segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Rotary de Ílhavo promove Espetáculo Musical

Centro Cultural de Ílhavo - 4 de outubro, 21.30 horas



O Rotary Club de Ílhavo promove no próximo dia 4 de outubro, pelas 21:30 horas, no Centro Cultural de Ílhavo, um Espetáculo Musical cuja receita reverte para as Instituições Lar de S. José (Património dos Pobres de Ílhavo) e Santa Casa da Misericórdia de Ílhavo, entidades que atravessam neste momento grandes dificuldades financeiras para poderem socorrer quem mais necessita. 
Aliando no mesmo serão a solidariedade, o canto e a música assegurados por grupos que garantem desde logo um espetáculo de qualidade e até alguma irreverência, esta é mais uma forma que o Rotary Club de Ílhavo encontrou para colaborar com Instituições que atravessam também elas momentos muito difíceis. 
Este evento pretende ser um apelo a uma maior consciencialização de todos, quer para os graves problemas que assolam as Instituições de Solidariedade em geral, quer para a necessidade de todos os recursos financeiros disponíveis, e que são cada vez mais escassos, serem por elas geridos com o máximo de aproveitamento, na valorização da qualidade de vida e da dignidade humana. 
Os grupos presentes neste espetáculo musical são o Orfeão da Santa Casa da Misericórdia de Ílhavo, Orfeão de Vagos e a Orquestra Ligeira de Vagos. 

Carlos Duarte

Traineira Alzirinha para passeios turísticos

Por Ana Maria Lopes


Traineira Alzirinha

No Diário de Aveiro de 19 de Setembro, tive conhecimento que dois empresários da região acabam de adquirir e recuperar uma antiga traineira da pesca dasardinha com vista a promover passeios turísticos na ria e no mar. A ideia de Michael Pereira e Carlos Nogueirinha passa por apostar num produto diferente e diferenciado para grupos ou turistas individuais. O único problema é que várias portas se têm fechado a estes empresários. Em toda a laguna aveirense, ainda não lhes foi disponibilizado um cais para poderem exercer a sua actividade turística. 

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domingo, 23 de setembro de 2012

Tecendo a vida umas coisitas – 309

PITADAS DE SAL – 39 



O CALDO DE PEDRA 

Caríssima/o: 

Quem não conhece este conto? 
Certamente não é novidade para ninguém… Agora que tem a ver com o sal? 
Acompanhemos o Frade: 

«Um frade andava no peditório. Chegou à porta de um lavrador, mas não lhe quiseram aí dar nada. 
O frade estava a cair de fome e disse: 
- Vou ver se faço um caldinho de pedra. 
E pegou numa pedra do chão, sacudiu-lhe a terra e pôs-se a olhar para ela, como para ver se era boa para um caldo. 
A gente da casa pôs-se a rir do frade e daquela lembrança. Diz o frade: 
- Então nunca comeram caldo de pedra? Só lhes digo que é uma coisa muito boa. 
Responderam-lhe: 
- Sempre queremos ver isso. 
Foi o que o frade quis ouvir. Depois de ter lavado a pedra, pediu: 
- Se me emprestassem aí um pucarinho... 
Deram-lhe uma panela de barro. Ele encheu-a de água e deitou-lhe a pedra dentro. 
- Agora, se me deixassem estar a panelinha aí, ao pé das brasas... 
Deixaram. Assim que a panela começou a chiar, disse ele: 
- Com um bocadinho de unto é que o caldo ficava a primor! 
Foram-lhe buscar um pedaço de unto. Ferveu, ferveu, e a gente da casa pasmada com o que via. 
O frade, provando o caldo: 
- Está um nadinha insosso. Bem precisa duma pedrinha de sal. 
Também lhe deram o sal. Temperou, provou e disse: 
- Agora é que, com uns olhinhos de couve, ficava que até os anjos o comeriam. 
A dona da casa foi à horta e trouxe-lhe duas couves. O frade limpou-as, ripou-as com os dedos e deitou as folhas na panela. Quando os olhos já estavam aferventados, arriscou: 
- Ai! Um naquinho de chouriça é que lhe dava uma graça!... 
Trouxeram-lhe um pedaço de chouriço. Ele pô-lo na panela e, enquanto se cozia, tirou do alforge pão e arranjou-se para comer com vagar. O caldo cheirava que era um regalo. 
Comeu e lambeu o beiço. 
Depois de despejada a panela, ficou a pedra no fundo. 
A gente da casa, que estava com os olhos nele, perguntou-lhe: 
- Ó senhor frade, então a pedra? 
- A pedra... Lavo-a e levo-a comigo para outra vez. 
E assim comeu onde não lhe queriam dar nada.» 

Teófilo Braga - Contos Tradicionais Portugueses 

Manuel

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Primeiro relógio da igreja matriz

Recordei no meu Pela Positiva, para memória futuro, um subsídio para a história da nossa igreja matriz, ou seja, a doação do primeiro relógio e um sino. Ver aqui

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Dia de Aveiro sem carros no passeio!


