O Parque das Merendas da Gafanha do Carmo julgo que está devidamente preparado para receber quem aprecia, em tempo de verão, a sombra fresca do arvoredo enriquecida pela cobertura de palha. A merenda será fácil e as bebidas também têm de marcar presença para refrescar corpos e ideias. Aproveitem porque daqui a uns tempos vai-se o sol e volta o frio tão desagradável.
segunda-feira, 25 de julho de 2016
Parque Desportivo da Gafanha da Encarnação
«Estão a ser ampliados os balneários e está a ser preparado o terreno para a aplicação do relvado sintético. Estas intervenções visam dotar o Parque Desportivo de melhores condições para a prática desportiva de forma a incentivar o desporto e o estilo de vida saudável.
A ampliação dos balneários representa um investimento da Junta de Freguesia para que os utilizadores tenham condições dignas de higiene após a prática desportiva.
A aplicação do relvado sintético, responsabilidade da CMI, visa permitir a prática desportiva segundo os padrões mais atuais.
Estes investimentos, realizados em estreita ligação com o NEGE, decorrem do Contrato-Programa de Desenvolvimento Desportivo assinado entre a Câmara Municipal de Ílhavo, o NEGE – Novo Estrela da Gafanha da Encarnação e a Junta de Freguesia da Gafanha da Encarnação.»
Li aqui
Gafanha da Nazaré — Nona Década
1990 - 1999
| Centro Cultural |
![]() |
| Inauguração do Centro Social Paroquial Nossa Senhora da Nazaré |
![]() |
| Silva Peixe |
| Humberto Rocha, primeiro gafanhão na presidência da CMI |
| Nossa Senhora da Nazaré |
![]() |
| Fundação Prior Sardo |
| Prior Sardo |
![]() |
| Alexandrina Cordeiro |
Não podemos ficar indiferentes ao que continuamente se tem feito e continua a fazer na nossa freguesia e paróquia. Perfeitamente integrada na comunidade diocesana e regional de que faz parte, a Gafanha da Nazaré jamais foi terra indiferente aos ventos de mudança e do progresso.
O Congresso dos Leigos e o Sínodo Diocesano foram processos dinâmicos e renovadores da nossa maneira de ser e de estar na sociedade envolvente.
Em Maio de 1990 morre o poeta popular Silva Peixe, natural de Ílhavo, conhecido por Poeta-Marinheiro. Cantou a Gafanha diversas vezes, ou não fosse ele um ilhavense atento às nossas terras e gentes.
Gafanha — Terra de Fé
Gafanha, terra de Fé,
És bem bonita, confesso,
— Um vergel da Nazaré —
Sempre em constante progresso!
O teu porto sobranceiro,
Que te dá tanto valor,
Leva a cidade d’Aveiro
A criar-te um grande amor!
Tens estaleiros navais,
E o Vouga passa-te aos pés.
Há sempre barcos nos cais,
És linda de lés a lés!
As tuas cores garridas
Encantam e não me esquecem,
Andam paisagens perdidas,
Pintores não aparecem!
COLUMBANOS E MALHOAS
Deixai o eterno sono,
Vinde pintar coisas boas,
BELEZAS QUE NÃO TÊM DONO!
Silva Peixe
Com novo prior, o Padre José Fidalgo, desde 17 de Dezembro de 1989, novas ideias emergem e novos desafios se impõem. O Centro Social Paroquial, inicialmente vocacionado para o apoio à Terceira Idade, é inaugurado a 4 de Maio de 1991.
Neste mesmo ano, surge na Praia da Barra uma associação vocacionada para defender, sob o ponto de vista cívico, os interesses e anseios daquela estância balnear — Associação dos Amigos da Praia da Barra.
A Fundação Prior Sardo inicia intervenção social de resposta às mais diversas carências das famílias e pessoas.
No ano seguinte, em 31 de Agosto, data da criação da paróquia, é inaugurada no jardim com aquele nome a estátua do Prior Sardo, na presença do Bispo de Aveiro, D. António Marcelino, do governador civil, Gilberto Madail, demais autoridades e várias centenas de pessoas. Descerrou a estátua, a convite de Gilberto Madail, a primeira batizada na Gafanha da Nazaré, pelo Prior Sardo, Alexandrina Cordeiro.
