quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Moliceiros de parede



Uma boa forma de manter presentes vestígios do passado será esta de fixar nas paredes, ao gosto de cada um, moliceiros e outras embarcações da nossa Ria. Não faltam artistas com habilidade reconhecida para nos ajudarem na escolha dos modelos, réplicas fiéis dos originais que se vão perdendo. É certo que há livros que nos brindam com belas imagens, mas na parede talvez tenha a sua graça. Penso eu.

Vi aqui

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Imagens que não voltam. Mas...


Nos meus arquivos, certamente como noutros, há imagens antigas, daquelas que estão apenas na memória de alguns. Não é motivo de drama, longe disso, porque as que podemos registar, nos dias de hoje, também têm o seu encanto. E muito, diga-se de passagem. O que acontece é que, por tantas haver e por tantas podermos guardar, até parece que se tornam coisa sem novidade, quiçá banais. Aqui fica esta foto que correu mundo como postal ilustrado da nossa ria...

BAKALHAU: Exposição Coletiva


Ponte do Forte da Barra

Fonte: Arquivo do Distrito de Aveiro





Nota: A imagem da ponte refere-se a um desastre: A ponte ruiu quando por ela passava uma camioneta do senhor Manuel Ramos carregada de areia.

Ler a história da ponte que ruiu aqui

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domingo, 27 de janeiro de 2013

TECENDO A VIDA UMAS COISITAS – 329


POSTAL DO PORTO – 194 


NÃ!!… AQUI HÁ COISA!... 

Caríssima/o: 

Olhar conceituoso e interpelativo de nossas Mães… 
Comecei por escrever neste postal. E, na verdade, quer sejamos ‘ele’ ou ‘ela’, lá chega a ocasião em que acena a cabeça e, um tanto incrédula, sentencia de cara ao lado para o Pai estonteado: 
- Nã!... Aqui há coisa! 
Se nos deixássemos ficar a observar a capoeira, notaríamos as correrias tresloucadas, o cacarejar mais rasgado, o arrastar das asas do galaró à volta da poedeira agachada e ouviríamos a frase desprevenida e certeira da nossa avó adormecida ali sentada: 
- Nã!... Aqui há coisa! 
E toda esta lengalenga porquê? 
Pois: “Luar de Janeiro é o primeiro.”; “Luar de Janeiro não tem parceiro.”; “Não há luar como o de Janeiro.”; “Não há luar como o de Janeiro nem amor como o primeiro.” 
É isso: o luar de Janeiro! Mas eu diria tão-só: o luar! Ou até que nessa noite chovesse: a combinação estava feita; à hora marcada, instrumentos agasalhados, garrafa de “refresco” atestada, bicicletas a rolar, as gargantas iam-se aquecendo e afinando o canto. A quem apreciasse a cena por trás da vidraça não restariam dúvidas: «Estes perderam o juízo, com este frio e a chover desalmadamente!...» Lá seguíamos lentamente, como que à toa, até ziguezagueando, com equilíbrios incríveis fazendo inveja aos equilibristas da Feira de Março com as bicicletas de uma só roda!... Enfim deixem-nos ir que o que pagou a “garrafada” sabe o que o move e a ansiedade não o fará perder o norte nem passar além da janela que acesa aguarda ária simples, melodiosa, graciosa, … amorosa. 
O tempo voou! Contudo a memória das serenatas perdura e é sempre tema de conversa animada e de ruidosas e sonantes gargalhadas. 
Bom luar de janeiro para a Juventude! 

Manuel

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Ponte das Portas d'Água

Fonte: Arquivo do Distrito de Aveiro



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Bela imagem da Costa Nova do Prado

Costa Nova do Prado

O portal da Câmara Municipal de Ílhavo oferece aos seus visitantes esta bela imagem da nossa Costa Nova do Prado, fugindo ao que é tradicional (casas às riscas coloridas), quando se fala desta sala de visitas do concelho de Ílhavo.  De quando em vez, ou regularmente, importa mostrar outras perspetivas das nossas terras e das nossas gentes. Eu sei que muitos o fazem, mas é preciso insistir. Eu vou fazer um esforço nesse sentido. E quem quiser colaborar comigo tem as portas abertas. É só dar um sinal.

