segunda-feira, 4 de março de 2013

Lançamento à água do “Novos Mares”


19 de março de 1958 

"Novos Mares" 
(Foto do blogue Marintimidades)

«No dia de S. José — 19 de Março — foi lançado à água o lugre bacalhoeiro NOVOS MARES, da firma Testa & Cunhas, Limitada. 
Comemorando este acontecimento foi oferecido um lauto jantar no Salão do Cine-Teatro Avenida ao qual assistiram, além de muitas outras individualidades o Ministro da Marinha, Governador Civil do Distrito de Aveiro e Comandante Henrique Tenreiro. 
Na carreira de construção foi dada a bênção pelo sr. D. Domingos da Apresentação Fernandes, Vigário Capitular da Diocese que dirigiu algumas palavras, em nome da Igreja. 
O Eng. Sobral, em nome da Empresa Construtora, Estaleiros Mónica de Manuel Maria Mónica & Filhos, saudou os presentes e expôs a necessidade de construção de ferro naqueles estaleiros. 
Em nome da firma Testa & Cunhas, L.da falou o seu gerente António Cunha congratulando-se com todos e a todos agradecendo. 
O Governador Civil, de palavra sempre fluente, renovou o pedido de construção de ferro. 
Historiou a Empresa Testa & Cunhas o Comandante Henrique Tenreiro. 
Finalmente o Ministro de Marinha, Almirante Américo Tomás encerrou a cerimónia. 
NOVOS MARES, descolou da carreira, entre palmas da numerosa assistência, depois da Esposa do sr. Eng. Higino Queirós, madrinha do barco, ter quebrado a tradicional garrafa de champanhe. 
Vinte anos atrás, a mesma ilustre senhora, em cerimónia idêntica, apadrinhava o afundado NOVOS MARES, da mesma empresa, há pouco perdido nas águas geladas do Norte.» 

Transcrição do jornal TIMONEIRO, de março de 1958 

Nota: Nesta efeméride limitei-me tão-só a transcrever a notícia do acontecimento, tal como foi publicada no TIMONEIRO, com toda a simplicidade. Contudo, não deixei de ler outras notas interessantes, registadas no blogue Marintimidades, de Ana Maria Lopes, que participou na festa. Os mais curiosos podem consultá-lo. 

Legenda da foto: NOVOS MARES. Foto do blogue de Ana Maria Lopes

domingo, 3 de março de 2013

TECENDO A VIDA UMAS COISITAS – 334

POSTAL DO PORTO – 199 




PROSTRADOS… LEMBRA A QUARESMA! 

Hora de ponta na cidade; sabeis como é: trânsito intenso, nervos à flor da pele, bichas, apitadelas, acelerações, travagens bruscas, e ainda muitas situações que na banda desenhada dão uma certa vida às quadrículas, mas que francamente me abstenho de transcrever em letra que gente possa ler. 
Qualquer um pode ser apanhado. Também nessa tarde esperei em casa que viessem pelas duas netas que nos fizeram companhia. Lição de música com hora marcada. Entraram no carro da mãe que ainda conseguiu fazer inversão de marcha, mas foi apanhada… Que arrelia! 

Pela minha parte tinha outro compromisso, adeus, e segui pelo passeio, observando (e ouvindo) reações de ar carrancudo. Mas na esquina da rua esticavam-se pescoços para a direita e ecoavam gargalhadas. Fiquei curioso! Não precisei de alterar o meu percurso e fui seguindo no meu ritmo que já não pode ser muito apressado. 
Se vos disser o que vi grande vai ser a vossa admiração, tal como a minha, com muitos pontos de exclamação!!! E o que vi?! Um homem deitado na estrada, atravessado! Um carro parado e o condutor fora, de braços abertos, de braços cruzados, gesticulando! Não ouvia as palavras, mas o «deitado» não se mexia… 

Então, sem mesmo fechar os olhos, eu já estava no passeio frente ao Zézé das Caldeiradas, pé descalço, calça arregaçada, a fazer arruaça com outros companheiros. Em tudo havia semelhança com o que se passava ali na rua Central de Francos, mas as diferenças eram muito significativas para mim: na rua José Estêvão (ainda não havia avenidas!) o homem que se deitava era nosso conhecido, o Pessa. E ele não se deitava… Quando o carro se aproximava, sempre a uma velocidade razoável, ele atirava-se (com toda a propriedade: projetava-se!) para a frente do carro… Chiadeira infernal dos pneus e, não poucas vezes, condutores furiosos que só não lhe esmurravam os fagotes porque alguém pulava e chamava à razão a fúria. Mas era cada calafrio! 