«No âmbito da Semana Europeia da Mobilidade, a Câmara Municipal de Aveiro está a promover o “Dia de Aveiro sem carros no Passeio!” a 22 de setembro.
Organizadas pela Autarquia, as ações do dia 22 de setembro estão relacionadas com a sensibilização dos cidadãos para que, nas suas deslocações, usem menos o seu carro e servem ainda para alertar para o estacionamento abusivo.
Neste sentido, e seguindo a mensagem do “Ative Access” de promover a mudança do comportamento dos cidadãos pela alteração da sua perceção sobre a pedonalidade, pela sensibilização e experimentação da mobilidade ativa, o “Dia de Aveiro sem carros no Passeio!” consistirá num dia de tolerância zero a quem abusa dos peões e estaciona em cima dos passeios e passadeiras.»

Li aqui

A Senhora dos Navegantes, em procissão lagunar

Por Ana Maria Lopes




Não deixemos de comparar. No ano passado debaixo de uma nortada levada da breca, assistimos à passagem da procissão da Senhora dos Navegantes, à ressaca da «ponte» de um arrastão costeiro, na Gafanha da Nazaré. Apesar do frio, tivemos a oportunidade de apreciar a procissão, calmamente, que nos pareceu, talvez, pela perspectiva, bastante mais bem organizada.

Ler tudo aqui


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domingo, 16 de setembro de 2012

Tecendo a vida umas coisitas - 308


PITADAS DE SAL – 38 



LÍNGUA DE SAL E DITOS DE MARINHA 

Caríssima/o: 

Como estamos no início de um novo ano escolar, creio que não ficará mal fazer um pequeno exercício de imaginação, pondo à prova os conhecimentos «culinários» e das marinhas. Por questão de arrumação, respeitemos a ordem alfabética de alguns termos e expressões da área vocabular das marinhas de sal: 

Alimentar o mandamento; Amanhar o mandamento; Amanhar a marinha; Alimentadores; 
Balde; 
Cabeça de carneiro; Cabrita; Caldeirões; Caldeiros; Comedorias; 
Desmamar; 
Enjoo; 
Meter água; Molhaduras; 
Regar o mandamento; 
Salgar; Sustentar a marinha; 
Talhos; Tomar água; Travessas. 

Para amenizar um tudo nada, alguns ditados populares: 

Quem come salgado, bebe dobrado. 
Peixe podre, sal não cura. 
Grande vai o mal, na casa onde não há pão, nem sal. 
Panela sem sal - faz de conta que não tem manjar. 
A comida sem sal, a doentes, não faz mal 
A comida sem sal nem sabe bem nem mal.

E, por último, não levem a mal que inclua a “explicação” de apenas três desses itens: 

Balde - Espécie de pá de madeira e ferro, com 1,15 m. de comprimento; usa-se para compor o torrão e remover as lamas. 

Cabeça de carneiro - Alfaia com 1,2 m. de comprimento, formada por um cabo, tendo, na extremidade, uma peça em forma de prisma com três lados, dos quais um é arredondado; serve para abrir as canejas. 
O mesmo que Canejeiro. 

Cabrita - Ancinho com um cabo de 1,75 m. e, mais ou menos, 30 dentes curtos, em madeira, que, quando se partem, são, por vezes, substituídos por cavilhas de ferro, de igual tamanho; emprega-se para envieirar o moliço, que se desenvolve durante o Outono e o Inverno. 

Manuel

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Desafios do Mar Português

Amanhã, 15 de setembro. Entrada livre




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S. Paio da Torreira

Ainda o S. Paio...8 de Setembro de 2012


Chinchorro RAQUEL


No último sábado, 8 de Setembro, o programa foi de arromba. Desde a missa campal, procissão de longo trajecto e muita devoção, às corridas de bateiras à vela e chinchorros, havia para todos os gostos. Já que lá estávamos, apesar das nossas conhecidas preferências, mas poucas forças, resolvemos assistir a todos os eventos.
Mas, a bem dizer, as bateiras à vela, em competição lagunar, trespassaram-nos a alma, redimensionando a paisagem. Não havia palavras.
Momentos raros como estes permitem-nos ver as bateiras, tipocaçadeira, com todos os apetrechos para velejar – mastro, verga, vela, todo o cordame necessário, tostes e leme.

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Nota: Texto e fotos do Marintimidades, de Ana Maria Lopes

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Biblioteca de Ílhavo alberga livros e os nossos sonhos



(Foto cedida gentilmente pela BMI)

A Biblioteca Municipal de Ílhavo (BMI) assinalou no passado dia 11 de setembro o seu 7.º aniversário, havendo boas razões para o fazer, já que este equipamento tem desenvolvido uma profícua ação cultural no concelho e na região. Paralelamente, tem promovido trabalhos, consultas, divertimento, convívio e formação, o que a situa numa excelente posição de referência, no âmbito da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas. 
A celebração deste aniversário saiu enriquecida pelo lançamento de dois livros: “Capuchinho Vermelho: histórias secretas e outras menos”, coletânea de contos coordenada por José António Gomes e Sara Reis da Silva; e “De capuz, chapelinho ou gorro: recriações de O Capuchinho Vermelho na Literatura Portuguesa para a infância”, de Sara Reis da Silva.

