Compulsando as edições do TIMONEIRO de 1990 dei de chofre com a notícia da morte do Padre Rubens, em 21 de Março. No jornal de Abril do mesmo ano, escrevi um artigo, onde sublinhei, de forma sentida, o triste acontecimento, infelizmente aguardado desde que se manifestou a doença terrível que o acometeu.
“O Padre Rubens deixou-nos, mas o seu exemplo de homem humilde e dedicado à Igreja permanecerá connosco, para nos iluminar uma vida mais desprendida e mais voltada para os outros.
Falar do Padre Rubens, da sua vivência entre nós, da sua total disponibilidade, da sua humildade em tantos gestos manifestada, e do seu espírito de pobreza, é deveras difícil. E é difícil porque sentimos a perda de um amigo com tudo quanto de bom sabia dar-nos no dia-a-dia do nosso viver comunitário e das nossas preocupações e anseios individuais. É difícil e doloroso porque sentimos como poucos quanto tinha ainda para nos transmitir numa doação não muito frequente nos tempos que correm, numa entrega enraizada numa fé toda ela impregnada duma simplicidade que cativava e sensibilizava
Acompanhámo-lo desde que aqui se fixou para entre nós viver todo o seu sacerdócio, sem limites nem fronteiras. Sem limites, porque todo se dava a tudo quanto considerava útil e importante para a comunidade, e sem fronteiras, porque não olhava a convicções políticas e religiosas das pessoas com quem convivia e das que, por tantas razões, o procuravam. Via em todo o homem um irmão com quem era preciso dialogar e a quem era preciso ajudar.
(…)
O sacerdote que ele foi deixou marcas bem nítidas no coração de cada um de nós, pelo exemplo de total entrega à missão de pastor e guia desta comunidade com a qual ele tão bem se identificava. E a solidariedade cristã que a sua grave doença gerou prova à saciedade a estima que todos por ele nutriam.”
Fernando Martins
sábado, 21 de março de 2009
Faz hoje 19 anos que faleceu o Padre Rubens
Compulsando as edições do TIMONEIRO de 1990 dei de chofre com a notícia da morte do Padre Rubens, em 21 de Março. No jornal de Abril do mesmo ano, escrevi um artigo, onde sublinhei, de forma sentida, o triste acontecimento, infelizmente aguardado desde que se manifestou a doença terrível que o acometeu.
“O Padre Rubens deixou-nos, mas o seu exemplo de homem humilde e dedicado à Igreja permanecerá connosco, para nos iluminar uma vida mais desprendida e mais voltada para os outros.
Falar do Padre Rubens, da sua vivência entre nós, da sua total disponibilidade, da sua humildade em tantos gestos manifestada, e do seu espírito de pobreza, é deveras difícil. E é difícil porque sentimos a perda de um amigo com tudo quanto de bom sabia dar-nos no dia-a-dia do nosso viver comunitário e das nossas preocupações e anseios individuais. É difícil e doloroso porque sentimos como poucos quanto tinha ainda para nos transmitir numa doação não muito frequente nos tempos que correm, numa entrega enraizada numa fé toda ela impregnada duma simplicidade que cativava e sensibilizava
Acompanhámo-lo desde que aqui se fixou para entre nós viver todo o seu sacerdócio, sem limites nem fronteiras. Sem limites, porque todo se dava a tudo quanto considerava útil e importante para a comunidade, e sem fronteiras, porque não olhava a convicções políticas e religiosas das pessoas com quem convivia e das que, por tantas razões, o procuravam. Via em todo o homem um irmão com quem era preciso dialogar e a quem era preciso ajudar.
(…)
O sacerdote que ele foi deixou marcas bem nítidas no coração de cada um de nós, pelo exemplo de total entrega à missão de pastor e guia desta comunidade com a qual ele tão bem se identificava. E a solidariedade cristã que a sua grave doença gerou prova à saciedade a estima que todos por ele nutriam.”