Em 1993, pela primeira vez na história do Município de Ílhavo, é eleito um gafanhão, Humberto Rocha, para a presidência da Câmara Municipal.
Em 1994, no adro da igreja matriz, é inaugurada uma estátua de Nossa Senhora da Nazaré, para assinalar o Ano Internacional da Família.
O Centro Cultural da Gafanha da Nazaré foi inaugurado em 1996, abrindo as portas às mais diversas expressões culturais da nossa terra e região, promovendo iniciativas destinadas aos mais variados quadrantes, desde a infância à terceira idade, desde a juventude à gente adulta, para todos os gostos e sensibilidades.
Pólo da Biblioteca Municipal, sala de exposições, anfiteatros para espetáculos e conferências e Fórum da Juventude com Internet integram o Centro Cultural.
Depressa, porém, se concluiu que apresentava lacunas e que urgia proceder a uma profunda remodelação. É o que acontecerá na próxima década.
Ainda nesta década foi constituída a Associação Náutica e Recreativa da Gafanha da Nazaré.
O Congresso dos Leigos e o Sínodo Diocesano foram processos dinâmicos e renovadores da nossa maneira de ser e de estar na sociedade envolvente.
Em Maio de 1990 morre o poeta popular Silva Peixe, natural de Ílhavo, conhecido por Poeta-Marinheiro. Cantou a Gafanha diversas vezes, ou não fosse ele um ilhavense atento às nossas terras e gentes.
Gafanha — Terra de Fé
Gafanha, terra de Fé,
És bem bonita, confesso,
— Um vergel da Nazaré —
Sempre em constante progresso!
O teu porto sobranceiro,
Que te dá tanto valor,
Leva a cidade d’Aveiro
A criar-te um grande amor!
Tens estaleiros navais,
E o Vouga passa-te aos pés.
Há sempre barcos nos cais,
És linda de lés a lés!
As tuas cores garridas
Encantam e não me esquecem,
Andam paisagens perdidas,
Pintores não aparecem!
COLUMBANOS E MALHOAS
Deixai o eterno sono,
Vinde pintar coisas boas,
BELEZAS QUE NÃO TÊM DONO!
Silva Peixe
Com novo prior, o Padre José Fidalgo, desde 17 de Dezembro de 1989, novas ideias emergem e novos desafios se impõem. O Centro Social Paroquial, inicialmente vocacionado para o apoio à Terceira Idade, é inaugurado a 4 de Maio de 1991.
Neste mesmo ano, surge na Praia da Barra uma associação vocacionada para defender, sob o ponto de vista cívico, os interesses e anseios daquela estância balnear — Associação dos Amigos da Praia da Barra.
A Fundação Prior Sardo inicia intervenção social de resposta às mais diversas carências das famílias e pessoas.
No ano seguinte, em 31 de Agosto, data da criação da paróquia, é inaugurada no jardim com aquele nome a estátua do Prior Sardo, na presença do Bispo de Aveiro, D. António Marcelino, do governador civil, Gilberto Madail, demais autoridades e várias centenas de pessoas. Descerrou a estátua, a convite de Gilberto Madail, a primeira batizada na Gafanha da Nazaré, pelo Prior Sardo, Alexandrina Cordeiro.
Em 1993, pela primeira vez na história do Município de Ílhavo, é eleito um gafanhão, Humberto Rocha, para a presidência da Câmara Municipal.
Em 1994, no adro da igreja matriz, é inaugurada uma estátua de Nossa Senhora da Nazaré, para assinalar o Ano Internacional da Família.
O Centro Cultural da Gafanha da Nazaré foi inaugurado em 1996, abrindo as portas às mais diversas expressões culturais da nossa terra e região, promovendo iniciativas destinadas aos mais variados quadrantes, desde a infância à terceira idade, desde a juventude à gente adulta, para todos os gostos e sensibilidades.
Pólo da Biblioteca Municipal, sala de exposições, anfiteatros para espetáculos e conferências e Fórum da Juventude com Internet integram o Centro Cultural.
Depressa, porém, se concluiu que apresentava lacunas e que urgia proceder a uma profunda remodelação. É o que acontecerá na próxima década.