E aqui está como numa tarde de sol frio de fevereiro me transportei ao solo pátrio por uma razão não muito edificante. Já agora duas conclusões: 
O trânsito, passados três quartos de hora, normalizou. 
A segunda, mais do que conclusão, uma proposta: introduzir no nosso código da estrada o sinal que copiei da legislação dum país europeu que foi muito falado por causa da carne de cavalo. Assim os automobilistas não precisavam de se incomodar, apenas respeitar o código. 

Manuel 

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Revisão do PDM - Ílhavo

Museu Marítimo de Ílhavo


Sendo o planeamento do território uma matéria de elevada importância, exigindo uma opção política prioritária, uma gestão técnica cuidada e o devido acompanhamento público, a Câmara Municipal de Ílhavo promove no próximo sábado, 2 de março, pelas 15 horas, no Auditório do Museu Marítimo, uma Conferência Pública sobre o Processo de Revisão do Plano Diretor Municipal. Esta é uma informação da CMI, que merece uma atenção especial. É certo que temos muitas vezes o hábito de criticar tudo e mais alguma coisa, mas nem sempre participamos naquilo que nos diz respeito. Isto quer dizer que as pessoas interessados nesta questão têm aqui uma oportunidade de serem devidamente esclarecidas.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Homenagem às Padeiras de Vale de Ílhavo

O Rotary Club de Ílhavo promove um Encontro de Rotários do Distrito 1970 e vai homenagear as Padeiras de Vale de Ílhavo




No próximo dia 2 de Março realiza-se no auditório do Museu Marítimo de Ílhavo um Seminário de Formação das Equipas Distritais para 2013/14.
Esta formação é dada pelos atuais Presidentes das Comissões, sendo a mesma moderada pela Governadora eleita para 2013/14, Goreti Machado.
Às 18.30h no salão do Centro Social da Nª. Srª. da Paz em Vale de Ílhavo vai ter lugar uma homenagem às Padeiras de Vale de Ílhavo com o apoio da Associação Cultural e Recreativas Os Baldas.
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TECENDO A VIDA UMAS COISITAS – 333

POSTAL DO PORTO – 198 



E JÁ LÁ VÃO 91 ANOS!... 

A 24 de Fevereiro de 1922, é criada a Escola Mista da Chave; e no mesmo dia mas de 1931, a Escola Masculina. Duas boas razões para viajarmos no tempo e recuarmos quase 100 anos, imaginando (se for possível!) como seria a vida de nossos Avós. 
Encher o postal, comparando a Escola de então com a de hoje, era tarefa fácil. Porém, gostaria que, de forma lampeira, ágeis e fogosos, fôssemos capazes de avançar e, como em grande superfície escolhêssemos a qualidade de pão para o pequeno-almoço de hoje. Tarefa fácil? Sei cá: bicos, cantinhos, papos-secos, cacete, …; pada, …; sêmea, pão de segunda, …; pão de cereais, …; boroa, triga-milha, pão de centeio… E pela masseira além que ainda não chegámos aos doces: rosca, regueifa, … Qual escolher?... Certo é que qualquer que seja a escolha, podemos encontrar o nariz torcido de um Zé-ninguém que pinga a sentença: 

- Ah! Mas pão com’à ‘nha Mãe cozia, agora nã há! 

E, se calhar, até tem razão, a sua razão. Tal qual como a utilização dos edifícios antigos das Escolas. A da Chave, aí a temos com Povo e Música. Nada mau. Mais além, recuperada para moradia de emigrante. Bom gosto. Noutra paragem, pousada. Gente boa. Agora, ali para os lados de Monção, da Escola fazer Casa Mortuária!?!... Sem palavra… 

O curioso é que nenhum destes argumentos fazia parte do meu esquema quando comecei… Não ficaria no esquecimento, o fato das raparigas, quando iam à escola, frequentarem só até ao exame da 3.ª Classe! (Quantas perguntas surgem de imediato: só à 3ª? Exame na 3ª? O que é a 3ª?...) 

