sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Etnográfico da Gafanha da Nazaré celebra 29.º aniversário



No próximo dia 8 de dezembro, pelas 20 horas, num restaurante da nossa terra, o Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré vai celebrar o seu 29.º aniversário, com um jantar de Natal, em ambiente de confraternização. Neste encontro e como já é habitual marcará presença a alegria dos membros do grupo e dos seus amigos e convidados. 
Felicito o Grupo Etnográfico com votos de vida longa e dos mais  elevados propósitos, com vista a divulgar, um pouco por todo o lado, as nossas tradições.

Bacalhaus chegam a Ílhavo na próxima segunda-feira

Para dar vida ao novo Aquário dos Bacalhaus 




Na próxima segunda-feira, 3 de dezembro, vão chegar a Ílhavo os primeiros 30 bacalhaus, provenientes da Noruega, que vão dar vida ao novo Aquário de Bacalhaus. Trata-se de uma parceria estabelecida entre o Museu Marítimo de Ílhavo e o Museu Marítimo de Alesund daquele país. 
O voo que transporta os Bacalhaus tem chegada prevista para as 18 horas,  a Lisboa, pelo que se considera possível que a chegada a Ílhavo seja pelas 21.30 horas. 
Os Bacalhaus serão colocados nos tanques de quarentena, para um período inicial de habituação às condições do novo habitat, sendo transferidos para o tanque principal logo que a equipa de Biologia, que está a acompanhar todo o processo, considere reunidas as condições necessárias para uma boa transição.
No âmbito das Comemorações do 75.º Aniversário do nosso Museu Marítimo, a Câmara Municipal de Ílhavo inaugura, no próximo dia 16 de dezembro, pelas 16.30 horas, o Aquário de Bacalhaus do Museu Marítimo de Ílhavo, numa aposta forte na promoção da cultura marinheira do Município Capital Portuguesa do Bacalhau.

Fonte: CMI

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Museu de Ílhavo: Férias de Natal






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Reserva Natural de S. Jacinto


Muito se fala, com razão, da Reserva Natural de S. Jacinto, recheada de belezas dignas de bons momentos de contemplação. Contudo, julgo que não será muita gente da nossa região a visitá-la com alguma frequência. 
Sei que o tempo chuvoso e frio não convida a caminhadas pela Reserva Natural que temos mais à mão, mas penso que será bom começar a planear uma visita em época oportuna. Nessa linha, sugiro umas entradas  no portal do Turismo  para abrir o apetite.

Veja aqui

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Campanha das tampinhas não vai parar

Carla Real, no Diário de Aveiro


Joana Pontes, responsável pela campanha no concelho de Ílhavo, procedeu a uma nova entrega de material ortopédico, desta vez a cinco instituições




Como vê a reacção das instituições a estas dádivas?
As instituições agradecem muito. Todos sabemos que, neste momento, em algumas instituições, pensar em adquirir ajudas técnicas é impensável. Em contraponto, das que foram entregues até hoje, nenhuma está em stock nas instituições. Aliás, algumas começam já a apresentar novas necessidades para a próxima entrega.


Nota: Foto de DR - Diário de Aveiro

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Alameda Prior Sardo



Na história local não há apenas personalidades célebres ou mais ou menos. Há também datas e acontecimentos marcantes. As ruas, como os nomes de figuras que se notabilizaram, também fazem parte dessa história, enriquecendo-a. Hoje volto ao tema, com um escrito sobre a Alameda Prior Sardo. 

Pode lê-lo aqui

Mobilidade e Transportes na Região de Aveiro


Linha do Vouga


No próximo dia 30 de novembro, realiza-se na Sede da CI Região de Aveiro a primeira ação de divulgação e participação pública do Plano Intermunicipal de Mobilidade e Transportes da Região de Aveiro (PIMTRA), com início previsto para as 14h30. 
A elaboração do PIMTRA assenta em princípios orientadores nacionais e internacionais no domínio da Mobilidade, destacando-se a gestão da mobilidade em transporte público, no qual estão a ser analisados com particular atenção os transportes escolares, os modos suaves de deslocação (nomeadamente pelo uso da bicicleta), o futuro da Linha do Vouga, a gestão do estacionamento automóvel, a malha viária estruturante, e uma aposta continuada de sensibilização dos Cidadãos. 
A entrada é livre e gratuita, mas agradece-se a inscrição até ao próximo dia 29 por e-mail: geral@regiaodeaveiro.pt

