estar e conviver. “Penso que é importante termos um espaço no exterior da igreja onde, depois da Eucaristia, possamos conversar e estabelecer relações com os outros”, afirma. A terceira opção passa pelo conforto. “Tentamos tornar a igreja um pouco mais confortável do que o que era, havendo também um esforço por a tornar mais agradável ao olhar. A ideia é que esta casa, que é a de Deus, e que é também a nossa casa, seja um espaço confortável onde nós nos sentimos bem”, explica.
Ao nível das imagens, o destaque vai para um novo “Cristo Ressuscitado” que irá ficar no centro da igreja. Das imagens que a paróquia tinha, o pároco sublinha que “nem todas poderão ficar ao culto devido à sua antiguidade e a alguma degradação, pelo que foi criado um espaço de museu, muito simples e pequeno, onde vão ficar algumas dessas imagens, como uma imagem de S. Tomé, executada pelo artista Pedro Serrano, ou uma Nossa Senhora da Piedade, também muito bonita”. As imagens que continuarão expostas ao culto passam a estar colocadas mais ao centro da assembleia. A Nossa Senhora da Encarnação vai para o lado do altar-mor. 
No espaço exterior, a principal nota vai para a demolição da antiga residência paróquia, aproveitando o espaço agora livre para criar uma zona de convívio. P.e Francisco Melo elogia a configuração externa e interna da igreja, dizendo que “o Padre Lé inspirou-se certamente noutras igrejas, mas a ideia que ele concebeu para esta igreja foi a de uma concha, concha como sinal de Deus que nos envolve e que nos abraça. Nós tentamos dar essa configuração de concha também no interior, que ficou muito bonito. Acho que o arquiteto foi muito feliz nisso”. 
Neste momento, como a empresa construtora “está a fazer os autos das medições”, P.e Francisco Melo não divulga os valores exatos investidos na obra para os revelar só no domingo, dizendo unicamente que “foram larguíssimas centenas de milhares de euros”. “Os bancos e o sistema de som foram muito caros. Apesar de termos revistos os materiais, com recurso a muito pladour e muita madeira, o que ajuda a conseguir uma boa sonoridade interior, a configuração interna da igreja não facilita muito a sonoridade”, frisa.

Templo com mais segurança em caso de emergência


Antes das obras de requalificação, o acesso à igreja era por uma rampa, em curva, o que dificultava a rápida saída das pessoas, em caso de emergência. Para além dessa saída, havia uma ligação interna, através da sacristia, que conduzia as pessoas por uma passagem “labiríntica” pela cave até à saída desse piso inferior.
Agora, o pároco realça que há duas portas, a principal, que “é larga e de grandes dimensões”, e a porta da sacristia, “que agora está ao nível térreo, e que é uma saída direta para o exterior”. Para além disso, explica que também passou a existir um sistema de segurança contra incêndios e contra intrusão. “A igreja está dotada com videovigilância e com mangueiras de emergência”, informa. 

Bolo é uma peça artística 

P.e Francisco Melo realça que o convívio no dia da inauguração será um ato “muito simples”: “Vamos partilhar um bolo, que é oferecido, e um brinde com champanhe ou vinho do Porto”.
Refira-se que o bolo, com vários metros e dezenas de quilos, é um conjunto de bolos temáticos, cada um com um desenho alusivo a um tema específico (desde o “escudo” da Paróquia da Gafanha da Encarnação a referências bíblicas). Esta obra de arte comestível é oferecida pela Pastelaria Manaure, da Gafanha da Encarnação.

Cardoso Ferreira

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