quarta-feira, 26 de setembro de 2018
quinta-feira, 20 de setembro de 2018
Obra da Providência e a sua história
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| Maria da Luz Rocha e Rosa Bela Vieira com D. António Francisco |
Mais de meio século de vida intensa em prol da comunidade, nomeadamente, da família e de quem mais precisa, a Obra da Providência bem merece que a sua memória seja preservada. Não para ficar guardada numa qualquer gaveta de boas recordações, mas para servir de estímulo a todos, no sentido de nos abrirmos mais à solidariedade social e à caridade cristã.
Nascida num contexto com regras morais rígidas, onde qualquer fuga às normas religiosas era ponto de partida para certas marginalizações, incompreensíveis, mas reais, a Obra da Providência quis mostrar que esse era um caminho errado, pois as mães solteiras ou raparigas “desonradas” não podiam nem mereciam ser ostracizadas pelas suas próprias famílias e pelas comunidades a que pertenciam, como, de facto, acontecia, mesmo quando se vivia a fé católica, com muita devoção.
Os tempos foram mudando e mudando também foi a instituição, num claro esforço de se adaptar a novas realidades sociais que exigiam respostas imediatas. De lar para raparigas ou mulheres marginalizadas, a Obra começou a fixar a sua intervenção nas dificuldades sentidas pelas famílias, quando a mulher seguiu a opção de entrar no mercado do trabalho ou a isso se viu obrigada por razões circunstanciais. Sem descurar, contudo, por outras formas de agir, a atenção às mulheres em perigo moral, que essas estiveram na matriz da Obra da Providência.
A história de uma instituição nunca estará completa, por mais rubricas que a constituam e pelos mais variados detalhes que se registem. Sempre ficarão de fora muitas vivências, sobretudo se tivermos em conta a matriz cristã das fundadoras, Maria da Luz Rocha e Rosa Bela Vieira, marcadas pela sensibilidade da caridade que receberam e da educação religiosa e humana em que foram criadas.
Porém, o que se regista neste trabalho servirá para compreendermos até que ponto o Evangelho pode ajudar a traçar caminhos diferentes e inovadores de justiça social, de caridade cristã e de solidariedade fraterna.
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