Almoço de confraternização

Por Maria Donzília Almeida 

Rainha

Decorreu, hoje, na cidade vizinha, o almoço na corte do AEGE (Agrupamento de escolas da Gafanha da Encarnação). O restaurante Gafanhão foi pequeno para albergar tantos cortesãos do reino vizinho, que passaram a fronteira, para vir à cidade! 
Cumprindo aquilo que já vem sendo tradição, um grupo de professores, desta vez o DCSH (Departamento de Ciências Sociais e Humanas), organizou o primeiro almoço de confraternização do corpo educativo da nossa escola, como inauguração de mais um ano letivo. 
Apesar do início deste ano ser marcado por grandes mudanças na organização e dinâmica da vida escolar, o que por si só, esmoreceria os ânimos dos professores, isso não aconteceu. Há que contrariar a fatalidade!

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Abertura do ano académico na Universidade Sénior


Ribau Esteves aprecia produtos colhidos na quintinha da US

Toda a gente tem capacidades
 para se ocupar de forma saudável 

«Que toda a gente saiba que existem horas e dias a utilizar; que toda a gente tem gostos e capacidades para se ocupar de forma saudável e útil para si próprio e para os outros.» Este foi um alerta feito pelo presidente da Câmara Municipal de Ílhavo, Ribau Esteves, na abertura do ano académico da Universidade Sénior (US) da Fundação Prior Sardo (FPS), que teve lugar no dia 10 de setembro, na sede daquela instituição, em Remelha, Gafanha da Nazaré. 
O autarca ilhavense realçou a importância da US no contexto municipal, sublinhando que se trata de «uma aposta diferente», sendo uma mais-valia «nestes tempos de crise e de dificuldades». A este propósito, Ribau Esteves referiu que, face à situação concreta em que todos vivemos, de nada vale «chorar», porque dessa forma «não resolvemos problema nenhum». O importante «é sair à rua, lutar, arranjar parceiros para nos ajudarem a gerir e a ultrapassar os nossos problemas», disse. E explicou: «São as tais estratégias de eficiência coletiva.»

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

7.º Aniversário da Biblioteca Municipal de Ílhavo






"A Biblioteca Municipal de Ílhavo assinala amanhã, dia 11 de Setembro, o seu 7.º Aniversário. Nestes seus 7 anos de vida, este equipamento cultural do Município de Ílhavo, tem vindo a afirmar-se como um local de cultura, trabalho, consulta, divertimento, convívio e formação, sendo já uma referência na Rede Nacional de Bibliotecas Públicas.
​Dotada de óptimas condições de utilização, a Biblioteca Municipal de Ílhavo, e numa vertente material, insere-se num edifício cujo design arquitectónico foi já reconhecido a nível internacional.
​Na passagem deste seu sétimo aniversário, a BMI conta já com 6.389 utilizadores inscritos, tendo registado até à data um total de 123.398 empréstimos, verificando-se uma procura crescente de utilizadores do espaço.
Durante o mês de Setembro está a decorrer na BMI a Feira do Livro, oportunidade excelente para enriquecimento do espólio de cada um, com a aquisição de novos Livros.
O sétimo aniversário da inauguração da BMI será assinalado com as seguintes actividades:"

domingo, 9 de setembro de 2012

Tecendo a vida umas coisitas - 307

PITADAS DE SAL – 37 



A ALIMENTAÇÃO DOS MARNOTOS E SEUS MOÇOS 

Caríssima/o: 

E haverá certa curiosidade em saber como se alimentariam os marnotos e os respetivos moços; contudo, os alimentos e a confeção não andariam longe dos hábitos e costumes da população em geral. Se não, veja-se algo do que está escrito:

«Findo este trabalho, o moço mais velho que era habilidoso a cozinhar, foi tratar da bacalhoada, enquanto eram ultimados outros serviços. 
Agora, enquanto o tabuleiro era amanhado, o pessoal aproveitava para almoçar. 
A comida era despejada do panelão, numa travessa grande, e todo o pessoal comia dessa travessa. Cada um pegava no seu garfo, partia um pedaço de boroa e toca a comer, que a manhã tinha sido de muito trabalho e tinha puxado pelo corpo… 
No final da refeição, aquele que não estivesse satisfeito, pegava num bocado do miolo da boroa que tivesse sobrado, e fazia migas no resto do caldo da bacalhoada. Era saboroso. Mas, azar! Não tínhamos trazido colheres. Só uma colher grande de pau, que serviu para mexer a comida enquanto era cozinhada, e para prová-la, para saber se estava bem temperada. Não faz mal. 
- Come um de cada vez e anda à roda, foi o alvitre! 
Assim fizemos, e não constou que alguém tenha adoecido!» [Ângelo Ribau Teixeira, em O Sonho]

O Galafanha fica para a história

Este meu blogue vai continuar no ciberespaço para memória futura. Poderá sempre ser consultado. A partir de hoje, passarei a estar apen...