Fonte: CIRA


domingo, 25 de novembro de 2012

Milena - 1948 | Memórias de uma campanha

Por Ana Maria Lopes, 
no Marintimidades


No ano de 2010, através do Marintimidades, foram-me solicitados alguns dados sobre o lugre Milena por familiares de dois tripulantes que nele fizeram algumas viagens e que, por coincidência, ambos naufragaram com o navio (em 1958) – a saber, Joaquim António da Silva Belo, da Torreira e o avô de um tal Emílio Gomes do Novo. E assim, com singelos episódios, se vai fazendo a história dos lugres, recorrendo a pequenos /grandes «puzzles».
Situar o navio, convém sempre – o imponente Milena, lugre de madeira de quatro mastros, foi construído na Florida, E.U.A., em1918. Foi o ex “Burkeland”, pertencente a J.A. Merritt & Co., Pensacola, Florida, entre 1918 e 1935. Adquirido em Génova pela Indústria Aveirense de Pesca, Lda., (IAP), de Aveiro, iniciou a actividade de pesca em 1936. Durante os anos de 1940 e 1941, o navio efectuou viagens de comércio, tendo regressado à pesca na campanha de 1942.
Acabou por naufragar, por motivo de alquebramento, no Virgin Rocks, Terra Nova, a 7 de Agosto de 1958.

Ler mais aqui

TECENDO A VIDA UMAS COISITAS - 318

PITADAS DE SAL – 48


O VENDEDOR DE SAL E OS BURROS 

Caríssima/o: 

No quarto domingo do mês calha bem um conto. A escolha nem sempre é fácil… Desta vez entraremos no reino animal mas tendo ainda por perto o sal. Se me fizer companhia certamente não se arrependerá. A caminho… 

«Vem da Grécia antiga a história da mula de Tales. Representa a esperteza malsucedida. Sobreviveu ao tempo graças a Plutarco. 
Com uma sobrecarga de sal sobre o lombo, a mula encontra um rio pelo caminho. Atravessa-o. 
O sal derrete. O peso se esvai. E a mula, supondo que não era burra, não quis mais saber de outro caminho. 
O dono da mula, que tampouco queria passar por asno, troca a carga do animal. Em vez de sal, sacos de lã. 
A mula toma a picada do rio. Molhada, a lã pesa como sal seco. Por pouco o animal não se afoga. Chega à outra margem. Aprende a lição. E jamais se aventura no rio. 

La Fontaine tratou de incorporar a história de Tales ao seu célebre fabulário. Deu-lhe novo colorido. Rimou-a. Metrificou-a. 
Em vez de uma mula, serviu-se de dois asnos. Sobre o espinhaço de um, o sal. Sobre o lombo do outro, esponjas. 
Nessa versão, os burriqueiros são personagens ativos do drama. Eles montam seus respectivos animais. 
Pois bem, o par de burros mergulha no rio. O do sal, aliaviado do peso, sobrevive. O das esponjas morre afogado. 
Quase leva junto o seu guia. Depois de lutar contra a morte, o infeliz é resgatado por um pastor. 
Eis a moral lafontainiana: “Guiar por cabeças más/não é um bom portamento;/às vezes a dita de um/faz a desgraça de um cento”.» 

Esta é a fábula em verso: 

«Qual romano imperador, 
Um pau por cetro levava 
E a dois frisões orelhudos 
Um burriqueiro guiava; 
Um deles trazia esponjas, 
E qual postilhão corria; 
O outro de sal carregado 
Os pés apenas mexia; 
Um sem custo, outro com ele, 
Montes e vales andaram, 
Até que ao vau de um ribeiro 
Ultimamente chegaram. 
No que levava as esponjas 
O burriqueiro montou, 
E fez ir para diante 
O que de sal carregou. 
Ele o vau desconhecendo 
Pregou consigo no pego, 
Nadou; veio acima, e viu 
Aliviado o carrego: 
Porque o sal, de que era a carga, 
Derreteu-se n'água entrando, 
E o seu condutor, já leve, 
Pôs-se em terra e foi trotando. 
O camarada esponjeiro, 
Que o viu tão leve sair, 
Quis à sua imitação 
Também no pego cair; 

