sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Etnográfico da Gafanha da Nazaré celebra 29.º aniversário



No próximo dia 8 de dezembro, pelas 20 horas, num restaurante da nossa terra, o Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré vai celebrar o seu 29.º aniversário, com um jantar de Natal, em ambiente de confraternização. Neste encontro e como já é habitual marcará presença a alegria dos membros do grupo e dos seus amigos e convidados. 
Felicito o Grupo Etnográfico com votos de vida longa e dos mais  elevados propósitos, com vista a divulgar, um pouco por todo o lado, as nossas tradições.

Bacalhaus chegam a Ílhavo na próxima segunda-feira

Para dar vida ao novo Aquário dos Bacalhaus 




Na próxima segunda-feira, 3 de dezembro, vão chegar a Ílhavo os primeiros 30 bacalhaus, provenientes da Noruega, que vão dar vida ao novo Aquário de Bacalhaus. Trata-se de uma parceria estabelecida entre o Museu Marítimo de Ílhavo e o Museu Marítimo de Alesund daquele país. 
O voo que transporta os Bacalhaus tem chegada prevista para as 18 horas,  a Lisboa, pelo que se considera possível que a chegada a Ílhavo seja pelas 21.30 horas. 
Os Bacalhaus serão colocados nos tanques de quarentena, para um período inicial de habituação às condições do novo habitat, sendo transferidos para o tanque principal logo que a equipa de Biologia, que está a acompanhar todo o processo, considere reunidas as condições necessárias para uma boa transição.
No âmbito das Comemorações do 75.º Aniversário do nosso Museu Marítimo, a Câmara Municipal de Ílhavo inaugura, no próximo dia 16 de dezembro, pelas 16.30 horas, o Aquário de Bacalhaus do Museu Marítimo de Ílhavo, numa aposta forte na promoção da cultura marinheira do Município Capital Portuguesa do Bacalhau.

Fonte: CMI

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Museu de Ílhavo: Férias de Natal






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Reserva Natural de S. Jacinto


Muito se fala, com razão, da Reserva Natural de S. Jacinto, recheada de belezas dignas de bons momentos de contemplação. Contudo, julgo que não será muita gente da nossa região a visitá-la com alguma frequência. 
Sei que o tempo chuvoso e frio não convida a caminhadas pela Reserva Natural que temos mais à mão, mas penso que será bom começar a planear uma visita em época oportuna. Nessa linha, sugiro umas entradas  no portal do Turismo  para abrir o apetite.

Veja aqui

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Campanha das tampinhas não vai parar

Carla Real, no Diário de Aveiro


Joana Pontes, responsável pela campanha no concelho de Ílhavo, procedeu a uma nova entrega de material ortopédico, desta vez a cinco instituições




Como vê a reacção das instituições a estas dádivas?
As instituições agradecem muito. Todos sabemos que, neste momento, em algumas instituições, pensar em adquirir ajudas técnicas é impensável. Em contraponto, das que foram entregues até hoje, nenhuma está em stock nas instituições. Aliás, algumas começam já a apresentar novas necessidades para a próxima entrega.


Nota: Foto de DR - Diário de Aveiro

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Alameda Prior Sardo



Na história local não há apenas personalidades célebres ou mais ou menos. Há também datas e acontecimentos marcantes. As ruas, como os nomes de figuras que se notabilizaram, também fazem parte dessa história, enriquecendo-a. Hoje volto ao tema, com um escrito sobre a Alameda Prior Sardo. 

Pode lê-lo aqui

Mobilidade e Transportes na Região de Aveiro


Linha do Vouga


No próximo dia 30 de novembro, realiza-se na Sede da CI Região de Aveiro a primeira ação de divulgação e participação pública do Plano Intermunicipal de Mobilidade e Transportes da Região de Aveiro (PIMTRA), com início previsto para as 14h30. 
A elaboração do PIMTRA assenta em princípios orientadores nacionais e internacionais no domínio da Mobilidade, destacando-se a gestão da mobilidade em transporte público, no qual estão a ser analisados com particular atenção os transportes escolares, os modos suaves de deslocação (nomeadamente pelo uso da bicicleta), o futuro da Linha do Vouga, a gestão do estacionamento automóvel, a malha viária estruturante, e uma aposta continuada de sensibilização dos Cidadãos. 
A entrada é livre e gratuita, mas agradece-se a inscrição até ao próximo dia 29 por e-mail: geral@regiaodeaveiro.pt

