Gafanha: primeiras adubações químicas em 1927

Junça

Na MONOGRAFIA DA GAFANHA, o padre Resende sublinha a riqueza do moliço, constituído por limos, sibarro, sirgo, seba, folhada ou alface-do-mar, fita gorga e rabos ou rabão. Diz também que a seba e a fita desapareceram desde a Cambeia até à Murraceira com as obras da Barra em 1936. Este estrume verde constituía, pela sua composição orgânica e química, um precioso adubo que muito ajudou na transformação destas areias improdutivas em espaços verdejantes. Acrescenta o Padre Resende que, “nos sapais das praias de cabeço, também abundavam a junça, a bajunça e, mais para o seco, o junco e o feno, que subministravam bela cama para os estábulos e que, fermentados com os excrementos dos animais, fornecem por sua vez um ótimo adubo que, diga-se de passagem, por muito tempo era mal apreciado e se ia vender às ribeiras de Vagos, de Aradas, de Salreu e do Boco. Outro tanto acontecia às cinzas do borralho”. Claro que estes adubos naturais logo deixaram de ser vendidos para serem utilizados pelos gafanhões. As cinzas, por exemplo, eram empregadas como fertilizantes de cebolas e alhos. Em 1927 fizeram-se as primeiras experiências de adubações químicas, com bons resultados.

FM

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