Ei-lo nas águas submerso, 
Esponjas e burriqueiro, 
Todos três bebendo à larga 
Querem secar o ribeiro. 
Tão pesadas se fizeram, 
Por beberem sem cessar, 
Que sucumbindo o jumento, 
Não pôde as margens ganhar. 
O homem lutava com a morte, 
Té que um pastor lhe acudiu; 
Mas o burro das esponjas 
Foi ao fundo, e não surdiu. 
Guiar por cabeças más 
Não é um bom portamento; 
Às vezes a dita de um 
Faz a desgraça de um cento.» 

E para terminar, uma versão mais curta mas não menos violenta: 

«O Burro carregado de esponjas e o Burro carregado de Sal 
Iam dois burros, um carregando um fardo de sal, outro carregando um fardo de esponjas. 
Chegaram à beira de um rio e, teimosos, nenhum quis desviar-se para ir à ponte, que ficava próxima, a alguns metros, e que lhes daria passagem seca e enxuta; o do sal meteu-se pela água dentro, o das esponjas ficou parado a ver o que sucederia ao seu companheiro. 
A água do rio infiltrou-se na carga, e a foi dissolvendo, de modo que, quando saiu do banho e surgiu na outra banda do rio, o burro apenas conservava metade ou o terço do peso que lhe fora posto, e o malandro alegre se felicitava pela sua lembrança. 
Vendo-o tão satisfeito, o outro salta na água, pensando que outro tanto lhe sucederia. 
Coitado! As esponjas chuparam a água; o peso tanto aumentou que, não podendo mais, o burro caiu morto. 

MORALIDADE: Antes de vos resolverdes a fazer como os outros, e de pensardes que bem vos sucederá o que bem lhes sucedeu, vede se entre vós e quem quereis imitar, há perfeita igualdade e semelhança.» 

Manuel 





sábado, 24 de novembro de 2012

“Colectiva de Natal 2012” na ESQUINA VIVA



A ESQUINA VIVA tem em exposição a “Colectiva de Natal 2012” com obras dos artistas Alfredo Luz, Branislav Mihajlovic, Cândido Teles, Jaime Isidoro, Mário Silva, Noronha da Costa, entre outros. A exposição poderá ser apreciada até 30 de Dezembro.
O mesmo tema — O Natal —, ontem como hoje e como sempre, continua a inspirar artistas de todas as expressões. A ESQUINA VIVA, atenta à importância da quadra natalícia na vida da generalidade das pessoas, dá, deste modo, o seu contributo precioso para a valorização cultural dos apreciadores das artes pictóricas. 

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Laboratório de Reabilitação



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Reflexões do Padre Manuel Armando

Prof. Marcos do Vale atuando na Gafanha da Nazaré

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“Tempo Comum no Olhar da Esperança” é o título do mais recente livro do Padre Manuel Armando, que foi coadjutor na paróquia da Gafanha da Nazaré entre agosto de 1965 e setembro de 1966. Esta obra oferece aos seus eventuais leitores textos de reflexão e vai ser apresentada no dia 1 de dezembro, no Salão da Junta de Freguesia de Aguada de Baixo, pelas 15 horas. A sessão conta com a intervenção de D. António Marcelino, Bispo Emérito de Aveiro, havendo ainda um programa de variedades. É oportuno lembrar que o Padre Manuel Armando também é um artista da área do ilusionismo e do hipnotismo, apresentando-se com o nome artístico de Prof. Marcos do Vale.