Fonte: CIRA


domingo, 25 de novembro de 2012

Milena - 1948 | Memórias de uma campanha

Por Ana Maria Lopes, 
no Marintimidades


No ano de 2010, através do Marintimidades, foram-me solicitados alguns dados sobre o lugre Milena por familiares de dois tripulantes que nele fizeram algumas viagens e que, por coincidência, ambos naufragaram com o navio (em 1958) – a saber, Joaquim António da Silva Belo, da Torreira e o avô de um tal Emílio Gomes do Novo. E assim, com singelos episódios, se vai fazendo a história dos lugres, recorrendo a pequenos /grandes «puzzles».
Situar o navio, convém sempre – o imponente Milena, lugre de madeira de quatro mastros, foi construído na Florida, E.U.A., em1918. Foi o ex “Burkeland”, pertencente a J.A. Merritt & Co., Pensacola, Florida, entre 1918 e 1935. Adquirido em Génova pela Indústria Aveirense de Pesca, Lda., (IAP), de Aveiro, iniciou a actividade de pesca em 1936. Durante os anos de 1940 e 1941, o navio efectuou viagens de comércio, tendo regressado à pesca na campanha de 1942.
Acabou por naufragar, por motivo de alquebramento, no Virgin Rocks, Terra Nova, a 7 de Agosto de 1958.

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TECENDO A VIDA UMAS COISITAS - 318

PITADAS DE SAL – 48


O VENDEDOR DE SAL E OS BURROS 

Caríssima/o: 

No quarto domingo do mês calha bem um conto. A escolha nem sempre é fácil… Desta vez entraremos no reino animal mas tendo ainda por perto o sal. Se me fizer companhia certamente não se arrependerá. A caminho… 

«Vem da Grécia antiga a história da mula de Tales. Representa a esperteza malsucedida. Sobreviveu ao tempo graças a Plutarco. 
Com uma sobrecarga de sal sobre o lombo, a mula encontra um rio pelo caminho. Atravessa-o. 
O sal derrete. O peso se esvai. E a mula, supondo que não era burra, não quis mais saber de outro caminho. 
O dono da mula, que tampouco queria passar por asno, troca a carga do animal. Em vez de sal, sacos de lã. 
A mula toma a picada do rio. Molhada, a lã pesa como sal seco. Por pouco o animal não se afoga. Chega à outra margem. Aprende a lição. E jamais se aventura no rio. 

La Fontaine tratou de incorporar a história de Tales ao seu célebre fabulário. Deu-lhe novo colorido. Rimou-a. Metrificou-a. 
Em vez de uma mula, serviu-se de dois asnos. Sobre o espinhaço de um, o sal. Sobre o lombo do outro, esponjas. 
Nessa versão, os burriqueiros são personagens ativos do drama. Eles montam seus respectivos animais. 
Pois bem, o par de burros mergulha no rio. O do sal, aliaviado do peso, sobrevive. O das esponjas morre afogado. 
Quase leva junto o seu guia. Depois de lutar contra a morte, o infeliz é resgatado por um pastor. 
Eis a moral lafontainiana: “Guiar por cabeças más/não é um bom portamento;/às vezes a dita de um/faz a desgraça de um cento”.» 

Esta é a fábula em verso: 

«Qual romano imperador, 
Um pau por cetro levava 
E a dois frisões orelhudos 
Um burriqueiro guiava; 
Um deles trazia esponjas, 
E qual postilhão corria; 
O outro de sal carregado 
Os pés apenas mexia; 
Um sem custo, outro com ele, 
Montes e vales andaram, 
Até que ao vau de um ribeiro 
Ultimamente chegaram. 
No que levava as esponjas 
O burriqueiro montou, 
E fez ir para diante 
O que de sal carregou. 
Ele o vau desconhecendo 
Pregou consigo no pego, 
Nadou; veio acima, e viu 
Aliviado o carrego: 
Porque o sal, de que era a carga, 
Derreteu-se n'água entrando, 
E o seu condutor, já leve, 
Pôs-se em terra e foi trotando. 
O camarada esponjeiro, 
Que o viu tão leve sair, 
Quis à sua imitação 
Também no pego cair; 

Ei-lo nas águas submerso, 
Esponjas e burriqueiro, 
Todos três bebendo à larga 
Querem secar o ribeiro. 
Tão pesadas se fizeram, 
Por beberem sem cessar, 
Que sucumbindo o jumento, 
Não pôde as margens ganhar. 
O homem lutava com a morte, 
Té que um pastor lhe acudiu; 
Mas o burro das esponjas 
Foi ao fundo, e não surdiu. 
Guiar por cabeças más 
Não é um bom portamento; 
Às vezes a dita de um 
Faz a desgraça de um cento.» 

E para terminar, uma versão mais curta mas não menos violenta: 

«O Burro carregado de esponjas e o Burro carregado de Sal 
Iam dois burros, um carregando um fardo de sal, outro carregando um fardo de esponjas. 
Chegaram à beira de um rio e, teimosos, nenhum quis desviar-se para ir à ponte, que ficava próxima, a alguns metros, e que lhes daria passagem seca e enxuta; o do sal meteu-se pela água dentro, o das esponjas ficou parado a ver o que sucederia ao seu companheiro. 
A água do rio infiltrou-se na carga, e a foi dissolvendo, de modo que, quando saiu do banho e surgiu na outra banda do rio, o burro apenas conservava metade ou o terço do peso que lhe fora posto, e o malandro alegre se felicitava pela sua lembrança. 
Vendo-o tão satisfeito, o outro salta na água, pensando que outro tanto lhe sucederia. 
Coitado! As esponjas chuparam a água; o peso tanto aumentou que, não podendo mais, o burro caiu morto. 