Ainda nesta década foi constituída a Associação Náutica e Recreativa da Gafanha da Nazaré.
sexta-feira, 15 de julho de 2016
Gafanha da Nazaré — Oitava Década
1980 – 1989
![]() |
| Igreja da Cale da Vila |
![]() |
| Igreja da Chave |
| Filarmónica Gafanhense |
![]() |
| Grupo Etnográfico |
![]() |
| Rádio Terra Nova |
![]() |
| Stella Maris |
A oitava década ofereceu um conjunto relevante de projetos que representaram uma mais-valia para o desenvolvimento da comunidade e para o bem-estar do nosso povo.
A inauguração da igreja da Chave, em 8 de dezembro de 1980, simboliza a força de vontade daquele lugar da freguesia e a necessidade de o povo se reunir, para a oração, com mais familiaridade. O mesmo aconteceu na Cale da Vila, cuja igreja foi aberta ao público em 3 de julho de 1983.
Entra um novo prior, foi fundado o Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré, inicia-se a construção do Lar de Nossa Senhora da Nazaré, a Filarmónica Ilhavense transfere-se de armas e bagagens para a nossa freguesia, assumindo o nome de Filarmónica Gafanhense, e é fundada a Escola de Música Gafanhense.
Em 1982 a paróquia recebeu a visita pastoral do nosso Bispo, D. Manuel de Almeida Trindade, na qual também participou D. António Marcelino, seu bispo coadjutor.
Em 1983, por exigências legais, a Cooperativa Elétrica da Gafanha da Nazaré dá lugar à Cooperativa Cultural da Gafanha da Nazaré.
A freguesia e paróquia celebram Bodas de Diamante, a Rádio Terra Nova é oficializada e leva alto e longe a importância do concelho de Ílhavo. São ordenados, pela primeira vez na Diocese de Aveiro, Diáconos Permanentes para o serviço da Igreja, três dos quais são da nossa paróquia.
Os semáforos entraram em funcionamento, pela primeira vez na nossa terra, a título experimental, no cruzamento da Av. Central (atual José Estêvão) com a Av. Bacalhoeiros, em princípios de 1984. Em abril do mesmo ano foram instalados junto à igreja matriz.
Em 10 de novembro de 1985, as novas instalações do Stella Maris, da Obra do Apostolado do Mar, foram inauguradas por D. Manuel de Almeida Trindade. Esta primeira fase, que importou em 13 mil contos, passou a oferecer sala de refeições, bar, cozinha, escritório, receção, armazém, 15 quartos com casas de banho e um salão para reuniões.
Houve um subsídio, em 1982, do secretário de Estado dos Assuntos Sociais, Bagão Félix, e apoios das Câmaras Municipais de Aveiro e Ílhavo.
Nesta altura, a direção era constituída por Carlos Sarabando Bola (presidente), Padre Rubens Severino (1.º vice-presidente), Fernando Ribau (2.º vice-presidente), Olinto da Cruz Ravara (1.º secretário), António Manuel de Oliveira Fernandes (2.º secretário), Alberto Almeida Monteiro (1-º tesoureiro) e João Saraiva Sardo (2.º tesoureiro). O assistente religioso era o Padre Messias da Rocha Hipólito.
O progresso social, cultural e económico, em crescendo desde o povoamento destas dunas, tornou-se mais notório.
segunda-feira, 11 de julho de 2016
Crianças austríacas na Gafanha da Nazaré
Há anos debrucei-me sobre o caso das Crianças Austríacas que foram acolhidas na Gafanha da Nazaré e noutras localidades de Portugal, na sequência da II Grande Guerra Mundial. Recordei várias, tendo conversado com alguns membros de famílias de acolhimento. Não avancei muito porque me faltou o tempo para investigar um assunto que ocupava um lugar especial na minha memória.
Volto hoje o tema, na certeza de que há na nossa região membros de famílias de acolhimento, decerto já idosos, que podem dar o seu contributo na recolha de dados.
De uma leitora do meu blogue chegou-me, entretanto, um desafio de Ana R. Silva, uma investigadora da Universidade do Porto que «pretende perceber os detalhes referentes à Ação da Cáritas que trouxe crianças de vários países europeus destruídos pela II Grande Guerra até Portugal nos anos 40-50» do século passado.
É óbvio que não deixarei de colaborar, se algo de importante me surgir, como desejo.
Aqui ficam. portanto os meus apelos a todos os leitores dos meus blogues.