Férias e Dias Divertidos – Natal 2012




A Câmara Municipal de Ílhavo aprovou a realização do Programa Municipal Férias e Dias Divertidos Natal 2012 para crianças e jovens com idades compreendidas entre os seis e os 15 anos. O programa integra atividades desportivas e culturais, tendo como objetivo proporcionar condições que conduzam a uma melhor qualidade de vida dos participantes. 
As referidas atividades desenvolvem-se entre 17 e 21 de dezembro e entre 26 e 28 do mesmo mês. As inscrições, limitadas ao número de vagas, serão aceites nas Piscinas Municipais de Ílhavo e da Gafanha da Nazaré a partir de 3 de dezembro até uma semana antes do início do programa. 
Sublinhe-se a importância de ocupar de forma saudável as nossas crianças e jovens, na ausência de atividades letivas.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Novos passadiços da Praia da Barra



Iniciaram-se as obras de requalificação da frente urbana/mar da Praia da Barra, com a construção dos novos passadiços sob a responsabilidade da Agência Portuguesa de Ambiente, após a execução do projeto por Técnicos da Câmara Municipal de Ílhavo. Entretanto, vão ser desativados os atuais, cuja vida útil terminou há cerca de dois anos. Esta intervenção tem um custo de cerca de 300 mil euros e é cofinanciada pelos fundos comunitários do PORCentro em 85%, sendo a contrapartida nacional assegurada pela APAmbiente/MAMAOT. 

Rua Afonso de Albuquerque


Rua Afonso de Albuquerque

A minha rua
Maria Júlia Sardo

Como todas as ruas da Gafanha da Nazaré, a minha começou por ser um caminho desbravado e pisado pelos pés das pessoas. Era estreito e foi alargando, porque era necessário passar com os carros de bois, amanhar as terras, que apelidavam de “crastas”. 
Entretanto, os filhos dos proprietários das mesmas foram construindo as suas casas, ao longo do caminho, alargando-o. 
Como o Sr. Luís Pires tinha um armazém onde guardava as suas camionetas, que faziam o transporte de areias, houve necessidade de alargar o caminho um pouco mais e ensaibrá-lo. Segundo ouvi, de uma Senhora, foi quando construiu a sua casa, mais ou menos há quarenta anos, que a rua foi alcatroada. 
Disseram-me, também, que esta rua era conhecida por “rua das conhoeiras” (palavra da família de conhão; significava bocado de…), porque existiam meia dúzia de casas das conhoeiras e janicas.Mais tarde, com a necessidade dos carteiros identificarem as ruas, foi-lhe atribuída a letra “L”.  Quando a minha casa lá foi construída, há 28 anos, já tinha o nome de um grande homem: Afonso de Albuquerque. 

Festilha - Festival de Tunas

 Centro Cultural da Gafanha da Nazaré
Sábado, 24 de novembro, 21.30 horas



 Festilha é um dos maiores e melhores festivais de Tunas do país organizado por uma Câmara Municipal. Estabelecido como um dos mais relevantes eventos culturais do Município de Ílhavo e com o apoio da Tuna Universitária de Aveiro é com enorme satisfação que este ano se irá realizar a XIV Edição do Festilha. Uma noite memorável onde a irreverência, a jovialidade e a alegria contagiante do espírito académico serão os ingredientes principais

Fonte: CMI

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

ENVELHECER ATIVAMENTE



Carregando Moliço


João Sarabando, um conhecido publicista de Aveiro, terra e região que o envolveram imenso, recolheu esta foto que veio a ser publicada no livro "AVEIRO - Imagens de um Século (Do espólio de coisas de Aveiro deixado por João Sarabando)", organizado por Jorge Sarabando. Na legenda diz que se refere aos anos 70 do século passado. 
Importa mostrar, a meu ver, esta e outras imagens dos meus tempos de menino e jovem, como marcas indeléveis de um passado de muito trabalho e luta persistente, que tive o grato prazer de testemunhar. Não com vontade de que esses tempos voltem, mas em jeito de homenagem aos nossos antepassados. 

domingo, 18 de novembro de 2012

TECENDO A VIDA UMAS COISITAS - 317

PITADAS DE SAL – 47


E OS PROPRIETÁRIOS DAS MARINHAS?!..

Caríssima/o:

As marinhas tinham donos (os proprietários) e havia pessoas que nelas trabalhavam: os marnotos, os moços, as mulheres... 
Nos tempos que já lá vão (há 50, 60 e mais anos…), tínhamos vizinhos em todas estas «classes». Com que deferência eram tratados os nossos patrícios donos de marinhas de sal! E na memória coletiva pairava a ideia de «pessoas ricas». 
Também os marnotos estavam uns degraus acima dos artistas nas várias profissões; trabalhavam muito e no duro, mas gozavam da fama de que tinham dinheiro. 

