sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Festas de Nossa Senhora da Nazaré




Em 2012, o dia grande da festa da padroeira da Gafanha da Nazaré é o domingo, 26 de agosto, com celebração da  missa solene às 11h15 e procissão às 16h30. A procissão,  acompanhada pela Fanfarra  de Melros de Gondomar e  pelas bandas Filarmónica  Gafanhense e Filarmónica de  Mira, terá o seguinte percurso: saída da Igreja da Matriz (Avenida José Estêvão), Rua  Gago Coutinho, Rua Sacadura Cabral, Rua Gil Eanes,  conclusão na Igreja Matriz. Neste domingo, à noite, atua o grupo Alta Frequência, seguindo-se um espetáculo piromusical (fogo de artifício e música).
As festas começam já no dia 12 de agosto, com uma missa campal no Santuário  de Schoenstatt, às11h. Nos  dias 24 e 25, haverá missa às  19h, na Igreja Matriz, e espetáculos musicais com os grupos K3Ó4 e Belcanto Show,  respetivamente. No dia 27,  para terminar, celebra-se uma  missa de ação de graças, às  19h, e atua o grupo musical  Império Show. Refira-se que,  de 24 a 27, haverá fogo de  alvorada, às 8h, enquanto no  dia 25, sábado, quatro grupos  de gaiteiros vão percorrer as  ruas da cidade da Gafanha da Nazaré.                          

J.P.F.

Fonte: "Timoneiro" de agosto

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Centro Comunitário da Gafanha do Carmo


Por Maria Donzília Almeida

Lar de Idosos

«Quando a velhice chegar, aceita-a, ama-a. 
Ela é abundante em prazeres se souberes amá-la. 
Os anos que vão gradualmente declinando 
estão entre os mais doces da vida de um homem, 
Mesmo quando tenhas alcançado o limite extremo dos anos, 
estes ainda reservam prazeres.»
                                                                                          
Séneca
«Amar uma pessoa significa... 
querer envelhecer com ela»

Albert Camus


Com o envelhecimento da população e a crescente participação da mulher, no mercado de trabalho, houve a necessidade de criar infra-estruturas materiais para acolher os idosos, no final da sua peregrinação na terra.
Assim, proliferou por todo o país, a abertura de “armazéns” polivalentes, para albergar aquela franja da população, que noutras épocas, não muito distantes, era levada para o monte! Felizmente, que só para alguns, os velhinhos são reduzidos à pura inutilidade.
Vivemos numa cultura do show off, em que se investem somas avultadas nas festas mundanas, mas não se acautela a herança a deixar aos vindouros. Estes são o espelho do ambiente onde vivem e reproduzirão um dia, para com os seus progenitores, os valores do respeito e valorização dos avós, neles incutidos!
Como nem tudo se pode pôr no mesmo saco, há a ter em conta que alguns idosos, quando chegam à fase terminal das suas vidas, não têm o apoio de ninguém da família para cuidar deles. Seja porque nunca tiveram descendência, seja porque o afastamento da prole em terras distantes não permite a prestação desses cuidados geriátricos, a sociedade viu-se compelida a dar resposta a essas lacunas.
Surgiu assim, a ideia de criar a essas pessoas, o ambiente acolhedor e ao mesmo tempo prestador de cuidados médico-sanitários, só que no coletivo! Aparecem assim os lares, alguns com boas instalações e uma gestão dos recursos humanos e materiais, a todos os níveis, louváveis.
Insere-se neste âmbito, o Lar da Gafanha do Carmo, que fiquei a conhecer, em pormenor, aquando duma visita guiada, no acompanhamento do progenitor num reencontro com um amigo da juventude e utente desta instituição.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Museu de Ílhavo: 75 anos ao serviço da cultura



Quarta-feira a domingo

«O Museu Marítimo de Ílhavo (MMI) nasceu a 8 de Agosto de 1937. De museu municipal dedicado aos usos e costumes locais evoluiu para um museu municipal dedicado à cultura do mar – um museu marítimo por excelência.