Fotografia no Centro Cultural de Ílhaco





Nota: Para mais informações, contactar o CCI, tel: 234 397 260 ou e-mail centrocultural.se@cm-ilhavo.pt

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Paquetes Portugueses - Retratos da sua História

Até 31 de janeiro no Museu Marítimo de Ílhavo




«Expor a frota de paquetes nacional ao abrigo de um protocolo de cooperação estabelecido entre a Câmara Municipal de Ílhavo e a Marinha Portuguesa significa invocar as realidades e imaginários do transporte marítimo português, as grandezas e fracassos da política colonial e questionar as razões pelas quais Portugal, recentemente, se afastou das suas “Marinhas”. A beleza e grandiosidade dos navios da frota de paquetes portuguesa remetem para viagens entre espaços e tempos de um país que precisa outra vez de se reinventar.»

Fonte: MMI

Laboratório Histórico-Matérias Primas e Arte Nova

Sábado, 26 de janeiro, antiga Capitania

Antiga Capitania


«A Câmara Municipal de Aveiro informa que, no próximo sábado, dia 26 de Janeiro, irá decorrer, entre as 9h00 e as 19h00, no Edifício sede da Assembleia Municipal de Aveiro – Antiga Capitania do Porto de Aveiro, o Laboratório Histórico- Matérias Primas e Arte Nova, dinamizado no âmbito da RESEAU ART NOUVEAU NETWORK.
Este evento insere-se no contexto das acções do projeto “Arte Nova & Ecologia”, onde a Réseau Art Nouveau Network planeou uma série de cinco laboratórios históricos e um simpósio internacional, organizados por 14 cidades e regiões europeias: Ålesund (NO), Aveiro (PT), Bad Nauheim (DE), Barcelona (ES), Bruxelles-Brussel (BE), Glasgow (EN), Helsinki (FL), La Chaux-de-Fonds (CH), La Habana (CU), Ljubljana (SL), Nancy (FR), Região da Lombardia (TI), Riga (LV) e Terrassa (ES).»

Por ler mais aqui

Fonte: CMA

domingo, 20 de janeiro de 2013

TECENDO A VIDA UMAS COISITAS – 328

POSTAL DO PORTO – 193 


UM SERMÃO 

Caríssima/o: 

Sinceramente que nunca me preocupei com a sorte do galo pilhado nos Reis desse longínquo ano (muito criança eu era para tal) e menos ainda com o «ladrão». O certo, contudo, é que, depois de enviar o postal para publicar, encontrei um extrato dum sermão de Padre António Vieira. Deixou-me um tanto confuso, pois agora não sei quem era o ladrão: se a dona que o queria comer se quem efetivamente se regalou com ele! 
Para evitar más interpretações (que possam surgir depois da leitura do sermão) sempre direi que quem quer que formule ou imagine comparação com os dias que vamos vivendo por ela se responsabilizará. 
E pregou assim: 

«Suponho, finalmente, que os ladrões de que falo não são aqueles miseráveis, a quem a pobreza e vileza de sua fortuna condenou a este género de vida, porque a mesma sua miséria, ou escusa, ou alivia o seu pecado, como diz Salomão: Non grandis est culpa, cum quis furatus fuerit: juratur enim ut esurientem impleat animam. 

O ladrão que furta para comer, não vai, nem leva ao inferno; os que não só vão, mas levam, de que eu trato, são outros ladrões, de maior calibre e de mais alta esfera (…) 

Não são só ladrões, diz o santo, os que cortam bolsas ou espreitam os que se vão banhar, para lhes colher a roupa; os ladrões que mais própria e dignamente merecem este título são aqueles a quem os reis encomendam os exércitos e legiões, ou o governo das províncias, ou a administração das cidades, os quais já com manha, já com força, roubam e despojam os povos. – Os outros ladrões roubam um homem: estes roubam cidades e reinos; os outros furtam debaixo do seu risco: estes sem temor, nem perigo; os outros, se furtam, são enforcados: estes furtam e enforcam. 