Mas afinal de quem são as marinhas?
Com vossa licença vou desdobrar algumas páginas que nos apresentam dados concretos e curiosos:

sábado, 17 de novembro de 2012

Feira Solidária

Uma boa oportunidade para preparar o Natal




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Bebeteca na Biblioteca de Ílhavo


Sempre aprendi que é de pequenino que se torce o pepino. Aprendi e continuo a acreditar na oportunidade do velho ditado. É desde a meninice que se aprendem bons hábitos e se formam caracteres.
Ao folhear a Agenda "Viver em..." da CMI, os meus olhos fixaram-se nesta belíssima imagem que antecede a informação sobre a Bebeteca existente na Biblioteca Municipal de Ílhavo. Funciona aos sábados e está, naturalmente, aberta aos bebés e seus acompanhantes, de preferência os pais. Ali, pelo que se  deduz com facilidade, as crianças, mesmo as de  tenras idades, podem familiarizar-se com os livros, o que muito contribuirá para que em adultos se assumam como leitores regulares. É, pois, preciso aproveitar estas oportunidades educativas. 

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Fruta da Época...

Maria Donzília Almeida


Menina Olga

O nosso local de trabalho é o espaço multifacetado e privilegiado para o exercício das relações humanas. Aqui se somam responsabilidades, se multiplicam conflitos, se dividem tarefas, se subtrai tempo, mas onde também se partilha, quase tudo. 
A Escola é um local vocacionado para a partilha de saberes, de sentimentos, de emoções, que acompanham qualquer elemento da comunidade educativa. Aos saberes, vêm associados os sabores que, sazonalmente aparecem nas atividades pedagógicas que envolvem toda a comunidade escolar. 
Ainda, há pouco tempo, foram degustados os sabores de uma variedade de sopas da região, onde houve partilha e altruísmo dos restaurantes locais. 
Devo, particularmente, referir aqueles sabores que dos pomares, chegam até ao bar da sala dos professores, pela mão dos seus donos. Assim, vêm, até nós, as cerejas, na primavera, ameixas, no verão, figos, romãs, fisális, maçãs, uvas no outono, os citrinos, no inverno. Hoje mesmo, chegou uma cesta de chuchus, para distribuir pelos colegas. Até o limão, que pertence à classe menos nobre da fruta, aqui é partilhado, por igual. Não fosse, ainda, desconhecido de muita gente, o conselho de Dale Carnegie, “Dum limão....faz-se uma limonada!” e o meu limoeiro estaria, em apuros, para satisfazer todas as encomendas! 

Semana Europeia de Prevenção dos Resíduos 2012



“Menos Lixo, Mais Poupança” 

O Município de Ílhavo adere à Semana Europeia de Prevenção dos Resíduos, que decorrerá de 17 a 25 de novembro, composta por um vasto conjunto de iniciativas, visando a sensibilização dos cidadãos para a necessidade de redução da produção de resíduos. 
Neste ano de 2012, a Câmara Municipal de Ílhavo, em parceria com a SUMA, deu continuidade à nova campanha de sensibilização de redução da produção de resíduos sólidos urbanos – RSU, subordinada ao tema “Menos Lixo, Mais Poupança”, tendo como principal objetivo apresentar maneiras de produzir menos lixo, beneficiando ao mesmo tempo de vantagens individuais e financeiras. 