Todas estas alíneas têm de ficar no tinteiro que quero terminar com uma gracinha que encontrei… Que tal? 



Manuel

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Porto de Aveiro aposta em portal mais internacional



NOVO PORTAL DÁ ACESSO A 635 VÍDEOS 
E A MAIS DE MEIO MILHAR DE NOTÍCIAS 

O reforço das versões em espanhol e inglês é uma das marcas do novo portal do Porto de Aveiro, com apresentação pública marcada para amanhã, sexta-feira, dia 22 de fevereiro, pelas 15 horas, na Sala Coutinho de Lima, na sede da Administração do Porto de Aveiro (APA, S.A.). 
A presença da administração portuária na web surge reforçada, através de um grafismo mais apelativo e da disponibilização de três sites independentes, um para cada uma das línguas disponíveis: para além do português, a APA disponibiliza informação institucional em espanhol e inglês. 
No seu conjunto, o portal (http://www.portodeaveiro.pt/) oferece mais de cem menus, aliando o conteúdo institucional a outros sectores conexos à atividade marítimo-portuária: ciência, história, ambiente, associativismo, desporto, turismo, museus e educação, são alguns desses itens, a que se acrescentam, por exemplo, as secções de opinião, clipping, fotos, biblos, utilidades, áudio e blogs.


Câmara de Ílhavo apoia a Gafanha da Encarnação

Igreja matriz
da Gafanha da Encarnação



A Câmara Municipal de Ílhavo (CMI) vai atribuir um subsídio pontual no valor de 82 mil euros à Paróquia da Gafanha da Encarnação, destinado às obras da igreja matriz que se encontram em curso. As obras integram o espaço envolvente, valorizando a zona central da Vila da Gafanha da Encarnação. 
Na sequência da obra de demolição da antiga residência paroquial, será entregue ao domínio público uma parcela de terreno da paróquia, com aproximadamente 300 metros quadrados, que permitirá criar um espaço livre de circulação envolvente à igreja matriz. O valor do apoio da CMI inclui a compensação pela cedência da parcela referida. 
Serão também realizadas pela CMI algumas intervenções de qualificação urbana do Largo da Igreja. A autarquia reitera o compromisso de apoiar a paróquia e o Centro Social Paroquial da Gafanha da Encarnação, na resolução dos problemas das atuais instalações da Creche, Jardim de Infância e ATL, com o desenvolvimento do projeto e da obra de um novo equipamento social, que, para além daquelas valências, integre um Centro de Dia e Lar de Idosos. O novo edifício ocupará uma parcela do terreno do Casal 48 da denominada Colónia Agrícola da Gafanha.

Fonte: CMI

Escola Secundária da Gafanha da Nazaré

Recanto ainda sem o bulício dos alunos

Um quarto de século ao serviço da educação 

A Escola Secundária da Gafanha da Nazaré vai comemorar 25 anos de serviço em prol da educação e da formação, pois foi criada em 29 de fevereiro de 1988, para entrar em funcionamento no ano letivo de 1988-1989. 
Para viver a efeméride, vai realizar-se, no dia 1 de março (este ano, o mês de fevereiro não terá o dia 29), um sarau que marcará o início de um ciclo de atividades de âmbitos diversos. 
É justo sublinhar que durante estes 25 anos foram muitas as evoluções e transformações que se registaram naquele espaço escolar, pretendendo-se agora evocar o que de mais relevante aconteceu. As celebrações estão abertas à participação ativa da comunidade. 

domingo, 17 de fevereiro de 2013

TECENDO A VIDA UMAS COISITAS – 332



POSTAL DO PORTO – 197 



UM CASAMENTO SINGULAR 

Caríssima/o: 

Esquecendo o Carnaval e sacudindo as Cinzas, somos saudados por S. Valentim. Não fujamos ao mote e saboreemos uma imagem inusitada da qual nem o pó aspirei: 