Celebrar os 75 anos de vida do MMI significa homenagear todos quantos ajudaram a construir a sua história – dirigentes, funcionários, doadores de colecção e de testemunhos, o público em geral e todos os amigos do museu.

domingo, 5 de agosto de 2012

Festa dos Veleiros no Porto de Aveiro


A Festa dos Veleiros está a terminar. Amanhã, pelas 13 horas,  os Veleiros estarão a passar na Boca da Barra.

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As raízes gafanhoas


Praia do Areão: Barco do Mar

Como é sabido, os primeiros habitantes destes areais vieram de Vagos e das suas aldeias. Os apelidos o atestam. Nessa linha, sugerimos que uns diazinhos do período de férias, concretamente, agosto e setembro, sejam dedicados à região vaguense. Não será necessário, a nosso ver, olhar para os apelidos de muitos gafanhões para descobrirmos motivos de investigação. Só isso daria pano para mangas. Mas quem tiver jeito e gosto pelo tema, pode avançar.
Sem grande esforço, porém, apetece-nos aconselhar uma visita a Santa Maria de Vagos, venerada desde os primórdios da nacionalidade, continuando nos tempos que correm a atrair inúmeros peregrinos, um pouco de todo o lado, mas especialmente das terras vizinhas, com destaque para Cantanhede.
Como é normal, tudo quanto é antiga acarreta lendas que se misturam com a história. Santa Maria de Vagos, mais conhecida por Senhora de Vagos, não foge à regra.
Lembra o padre Manuel António Carvalhais, no seu livro “Santa Maria de Vagos”, que «todos os documentos escritos, desde Abril de 1190 a 22 de Fevereiro de 1505, registaram invariavelmente que nesta ermida ou igreja é venerada Santa Maria de Vagos». Contudo, ao longo dos séculos, tornou-se conhecida por Nossa Senhora de Vagos, Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora do Bodo e, até, Nossa Senhora das Cerejas, lembra o prior de Vagos.
A sua festa, na segunda-feira depois da Solenidade do Espírito Santo, continua a juntar muita gente, mas em rigor podemos afirmar que todos os dias, em especial aos fins de semana, não faltam devotos de todas as classes sociais.
Em conclusão, propomos uma visita à Senhora de Vagos, com o indispensável farnel para ser saboreado depois da visita à Mãe de Deus. Não faltam condições com mesas e sombras que amplificam a tranquilidade daquele lugar abençoado.

TECENDO A VIDA UMAS COISITAS - 302


PITADAS DE SAL – 32


SAL DE UNTO
Caríssima/o:


Quem é aqui das nossas bandas e tem já uma idadezita não precisa que lhe expliquem isto do sal d’unto, o que precisa mesmo é de encontrar quem ainda o faça e pô-lo na caldeirada para se deliciar com o regalo do cheiro e do …paladar!
Mas os mais jovens estarão a perguntar que coisa é essa: cheira mesmo a mistério e faz, de certeza, mal à saúde:… sal… e unto!
A sorte bafeja-me com um amigo que, quando me visita e traz peixe para caldeirada, logo lembra à mulher:
- Madalena, não te esqueças do sal d’unto! Olha que a caldeirada sem ele não tem graça nenhuma e o compadre aprecia! (E cofia o bigode.)
Agora para os novos ficarem com uma ideia deste produto, transcrevo umas tantas “composições” que, espero, os não baralhem:

«O unto é a gordura, que se encontra na cavidade abdominal no mesentério, usada para cozinhar.
Era a antiga manteiga do povo, além de ser muito gostosa era um conforto para a alma, hoje nada existe é considerado muito prejudicial à saúde devido a poder aumentar o colesterol.
Ainda me lembro de quando eu era jovem, ver as pessoas batendo no unto, e ajuntando-lhe sal e pimentão, e depois de muito bater se fazia uma bola, que era guardada na pele da bexiga do porco.
Hoje se faz com menos trabalho e muito melhor, se coloca a gordura cortada aos pedaços e se coloca numa máquina um-dois-três, e se tritura com facilidade, depois é só acrescentar o pimentão e o sal a gosto, fica uma delícia.»
«Sal-de-unto: sal com a banha derretida, depois de fazer os rojões na caldeira.»