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Dia Nacional do Mar: 17 de novembro

Museu Marítimo de Ílhavo, sábado, 17 horas 




Atribuição do Prémio Octávio Lixa Filgueiras 
do Museu Marítimo de Ílhavo — 1.ª edição 

A atribuição do primeiro Prémio de estudos em cultura do Mar do Museu Marítimo de Ílhavo, o Prémio Octávio Lixa Filgueiras, presta homenagem ao notável arquiteto naval e etnólogo de culturas marítimas, cujo espólio pertence ao MMI. Trata-se de um acontecimento singular na vida de um museu que celebra em 2012 os seus 75 anos de existência. 
O referido prémio, bienal, destina-se a incentivar e distinguir trabalhos de invulgar qualidade na área temática da cultura do mar 

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Instituições recebem material resultante das tampinhas

Texto de Carla Real

Joana Pontes

Joana Pontes entregou mais quatro toneladas de tampas, que se converterão em material ortopédico, a ser distribuído no dia 21

«No âmbito do projecto “Vamos pôr esta Ideia a Andar”, foram, recentemente, entregues mais de 4,2 toneladas de tampas, que reverterão em ajudas técnicas para instituições do município de Ílhavo.
Será no próximo dia 21, pelas 18.30 horas, na Biblioteca Municipal de Ílhavo, que o material ortopédico será distribuído pelas seguintes instituições: Lar de S. José (em Ílhavo), CASCI (Centro de Acção Social do Concelho de Ílhavo), Bombeiros de Ílhavo, CERCIAV (Cooperativa para a Educação e Reabilitação de Cidadãos Inadaptados de Aveiro) e Lar de N.a Sr.a da Nazaré (na Gafanha da Nazaré).»

domingo, 11 de novembro de 2012

TECENDO A VIDA UMAS COISITAS - 316

PITADAS DE SAL – 46 



ESTALEIROS DE BATEIRAS 


Caríssima/o: 

Falar de sal é evocar a vida; sal é vida. 

Para fabricar o sal a gigantesca roda da vida funcionava em pleno. Contemplar a faina dos nossos marnotos era um mergulho na mais extraordinária “colmeia”. O número de bateiras que se movimentavam para e pelas marinhas era incontável. Quem as construía? Onde? 
Podemos dizer que as margens da Ria eram um imenso, enorme estaleiro. Os navios tinham a sua zona, ali nos estaleiros Mónica e, mais tarde, em S. Jacinto (esqueçamos por momentos os estaleiros do Bico da Murtosa!). Para estes navios eram construídos dezenas de botes, nas “oficinas” das secas. Mas as bateiras, nasciam nos locais mais incríveis e depois eram levadas em carros de bois, em alegre cortejo, para o bota-abaixo no esteiro mais próximo. (Na freguesia do Monte, na Murtosa, há uma rua, a Rua dos Construtores Navais, de onde saíam bateiras em meados do século passado.) Do muito que se poderia escrever e carrear, apenas dois recortes. 

Primeiro, Gaspar Albino leva-nos até Aveiro, ao canal de S. Roque:

sábado, 10 de novembro de 2012

O encalhe do lugre Neptuno Segundo

Por Ana Maria Lopes



Na senda de alguns navios e não foram poucos que encalharam à entrada da barra de Aveiro, também tive conhecimento do acidente do Neptuno II, mas porque não consegui imagem, foi ficando, foi ficando para trás, até hoje…que vem a lume.
O que se passou, então?
-
Valendo-nos do jornal O Ilhavense de 20 de Outubro de 1948, ficámos a saber que o lugre Neptuno II, de regresso da pesca do bacalhau, em 16 do corrente mês, rebocado pelo vapor Neiva, ao passar na pancada do mar, bateu num baixio, partindo-se a amarra que o ligava ao rebocador.
Feitas manobras de emergência, o Neptuno entrou o porto impelido pela corrente de água e foi parar a uma restinga, do lado do canal que vai para S. Jacinto. Não houve acidentes pessoais.
Li aqui
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Efeméride: Novas Instalações do Stella Maris


 10 de novembro de 1985

D. Manuel assina documento no lançamento 
da primeira pedra do edifício

 Stella Maris está hoje desativado

Em 10 de novembro de 1985, foram inauguradas por D. Manuel de Almeida Trindade, Bispo de Aveiro, as novas instalações do Clube Stella Maris, da Obra do Apostolado do Mar. Tratava-se da primeira fase das obras programadas, que importou em 13 mil contos. Esta primeira fase foi constituída por sala de refeições, bar, cozinha, escritório, receção, armazém, 15 quartos com casas de banho e um salão para reuniões. Houve um subsídio, em 1982, do Secretário de Estado dos Assuntos Sociais, Bagão Félix, e apoios das Câmaras Municipais de Aveiro e Ílhavo. 
A direção era presidida por Carlos Sarabando Bola. 
Diga-se ainda que o Stella Maris se traduziu, na altura e durante muito tempo, num significativo apoio aos homens do mar e suas famílias. Hoje está desativado, esperando-se o aproveitamento daquele espaço.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Porto de Aveiro: Uma foto em destaque