«Há precisamente 130 anos, no dia 5 de Fevereiro de 1876, Francisco Martins Sarmento contraiu matrimónio com Maria de Freitas de Aguiar. A cerimónia, que decorreu à porta fechada na Colegiada da Oliveira e à qual não compareceram os noivos, foi bastante sui generis, conforme o revela o relato de uma das testemunhas, João Lopes de Faria: 
"Às 8 horas da noite, na igreja Colegiada, contraem o sacramento do matrimónio o Dr. Francisco Martins de Gouveia Morais Sarmento e D. Maria da Madre de Deus Freitas Aguiar, por seus representantes, do noivo, seu primo José Ribeiro Martins da Costa, e da noiva o Dr. Rodrigo de Freitas Araújo Portugal, sendo ministro do acto o cónego-cura José António Rodrigues Cardoso e testemunhas os únicos dois assistentes (por ser à porta fechada) António Lopes de Faria e seu filho João Lopes de Faria, empregados da Colegiada, aos quais os pré-noivos deram boas gratificações."»(in Efemérides Vimaranenses, de João Lopes de Faria - Publicado por Sociedade Martins Sarmento) 

Pela transcrição e alertando que não são 130 anos mas 137 os anos que passaram desde o dia 5 de fevereiro de 1876, 

Manuel

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

ÍLHAVO: OlimpÍlhavo

Atividades da Terra, amanhã, 14 de fevereiro



«A Câmara Municipal de Ílhavo organiza, pelo terceiro ano consecutivo, em parceria com os Agrupamentos de Escolas do Município, a segunda fase do programa municipal OlimpÍlhavo, desta vez dedicada às “atividades de terra”, durante a manhã do próximo dia 14 de fevereiro.
Pretende-se com este evento divulgar as modalidades coletivas (basquetebol, futebol e voleibol) e modalidades individuais (ténis de mesa e xadrez), incutir nos jovens munícipes hábitos de prática regular da atividade física, criando momentos de agradável e saudável convívio e partilha de experiências no seio das escolas do município de Ílhavo.
Participam, neste momento lúdico - competitivo cerca de 600 alunos das escolas básicas dos 2º e 3º ciclos e secundárias do Município de Ílhavo, sendo que muitos outros participaram já na sua Escola, aquando da realização dos encontros interturmas nas diferentes modalidades, que serviram para apurar as equipas que representam a sua escola por escalão etário e modalidade.»

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ÍLHAVO: XI edição do Encontro InterEscolas


Escola Secundária da Gafanha da Nazaré EB 2,3

«A Câmara Municipal de Ílhavo, em parceria com as três EB 2,3 e as duas Escolas Secundárias do Município, promove, durante os próximos dias 14 e 15 de fevereiro, a XI edição do Encontro InterEscolas. 
Numa iniciativa especialmente direcionada aos Alunos e Professores das referidas Escolas, pretende-se promover um maior contacto e troca de experiências entre todos os elementos da Comunidade Escolar, proporcionando a participação num conjunto diversificado de interessantes atividades, enriquecedoras para o crescimento dos nossos Jovens.»

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História do lugre-motor Otelina

Por Ana Maria Lopes


Otelina - curta, mas penosa história

Alguns posts ficam em banho-maria durante largos tempos. Outros se lhes adiantam. Afazeres…prioridades…razões diversas. Com o início do ano, temos estado a tentar arrumar a casa para ver o que anda por aqui «a boiar».
E o lugre-motor Otelina, com curta, mas dramática existência, é uma dessas histórias. Há cerca de dois anos, ao digitalizar umas imagens, duas, identificadas, e de familiar de pessoa conhecida, chamaram-nos a atenção. Nada sabíamos do navio em causa. Se pudéssemos procurar algo?…e assim fizemos.
Segundo O Ilhavense da época, com um calor tropical, foi lançado à água, num domingo, dia 22 de Julho de 1944, na Gafanha da Nazaré, o lugre-motor Otelina, construído no estaleiro do Mestre António Maria Bolais Mónica, para a Sociedade de Navegação Veloz, Lda., com sede em Aveiro.

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terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Conferência Vicentina foi oficializada em 1953