MORALIDADE: Antes de vos resolverdes a fazer como os outros, e de pensardes que bem vos sucederá o que bem lhes sucedeu, vede se entre vós e quem quereis imitar, há perfeita igualdade e semelhança.» 

Manuel 





sábado, 24 de novembro de 2012

“Colectiva de Natal 2012” na ESQUINA VIVA



A ESQUINA VIVA tem em exposição a “Colectiva de Natal 2012” com obras dos artistas Alfredo Luz, Branislav Mihajlovic, Cândido Teles, Jaime Isidoro, Mário Silva, Noronha da Costa, entre outros. A exposição poderá ser apreciada até 30 de Dezembro.
O mesmo tema — O Natal —, ontem como hoje e como sempre, continua a inspirar artistas de todas as expressões. A ESQUINA VIVA, atenta à importância da quadra natalícia na vida da generalidade das pessoas, dá, deste modo, o seu contributo precioso para a valorização cultural dos apreciadores das artes pictóricas. 

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Laboratório de Reabilitação



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Reflexões do Padre Manuel Armando

Prof. Marcos do Vale atuando na Gafanha da Nazaré

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“Tempo Comum no Olhar da Esperança” é o título do mais recente livro do Padre Manuel Armando, que foi coadjutor na paróquia da Gafanha da Nazaré entre agosto de 1965 e setembro de 1966. Esta obra oferece aos seus eventuais leitores textos de reflexão e vai ser apresentada no dia 1 de dezembro, no Salão da Junta de Freguesia de Aguada de Baixo, pelas 15 horas. A sessão conta com a intervenção de D. António Marcelino, Bispo Emérito de Aveiro, havendo ainda um programa de variedades. É oportuno lembrar que o Padre Manuel Armando também é um artista da área do ilusionismo e do hipnotismo, apresentando-se com o nome artístico de Prof. Marcos do Vale.

Férias e Dias Divertidos – Natal 2012




A Câmara Municipal de Ílhavo aprovou a realização do Programa Municipal Férias e Dias Divertidos Natal 2012 para crianças e jovens com idades compreendidas entre os seis e os 15 anos. O programa integra atividades desportivas e culturais, tendo como objetivo proporcionar condições que conduzam a uma melhor qualidade de vida dos participantes. 
As referidas atividades desenvolvem-se entre 17 e 21 de dezembro e entre 26 e 28 do mesmo mês. As inscrições, limitadas ao número de vagas, serão aceites nas Piscinas Municipais de Ílhavo e da Gafanha da Nazaré a partir de 3 de dezembro até uma semana antes do início do programa. 
Sublinhe-se a importância de ocupar de forma saudável as nossas crianças e jovens, na ausência de atividades letivas.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Novos passadiços da Praia da Barra



Iniciaram-se as obras de requalificação da frente urbana/mar da Praia da Barra, com a construção dos novos passadiços sob a responsabilidade da Agência Portuguesa de Ambiente, após a execução do projeto por Técnicos da Câmara Municipal de Ílhavo. Entretanto, vão ser desativados os atuais, cuja vida útil terminou há cerca de dois anos. Esta intervenção tem um custo de cerca de 300 mil euros e é cofinanciada pelos fundos comunitários do PORCentro em 85%, sendo a contrapartida nacional assegurada pela APAmbiente/MAMAOT. 

Rua Afonso de Albuquerque


Rua Afonso de Albuquerque

A minha rua
Maria Júlia Sardo

Como todas as ruas da Gafanha da Nazaré, a minha começou por ser um caminho desbravado e pisado pelos pés das pessoas. Era estreito e foi alargando, porque era necessário passar com os carros de bois, amanhar as terras, que apelidavam de “crastas”. 
Entretanto, os filhos dos proprietários das mesmas foram construindo as suas casas, ao longo do caminho, alargando-o. 
Como o Sr. Luís Pires tinha um armazém onde guardava as suas camionetas, que faziam o transporte de areias, houve necessidade de alargar o caminho um pouco mais e ensaibrá-lo. Segundo ouvi, de uma Senhora, foi quando construiu a sua casa, mais ou menos há quarenta anos, que a rua foi alcatroada. 
Disseram-me, também, que esta rua era conhecida por “rua das conhoeiras” (palavra da família de conhão; significava bocado de…), porque existiam meia dúzia de casas das conhoeiras e janicas.Mais tarde, com a necessidade dos carteiros identificarem as ruas, foi-lhe atribuída a letra “L”.  Quando a minha casa lá foi construída, há 28 anos, já tinha o nome de um grande homem: Afonso de Albuquerque. 

O Galafanha fica para a história

Este meu blogue vai continuar no ciberespaço para memória futura. Poderá sempre ser consultado. A partir de hoje, passarei a estar apen...