quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Grande Prémio de Atletismo Terra Nova











Fonte: Agenda Viver em... da CMI


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Lugre Ilda liga Porto de Aveiro e Ilhas

Naufrágio do lugre Ilda




«Carta de Daniel da Silva, proprietário do Lugre Ilda, que efetua a carreira entre o Porto de Aveiro e as ilhas, enviada à Junta Autónoma da Ria e Barra de Aveiro, dando conta dos elevados custos das taxas de reboque praticados pelas empresas de rebocadores do Porto de Aveiro, em comparação com os valores praticados nos outros portos nacionais, e participando a falta de cumprimento dos serviços contratados com o Rebocador Furão - Angra do Heroísmo, em 30 de Junho de 1934 – [4] f. , 27,6 cm.»

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domingo, 28 de outubro de 2012

A Barca da Junta

Por Ana Maria Lopes,
no Marintimidades





"Há um bom par de meses que não estava uma tardada, agradável e profícua, com o Amigo Marques da Silva, «naquelas» suas visitas à Gafanha.
O mês de Agosto com a família e, sobretudo, as crianças, pela Costa Nova, não facilita estes encontros. São férias de Verão da avó e da criançada.

Mas, ontem, aconteceu, e de lá vim quase às oito horas da tarde. Pôr as conversas e os conhecimentos em dia e, principalmente, observar, apreciar, fotografar a bela miniatura com que o meu amigo se presenteou – A barca da Junta. Melhor do que tudo, é ler o texto que também escrevinhou."

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TECENDO A VIDA UMAS COISITAS - 314


PITADAS DE SAL – 44 



A SEMENTEIRA DO SAL 
E A CAÇA AOS GAFANHOTOS 

Caríssima/o: 

Pois aí fica mais um conto popular; este terá o condão de nos fazer sorrir… com a vantagem de ter um final feliz! 

«Passando por Fajão um almocreve que vendia sal, logo lho compraram e semearam como se semeassem centeio. 
Passou-se muito tempo, e como o sal não nascesse, tomaram a resolução de esperar o homem que lhes tinha vendido o sal. 
Chegado a aparecer, os homens perguntaram-lhe, indignados, que lhes tinha ele vendido, pois tinham semeado o sal e ele não nasceu. 
Disse-lhes então o vendedor: 
— Pois vocês deixaram-no comer aos gafanhotos! 
E foi o que lhe valeu, dar esta desculpa. 
De facto, antigamente havia muitos gafanhotos e, de tempos a tempos, vinham mesmo pragas de gafanhotos que roíam as hortas e tudo. De modo que os de Fajão resolveram juntar-se e fazer-lhes uma batida. 
Armaram-se de espingardas e foram para os campos onde os gafanhotos andavam, para lhes darem caça. 
A certa altura um gafanhoto saltou e foi poisar-se no peito do Pascoal. O Pascoal viu que tinha o gafanhoto poisado no peito, e então não falou, para não espantar a caça, mas fez sinal a outro caçador, e apontou com o dedo para onde estava o gafanhoto. O outro vai e aponta a arma ao gafanhoto. Claro está que o Pascoal caiu também, como morto. Mas por sorte não morreu, porque o tiro era fraco.» [Narração de António Lucas - Contos de Fajão - Recolha de Monsenhor Nunes Pereira - Edição do Museu Antropológico de Coimbra] 

Manuel 

sábado, 27 de outubro de 2012

O ilhavense Afonso Duarte ganha bolsa






Afonso Duarte, investigador ilhavense, foi premiado com uma bolsa superior a 60 mil euros, para desenvolver um método de estudo das proteínas envolvidas na respiração celular
Afonso Duarte formou-se na Universidade de Aveiro e, actualmente, é investigador do Instituto de Tecnologia Química e Biológica (ITQB, sedeado em Oeiras). foi um dos contemplados em 2012 com uma bolsa “Marie Curie Career Reintegration Grant”.