Foto de Guilherme Lima, de Vagos

Trabalho participante no Concurso de Fotografia “Porto de Encontro”, promovido, em 2007, pelo Porto de Aveiro, no âmbito das comemorações do Bicentenário da Abertura da Barra de Aveiro.

Vi aqui

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AVEIRO: Jornadas de História Local

Antiga Capitania, 23 de novembro


Gastronomia regional e alimentação


As Jornadas de História Local e Património Documental realizam-se no próximo dia 23 de novembro, das 9.30 às 17.00 horas, no edifício da antiga Capitania de Aveiro. 
Organizadas pela Autarquia Aveirense e pela Associação para o Estudo e Defesa do Património Natural e Cultural da Região de Aveiro, as Jornadas de História Local e Património Documental serão subordinadas ao tema da gastronomia regional e alimentação. 
As inscrições estão abertas na Biblioteca Municipal de Aveiro sita no Largo Dr. Jaime Magalhães Lima, 3800-156 Aveiro, cserodio@cm-aveiro.pt, telefone 234 400 320 ou fax 234 400 345. As inscrições são gratuitas. 
Integrada na missão de valorizar o património documental da região de Aveiro, para desse modo preservar a memória coletiva da comunidade local, esta é a sexta edição das Jornadas de História Local e Património Documental. 

Fonte: Portal da CMA

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Álvaro Garrido escreve sobre a Mútua dos Pescadores



«Novo livro do consultor do Museu Marítimo de Ílhavo é dedicado aos 70 anos desta seguradora, que mantém uma forte ligação às comunidades costeiras»

Por Carla Real


«O livro do consultor do Museu Marítimo de Ílhavo, Álvaro Garrido, dedicado aos 70 anos da Mútua dos Pescadores, será apresentado, no sábado, em Peniche. Esta biografia da Mútua dos Pescadores destina-se a comemorar a vida de uma empresa, hoje cooperativa de utentes de seguros, que desenvolve a sua missão económica com fortes preocupações de responsabilidade social.»

Li no DA

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

As Portas d'Água outra vez





Hoje publico mais uma foto das Portas d'Água, de saudosa memória. O progresso, quer queiramos ou não, tem as suas leis, independentemente da vontade do povo. E assim nasceu o Porto de Aveiro, cujo contributo para o progresso da região e do país é indiscutível. Esta foto, da minha autoria, regista a presença da minha mulher, a Lita, e de três filhos, o Fernando, o Paulo e Pedro. A Aidinha não sei onde estaria.


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domingo, 4 de novembro de 2012

TECENDO A VIDA UMAS COISITAS - 315

PITADAS DE SAL – 45 



EMBARCAÇÕES 

Caríssima/o: 

Curiosamente o sal tem andado por aí e foi-nos ocupando uns largos meses; podemos dizer: safra comprida. Apetece uma pausa… E nada melhor que um passeio pelos canais da nossa Ria. Quem já um dia sentiu a aragem cortante nas orelhas ou a frescura da água rasgada pelo pé deslizante fora de borda não deseja outro «comprimido» para combater a fadiga e o cansaço. 
Felizes éramos nós que podíamos dispor de duas embarcações que o Tio António confiara à guarda do nosso Pai: não havia que enganar, perdidos e achados, “navegávamos” governados pela estrela da ilusão. E lá íamos! Quando fiz o exame da quarta classe [!], meu irmão (5 anos mais velho do que eu, já um rapaz espigadote…), quis oferecer-me algo de especial que nem eu, nessa ocasião, nem os meus amigos hoje podemos imaginar. «Vens comigo… e logo se vê!» E vi: o bote estava preparado… 
O melhor é dar a palavra ao Artur. Diz ele:


sábado, 3 de novembro de 2012

Efeméride: Luz elétrica na igreja matriz


1 de novembro de 1939

Igreja matriz, inaugurada em 14 de janeiro de 1912


Inauguração da luz elétrica na igreja matriz


Em 1 de novembro de 1939, Dia de Todos os Santos, foi inaugurada a luz elétrica na igreja matriz da Gafanha da Nazaré. Quem o afirma é o padre João Vieira Rezende, na sua Monografia da Gafanha. Acrescenta que a Gafanha da Nazaré passou a ter energia naquele ano, e que a rede importou em 95 000$00 [475 € nos dias de hoje]. 
Embora não diga mais, devemos lembrar que esse melhoramento se ficou a dever à constituição da Cooperativa Elétrica da Gafanha da Nazaré, cuja história é por demais conhecida. 
Já agora, podemos levar a nossa imaginação até antes daquela data, lembrando que a igreja matriz apenas podia ser iluminada pelas velas nas missas matutinas, as chamadas missas da manhã, celebradas a tempo de os marnotos e outros trabalhadores poderem seguir para os seus trabalhos que, mesmo aos domingos e dias santos, tinham de ser feitos. Também a luz das velas deixava ver alguma coisa, na reza do terço, no mês de Maria, à noitinha.

Nota: Por lapso, não publiquei este texto no dia 1 de novembro. 

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Porto de Aveiro: Foto em Destaque

Foto de Guilherme Lima, de Vagos




"Trabalho participante no Concurso de Fotografia “Porto de Encontro”, promovido, em 2007, pelo Porto de Aveiro, no âmbito das comemorações do Bicentenário da Abertura da Barra de Aveiro.
(...)
Das centenas de fotografias participantes, seleccionaram-se seis dezenas que integraram a exposição “Porto de Encontro”, patente na Casa da Cultura de Aveiro, e inaugurada a 15 de Novembro de 2008.
A exposição contou com o apoio da Câmara Municipal de Aveiro e do Núcleo de Arquitectos de Aveiro."
Li aqui
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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Dia de Todos os Santos


Maria Donzília Almeida

Comemora-se, hoje, o dia 1 de Novembro, Dia de Todos os Santos.
Como costumava ser um dia feriado, este ano será o último do calendário, é habitual a romagem aos cemitérios, neste dia, numa homenagem prestada aos que já partiram.
Este ano, o Zé não fez a sua habitual visita aos familiares, nomeadamente à Luz dos seus olhos, que se apagou, como as Twin Towers americanas, nesse mesmo dia, passados sete anos. Até nisso houve sintonia entre ambos, já que a data do 11 de Setembro é tão cara ao Zé! Este encontra-se, no momento, a travar uma batalha pela vida, nas mãos de bons profissionais de saúde. O que ainda restou dum decrépito ou moribundo SNS. Dessa luta há-de sair vitorioso, como aliás, de muitas que travou, ao longo da vida. Vem aí o Natal e a reunião da família que dos USA virá juntar-se aos residentes nestas paragens. O Zé tem apego à vida e usará todas as forças que Deus lhe der, para ser mais uma vez ganhador! E ele sabe, todos sabemos... que Deus é generoso!
Mas, seguindo as tradições ancestrais da família, a sua prole cumpriu a visita anual e fez esta observação: a lápide que o Zé escolheu para o jazigo da sua companheira de jornada, atesta, inequivocamente, a devoção que ele tem pelo grande poeta da língua portuguesa - Luís de Camões! Sem procurar o conselho de ninguém, (p'ra quê?), numa inspiração baseada na lírica camoniana, brotou-lhe da alma a seguinte dedicatória:

Para alguns será plágio, mas esta palavra não se coaduna com a personalidade do Zé: a sua honestidade, a sua humildade e os valores que sempre defendeu. Este, apenas, demonstrou mais uma vez, a sua filiação no clube dos admiradores, não direi na Confraria Camoniana, pois esta também já conheceu melhores dias! Não precisa de cartão de sócio, para se afirmar como militante do partido da cultura e defensor do valor que é a Língua Portuguesa!
Só mais um aparte: além da obra épica, o Zé também leu a lírica de Camões!

Crepioca de Sr. Bacalhau

Fonte: Agenda "Viver em..." da CMI