Aconteceu em fevereiro de 1953

Rosa Bela Vieira e Maria da Luz Rocha

Em 16 de fevereiro de 1953, foi oficializada a Conferência Feminina de S. Vicente de Paulo, que adotou como patrona Nossa Senhora da Nazaré, padroeira da nossa paróquia. Porém, antes da oficialização, o padre Abílio Saraiva dinamizou, em 1952, um grupo de senhoras para a ação vicentina, destacando-se, nessa altura, Maria da Luz Rocha, Rosa Bela Vieira, Luzia Dias de Oliveira, Isaura de Castro e Idalina Caleiro, como se lê na monografia da paróquia, “Gafanha de Nossa Senhora da Nazaré”, de Manuel Olívio Rocha e Manuel Fernando da Rocha Martins. 
Embora extinta por decisão das então dirigentes Maria da Luz Rocha e Rosa Bela Vieira, em 2003, por razões de saúde e falta de colaboradores que as pudessem substituir, mas também pela criação do Grupo Cáritas Paroquial, com membros capazes de continuarem as tarefas de apoio aos mais carenciados, é justo lembrar a ação desempenhada pela Conferência de S. Vicente de Paulo entre nós. 
Tanto quanto sabemos, pelo contacto direto e próximo que mantivemos com as fundadoras, durante anos, podemos afirmar que a conferência, uma associação de fiéis leigos, ajudou e promoveu muita gente da nossa terra e não só. 
As dirigentes e colaboradores reuniam-se semanalmente numa dependência da igreja matriz para analisarem situações de carências que pediam respostas concretas, tanto do âmbito alimentar como da saúde, mas também habitacional e promocional. 
Maria da Luz Rocha e Rosa Bela Vieira, em especial, levavam os doentes pobres a médicos especialistas (não havia, na altura, Serviço Nacional de Saúde), sendo essa uma tarefa prioritária para atender muitos pacientes. Mas avançavam para além disso, dinamizando a promoção social possível, na área da alfabetização e da colocação profissional. 
Um outro facto urge sublinhar: a conferência recusava a tradicional, para a época, distribuição de senhas que dariam direito ao fornecimento de mercearia em estabelecimentos comerciais. A verdade é que, nem por isso, deixavam de estar atentas às dificuldades das pessoas e famílias, fornecendo-lhes o que se tornava necessário. 

Fernando Martins

domingo, 10 de fevereiro de 2013

TECENDO A VIDA UMAS COISITAS – 331


POSTAL DO PORTO – 196 


OS CAMELOS 

Caríssima/o: 

Um amigo fez-me chegar às mãos um texto que me fez algumas cócegas no raciocínio; pensei logo aproveitá-lo para o partilhar e com isso ajudar alguém que ande em fase de preguiça intelectual mais aguda. 

«Vamos lá a fazer bem as contas!!!! 

Um homem, que tinha 17 camelos e 3 filhos, morreu.
Quando o testamento foi aberto, dizia que metade dos camelos ficaria para o filho mais velho, um terço para o segundo e um nono para o terceiro. 

O que fazer?
Eram dezassete camelos; como dar metade ao mais velho? Um dos animais deveria ser cortado ao meio?
Tal não iria resolver, porque um terço deveria ser dado ao segundo filho. E a nona parte ao terceiro.
É claro que os filhos correram em busca do homem mais erudito da cidade, o estudioso, o matemático.
Ele raciocinou muito e não conseguiu encontrar a solução: matemática é matemática!
Então alguém sugeriu: 
- É melhor procurarem quem saiba de camelos, não de matemática.
Procuraram assim o Sheik, homem bastante idoso e inculto, mas com muito saber de experiência feito.
Contaram-lhe o problema.» 

Aconselho a que se faça uma ligeira pausa e que cada um tente novamente encontrar uma solução. 

Adiante:

«O velho riu e disse: 
- É muito simples, não se preocupem.

Emprestou um dos seus camelos - eram agora 18 - e depois fez a divisão. Nove foram dados ao primeiro filho, que ficou satisfeito. Ao segundo coube a terça parte - seis camelos e ao terceiro filho, foram dados dois camelos - a nona parte. Sobrou um camelo: o que foi emprestado.

O velho pegou o seu camelo de volta e disse: 
- Agora podem ir.

Esta história foi contada no livro "Palavras de fogo", de Rajneesh e serve para ilustrar a diferença entre a sabedoria e a erudição. 
Ele conclui dizendo: "A sabedoria é prática, o que não acontece com a erudição. A cultura é abstracta, a sabedoria é terrena; a erudição são palavras e a sabedoria é experiência."» 

Sejamos práticos com sabedoria… 
E se em vez de camelos fossem burros, qual seria a solução? 

Brinquemos ao carnaval! 

Manuel

O Galafanha fica para a história

Este meu blogue vai continuar no ciberespaço para memória futura. Poderá sempre ser consultado. A partir de hoje, passarei a estar apen...