Nota: Foto do DA

Li no DA

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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Obras no Porto de Aveiro - 1934

Colocação de blocos num paredão





Fonte: Porto de Aveiro

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Rua Almeida Garrett, a minha rua



Moro na Rua Almeida Garrett. Já foi ou ainda é travessa Almeida Garrett. Também foi Almeida Garret e Almeida Garrett ao mesmo tempo. Com erro, só com um “t”. De qualquer modo, e apesar do erro que engana quem nunca ouviu falar ou escreveu correctamente o nome de um grande vulto das nossas letras, gosto dela, porque a vi nascer. É uma rua direita e tranquila. Todos os vizinhos são amigos e gente muito boa.
Quando eu era menino era um caminho de areia por onde circulavam os carros de vacas carregados de esterco ou de moliço a caminho das terras de cultura. No regresso vinham com erva, milho, feijões e batatas. As alfaias agrícolas ocupavam o seu espaço. E ainda havia lugar sentado para quem ia ou vinha dos campos. O gado estava tão treinado que até conhecia, sem qualquer indicação do condutor, os caminhos das terras e de casa.
O rodado dos carros tornava duro o caminho. Mas no inverno a água da chuva complicava a vida às pessoas e aos animais. Ao lado do caminho, do nascente, havia uma vala-mestra. Chama-se vala-mestra porque recebia águas pluviais de outras valas mais pequenas.

Costa Nova com ria a seus pés


Encontrei esta foto nos meus arquivos, durante uma limpeza geral. Mostra-nos como a ria a seus pés permite registos que permanecem indelevelmente nas nossas retinas. Ela aqui fica nesta tarde de sol, neste momento, mas que faz  adivinhar uma noite de chuva e vento. Oxalá que não.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Diáspora dos ílhavos

A propósito da diáspora dos ílhavos, no litoral

Por Ana Maria Lopes, 
no Marintimidades



«Ílhavo e a sua região de que tanto se fala como centro difusor de cultura marítima terão deixado, por via directa ou indirecta marcas na cultura marítima do nosso litoral.
Habituámo-nos desde cedo, quando visitámos zonas marítimas, para pesquisa etno-linguística, desde estudante universitária, a ouvir tecer algumas considerações relativas a Ílhavo e aos habitantes locais, mal se apercebiam que era oriunda da citada região.
E começámo-nos a capacitar-nos de que onde existia uma bateira existiu um ílhavo ou há vestígios, pelo menos, da passagem de um ílhavo.
Cremos mesmo que por Ílhavo tem havido um interesse crescente pela grande faina dos ílhavos no litoral, não tendo tido a exposição temporária, «A Diáspora dos ílhavos», no MMI, de 8 de Agosto de a 31 de Outubro de 2007 a aceitação desejada pela maioria dos interessados nesta grande questão da identidade local.
Virando costas à Laguna, por inóspita que estava, os ílhavos, com suas artes ainda algo rudimentares, fixaram-se junto ao mar. Aberta definitivamente a barra em 1808, vieram instalar-se no areal a que chamaram Costa Nova (arrais Luís Barreto, igualmente conhecido por Luís da Bernarda) com as companhas da xávega. Tão exímios se tornaram no manejo destas artes estes emigrantes da borda do mar, refere Senos da Fonseca, que o desejo de partir em busca de locais onde o peixe fosse mais abundante se tornou evidente Ílhavo – Ensaio Monográfico – Séc. X ao Séc. XX, 2007, Papiro Editora. Porto, 2007, pp. 174 a 181).»

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Grande Prémio de Atletismo Terra Nova

Domingo, em Ílhavo

Grande Prémio Terra Nova
(foto do meu arquivo, com homenagem ao Tozé Bartolomeu)

«O Presidente da Direcção da Terra Nova afirma que a celebração dos 20 anos de existência do Grande Prémio de Atletismo Terra Nova, este ano na cidade de Ílhavo, é o início de uma "rotação" pelas Freguesias do Concelho. 
Vasco Lagarto diz que "vai haver alternância entre a Gafanha da Nazaré e cada uma das Freguesias do Concelho". Lembra que se trata de uma iniciativa, não apenas desportiva mas também educativa e formativa com projectos, em simultâneo, desenvolvidos nas escolas em todo o Concelho. 