Fernando Martins
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
ARQUIVO DO BLOGUE
-
►
2025
(6)
- ► dezembro 2025 (1)
- ► setembro 2025 (5)
-
►
2024
(9)
- ► setembro 2024 (1)
- ► julho 2024 (7)
- ► março 2024 (1)
-
►
2023
(14)
- ► outubro 2023 (1)
- ► setembro 2023 (2)
- ► agosto 2023 (11)
-
►
2019
(8)
- ► agosto 2019 (1)
- ► junho 2019 (1)
- ► março 2019 (2)
- ► janeiro 2019 (3)
-
►
2018
(19)
- ► dezembro 2018 (2)
- ► novembro 2018 (1)
- ► outubro 2018 (1)
- ► setembro 2018 (2)
- ► julho 2018 (3)
- ► abril 2018 (1)
- ► março 2018 (1)
- ► fevereiro 2018 (2)
- ► janeiro 2018 (4)
-
►
2017
(23)
- ► dezembro 2017 (2)
- ► novembro 2017 (5)
- ► outubro 2017 (2)
- ► setembro 2017 (1)
- ► agosto 2017 (2)
- ► março 2017 (4)
- ► fevereiro 2017 (3)
- ► janeiro 2017 (3)
-
►
2016
(49)
- ► dezembro 2016 (1)
- ► novembro 2016 (5)
- ► outubro 2016 (5)
- ► setembro 2016 (9)
- ► agosto 2016 (2)
- ► julho 2016 (5)
- ► junho 2016 (4)
- ► abril 2016 (6)
- ► março 2016 (6)
- ► fevereiro 2016 (2)
- ► janeiro 2016 (1)
-
►
2015
(8)
- ► dezembro 2015 (4)
- ► novembro 2015 (4)
-
►
2013
(102)
- ► junho 2013 (4)
- ► abril 2013 (20)
- ► março 2013 (18)
- ► fevereiro 2013 (19)
- ► janeiro 2013 (35)
-
►
2012
(264)
- ► dezembro 2012 (25)
- ► novembro 2012 (37)
- ► outubro 2012 (35)
- ► setembro 2012 (35)
- ► agosto 2012 (31)
- ► julho 2012 (45)
- ► junho 2012 (5)
- ► abril 2012 (7)
- ► março 2012 (8)
- ► fevereiro 2012 (12)
- ► janeiro 2012 (18)
-
►
2011
(128)
- ► dezembro 2011 (5)
- ► novembro 2011 (8)
- ► outubro 2011 (9)
- ► setembro 2011 (8)
- ► agosto 2011 (8)
- ► julho 2011 (9)
- ► junho 2011 (9)
- ► abril 2011 (19)
- ► março 2011 (16)
- ► fevereiro 2011 (12)
- ► janeiro 2011 (10)
-
►
2010
(63)
- ► dezembro 2010 (3)
- ► novembro 2010 (5)
- ► outubro 2010 (7)
- ► setembro 2010 (10)
- ► agosto 2010 (11)
- ► julho 2010 (11)
- ► junho 2010 (5)
- ► fevereiro 2010 (3)
- ► janeiro 2010 (8)
-
▼
2009
(92)
- ► dezembro 2009 (5)
- ► novembro 2009 (12)
- ► outubro 2009 (11)
- ► setembro 2009 (4)
- ► agosto 2009 (9)
- ► julho 2009 (6)
- ► junho 2009 (5)
- ► abril 2009 (6)
-
▼
março 2009
(12)
- Povoamento da Gafanha: História ou lenda?
- Devoção pelas Almas do Purgatório
- Há 20 anos: Gafanha, 1 – Nege, 1
- Faz hoje 19 anos que faleceu o Padre Rubens
- Padre João Vieira Rezende, primeiro pároco da Gafa...
- Gafanhas: Notas soltas
- GAFANHA: Notas soltas
- A Gafanha, por Campos Lima
- O Rei da Gafanha
- Gafanha da Nazaré: Cantigas Populares
- GAFANHA DA NAZARÉ: Delimitações
- GAFANHA DA NAZARÉ: Notas soltas
- ► fevereiro 2009 (5)
- ► janeiro 2009 (7)
-
►
2008
(72)
- ► dezembro 2008 (1)
- ► novembro 2008 (5)
- ► outubro 2008 (10)
- ► setembro 2008 (6)
- ► agosto 2008 (7)
- ► julho 2008 (19)
- ► junho 2008 (13)
-
Há livrinhos que ficam perdidos nas prateleiras e só vêem a luz do dia quando nos caem nas mãos ou no chão. "O Profeta", de Khalil...
-
O mar já andou por aqui... E se ele resolve regressar? Não será para o meu tempo, mas pode acontecer um dia!
-
Foto da Família Ribau, cedida pelo Ângelo Ribau António Gomes da Rocha Madail escreveu na revista “Aveiro e o seu Distrito”, n.º 2 de 196...
2 comentários:
Sr. Fernando Martins, estamos deveras agradecidas por sua lembrança e por suas palavras referente ao Pe. Rubens.
O tempo passa muito rápido, mas não alivia nossa saudade!
Um grande abraço,
Raquel Severino e Clair do C. C. Severino
Boas amigas
Agradeço o vosso contacto. Recordo, frequentemente, com muita saudade, o meu amigo Padre Rubens. Colaborei com ele em muitas actividades. Também o entrevistei para a Rádio Terra Nova e guardo a gravação dessa entrevista.
Cumprimentos amigos
Fernando Martins
Enviar um comentário