Diógenes, que tudo via com mais aguda vista que os outros homens, viu que uma grande tropa de varas e ministros de justiça levavam a enforcar uns ladrões, e começou a bradar: 

- Lá vão os ladrões grandes a enforcar os pequenos. 

- Ditosa Grécia, que tinha tal pregador!» [Padre António Vieira – Sermão do Bom Ladrão – 1655] 

E a minha confusão aumentou quando no final o pregador proclama: Ditosa Grécia! 

Manuel 

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Estudantes da UA ganham Prémio Ser Capaz

Cadeira de Rodas especial


«Daniel Correia, João Batista e Ricardo Pereira, estudantes do Mestrado Integrado em Engenharia Mecânica da Universidade de Aveiro (UA), venceram o Prémio Ser Capaz - Investigação e Tecnologia 2012, promovido pela Associação Salvador, com o projeto "Cadeira de Rodas Elevatória". Apoiado por Carlos Relvas e João Oliveira, docentes do Departamento de Engenharia Mecânica da UA, o projeto vencedor, ex aequo com outra equipa, consiste no desenvolvimento de uma cadeira de rodas que, sem qualquer fonte de energia externa, permite ao utilizador elevar-se o suficiente para, por exemplo, alcançar um balcão ou um multibanco.»

Fonte: Universidade de Aveiro

Ler mais aqui

RTP estreia programa "Aqui Portugal" em Ílhavo

No Museu Marítimo de Ílhavo, 
sábado, 19 de janeiro

Jorge Gabriel e Sónia Araújo


«No próximo sábado, dia 19 de Janeiro, a RTP estreia o novo programa de televisão da tarde de sábado, “Aqui Portugal”, numa emissão de quatro horas em directo a partir do Museu Marítimo de Ílhavo. Com apresentação de Sónia Araújo e Jorge Gabriel, o novo programa “Aqui Portugal” proporcionará a todos os espectadores da RTP uma tarde de aventura e descoberta do melhor que há, numa viagem pela história, cultura, património e gastronomia do nosso País. Hélder Reis será o repórter “todo-o-terreno” juntando-se à equipa de apresentadores na condução do programa.
Marco incontornável da História e Cultura das gentes de Ílhavo, o Museu Marítimo de Ílhavo tem constituído uma aposta central da Câmara Municipal de Ílhavo na promoção e conservação do património do Município que tem “O Mar por Tradição”, acolhendo com muito gosto a estreia do novo programa da RTP.»

Fonte: CMI


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quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Entrada de navios no Porto de Aveiro


Santa Mafalda

Janeiro de 1957

«Depois de várias tentativas sempre conseguiram entrar os barcos arrastões “Santa Princesa”, “Santa Joana” e “Santa Mafalda”, da Empresa de Pesca de Aveiro (EPA). Tenho pena de toda a tripulação e dos prejuízos causados. O tempo é pouco para estardes com as vossas famílias. Aproveitai-o bem, bravos marinheiros.»

 Fonte “Timoneiro”

Nota: Esta efeméride mostra bem como a Barra da Aveiro era nesse ano, afinal como anteriormente e mesmo depois: Barra que assoreava frequentemente e cujas entradas dos navios se apresentavam muito complicadas. A expressão “Depois de várias tentativas…” é suficientemente elucidativa. E não é verdade que, atualmente, o prolongamento do molhe norte é mais uma tentativa para melhorar a boca da barra?

FM

O Galafanha fica para a história

Este meu blogue vai continuar no ciberespaço para memória futura. Poderá sempre ser consultado. A partir de hoje, passarei a estar apen...