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Sala dos Mares vai ter bacalhau nascido em Ílhavo

Recado do presidente da CMI

Ribau Esteves

“Na minha presidência, até daqui a um ano, vou passar a responsabilidade ao meu sucessor de mudar o feriado Municipal. A segunda-feira de Páscoa não quer dizer nada sobre a história do Município. Vamos mudar a data para a data de nascimento do primeiro bacalhau no Museu Marítimo. Escolhemos em Alesund (Noruega) os bacalhaus e as bacalhoas que têm maior competência para poder fazer esse feito que será histórico de ter um bacalhau nascido em Ílhavo”.

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Estacas para proteção do Farol

Para a história do Porto de Aveiro



Transporte de estacas de eucalipto para proteção do nosso farol. O mar sempre fez estragos ao longo do tempo. O mar sempre atacou as nossas praias. Estacas ao ombro, como está bem de ver. Um autêntico trabalho de escravos. Impensável nos dias de hoje. Felizmente. Tem data de 1947.

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domingo, 21 de outubro de 2012

Museu Marítimo de Ílhavo: abertura da Sala dos Mares

Hoje, às 17.30 horas



«Marco incontornável na divulgação da Cultura e da História Ilhavense, o Museu Marítimo de Ílhavo (MMI) é hoje um dos principais espaços dedicados à Pesca do Bacalhau e ao Mar, aliando o caráter extraordinário e único da história da “Faina Maior” à beleza da arquitetura do edificado, constituindo uma referência na museologia portuguesa, diferenciadora do Município, da Região de Aveiro, da Região Centro e de um Portugal intimamente ligado ao Mar.
Assinalando o 11.º Aniversário do Renovado MMI no próximo dia 21 de outubro, a CMI reservou para esse dia a abertura da renovada Sala dos Mares, pelas 17h30, numa aposta continuada de renovação do discurso expositivo existente, tornando-o mais completo e cativante.»

Fonte: CMI

TECENDO A VIDA UMAS COISITAS - 313

PITADAS DE SAL – 43 


RIA E CANAIS 

Caríssima/o: 

Sempre nos encantou e surpreendeu o navegar pelos esteiros e canais: ora deixavam espraiar o horizonte e brilhar o sol, para logo ficarmos mergulhados em penumbras e sombras. E os sons? Em dias de neblinas e nevoeiros, até os tiros dos caçadores estremeciam com o frio e o “canto” das gaivotas e maçaricos se prolongavam a escorregar no espaço. 
Mas nestas coisas de sal e Ria não há como ouvir os Mestres: 

«A Ria de Aveiro é o acidente mais importante desta parte da costa. É um delta interior, edificado pelas aluviões do Vouga no abrigo duma laguna. A sua superfície é de 1100 Km2, pouco mais de metade coberta pelas águas. A Ria compreende quatro braços principais e tem hoje apenas uma saída artificial; parece que, no século XIV, a flecha de areia setentrional caminhava para o sul, ao encontro de um cordão litoral mais antigo, mas deixando entre ambos uma larga abertura; no século XVIII, Aveiro, que fora porto importante dois séculos antes, tinha a entrada tão assoreada que foi necessário abrir um canal, dragado cuidadosamente para não se obstruir. Uma série de lagoas marcam ao tempo a progressão das areias eólicas e o limite da colmatagem pelas aluviões fluviais. À roda da Ria, estende-se uma terra rasa, em que se insinuam canais e braços por onde sobe a maré com a múltipla riqueza proporcionada pela água salgada.» [Orlando Ribeiro, Geografia de Portugal, 1955, citado em Portugal – Luz e Sombra, 2012, p. 158] 

Também nos dias que correm outros Mestres nos elucidam: 

O Galafanha fica para a história

Este meu blogue vai continuar no ciberespaço para memória futura. Poderá sempre ser consultado. A partir de hoje, passarei a estar apen...