Subscrever:
Comentários (Atom)
ARQUIVO DO BLOGUE
-
►
2025
(6)
- ► dezembro 2025 (1)
- ► setembro 2025 (5)
-
►
2024
(9)
- ► setembro 2024 (1)
- ► julho 2024 (7)
- ► março 2024 (1)
-
►
2023
(14)
- ► outubro 2023 (1)
- ► setembro 2023 (2)
- ► agosto 2023 (11)
-
►
2019
(8)
- ► agosto 2019 (1)
- ► junho 2019 (1)
- ► março 2019 (2)
- ► janeiro 2019 (3)
-
►
2018
(19)
- ► dezembro 2018 (2)
- ► novembro 2018 (1)
- ► outubro 2018 (1)
- ► setembro 2018 (2)
- ► julho 2018 (3)
- ► abril 2018 (1)
- ► março 2018 (1)
- ► fevereiro 2018 (2)
- ► janeiro 2018 (4)
-
►
2017
(23)
- ► dezembro 2017 (2)
- ► novembro 2017 (5)
- ► outubro 2017 (2)
- ► setembro 2017 (1)
- ► agosto 2017 (2)
- ► março 2017 (4)
- ► fevereiro 2017 (3)
- ► janeiro 2017 (3)
-
▼
2016
(49)
- ► dezembro 2016 (1)
- ► novembro 2016 (5)
- ► outubro 2016 (5)
- ► setembro 2016 (9)
- ► agosto 2016 (2)
- ▼ julho 2016 (5)
- ► junho 2016 (4)
- ► abril 2016 (6)
- ► março 2016 (6)
- ► fevereiro 2016 (2)
- ► janeiro 2016 (1)
-
►
2015
(8)
- ► dezembro 2015 (4)
- ► novembro 2015 (4)
-
►
2013
(102)
- ► junho 2013 (4)
- ► abril 2013 (20)
- ► março 2013 (18)
- ► fevereiro 2013 (19)
- ► janeiro 2013 (35)
-
►
2012
(264)
- ► dezembro 2012 (25)
- ► novembro 2012 (37)
- ► outubro 2012 (35)
- ► setembro 2012 (35)
- ► agosto 2012 (31)
- ► julho 2012 (45)
- ► junho 2012 (5)
- ► abril 2012 (7)
- ► março 2012 (8)
- ► fevereiro 2012 (12)
- ► janeiro 2012 (18)
-
►
2011
(128)
- ► dezembro 2011 (5)
- ► novembro 2011 (8)
- ► outubro 2011 (9)
- ► setembro 2011 (8)
- ► agosto 2011 (8)
- ► julho 2011 (9)
- ► junho 2011 (9)
- ► abril 2011 (19)
- ► março 2011 (16)
- ► fevereiro 2011 (12)
- ► janeiro 2011 (10)
-
►
2010
(63)
- ► dezembro 2010 (3)
- ► novembro 2010 (5)
- ► outubro 2010 (7)
- ► setembro 2010 (10)
- ► agosto 2010 (11)
- ► julho 2010 (11)
- ► junho 2010 (5)
- ► fevereiro 2010 (3)
- ► janeiro 2010 (8)
-
►
2009
(92)
- ► dezembro 2009 (5)
- ► novembro 2009 (12)
- ► outubro 2009 (11)
- ► setembro 2009 (4)
- ► agosto 2009 (9)
- ► julho 2009 (6)
- ► junho 2009 (5)
- ► abril 2009 (6)
- ► março 2009 (12)
- ► fevereiro 2009 (5)
- ► janeiro 2009 (7)
-
►
2008
(72)
- ► dezembro 2008 (1)
- ► novembro 2008 (5)
- ► outubro 2008 (10)
- ► setembro 2008 (6)
- ► agosto 2008 (7)
- ► julho 2008 (19)
- ► junho 2008 (13)
-
Há livrinhos que ficam perdidos nas prateleiras e só vêem a luz do dia quando nos caem nas mãos ou no chão. "O Profeta", de Khalil...
-
O mar já andou por aqui... E se ele resolve regressar? Não será para o meu tempo, mas pode acontecer um dia!
-
É sempre um prazer apreciar imagens do tempo dos nossos avós, com a ria a marcar presença indelével. A própria imagem dá a informação pre...