«Sal de unto: mistura obtida com banha de porco, sal e condimentos típicos da zona.»
«Sal de unto: preparação de sal grosso com banha que os pescadores levavam nas suas longas viagens de faina, e que em preparando-se deve ficar cerca de 3 meses a maturar.»
Não gostaria de deixar ninguém baralhado, por isso dou a palavra aos entendidos.
                                                                     
    Manuel


sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Férias à procura das nossas raízes

Quem identifica estas mulheres da seca?




A nossa terra está cheia de gente que veio um pouco de toda a parte, do país e até do estrangeiro. Os primeiros gafanhões, porventura antes de o serem, vieram fundamentalmente das freguesias de Vagos. Depois, porto, obras da barra, estaleiros, pescas e secas do bacalhau e outras indústrias e comércio, mais agricultura, atraíram bastantes pessoas, constituindo a população das Gafanhas, nos nossos dias, uma mescla interessante, com diversas formas de ser e de estar na vida. Essa realidade talvez tenha gerado algum desenraizamento, atenuado com o tempo, de forma que no presente todos se sentem e são, realmente, gafanhões.
Ora, em tempo de férias, seria interessante que todos se pusessem à procura das suas raízes, numa tentativa louvável de descobrir quem são e de onde vieram. Conversando com os mais velhos e decerto mais sabedores, será uma excelente forma de retroceder no tempo, para se saber, concretamente, por que razão os seus antepassados vieram para a Gafanha da Nazaré e quais os motivos dessa migração, livre ou forçada.
Importa descobrir se valeu a pena, se a adaptação foi fácil, que dificuldades houve que ultrapassar e, também, se a ligação às terras de origem se tem mantido através do tempo.
E, já agora, não seria enriquecedora uma visita aos familiares que optaram por ficar?




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Veleiros no Porto de Aveiro

Uma visita imperdível




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segunda-feira, 30 de julho de 2012

Grande interesse pelas nossas raízes





Tenho verificado, no dia a dia, grande interesse por parte de muita gente jovem (e menos jovem) pelas nossas raízes, sobretudo nas redes sociais, graças à visibilidade que elas proporcionam.

Já lá vai o tempo em que eu me sentia obrigado a chamar a atenção de certos dirigentes associativos para a premência de envolverem a nossa juventude nos estudos de temas gafanhões, verificando, presentemente, com muita satisfação, que não falta quem o faça. Ainda bem que assim é, porque a minha geração tem de dar lugar aos mais novos.



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domingo, 29 de julho de 2012

TECENDO A VIDA UMAS COISITAS - 301


PITADAS DE SAL – 31


SAL DE AVEIRO

Caríssima/o:

Existe a canção “Sal de Aveiro", composta pelo Prof. Severino Vieira, ainda hoje cantada pelos grupos culturais da cidade:

«Oh linda ria de Aveiro
De beleza sem igual
Dás à cidade o letreiro
Veneza de Portugal!

Para matar o desgosto
Que ao coração nos traz mágoas
Vamos mirar nosso rosto
No espelho das tuas águas...

SAL DE AVEIRO, SAL DE AVEIRO
DE TODOS O MELHOR SAL!
SAL DE AVEIRO ÉS O PRIMEIRO
O MELHOR DE PORTUGAL!

Nós somos da beira-mar,
Vivemos ao pé da ria
Nela sempre a lutar
Pelo pão de cada dia...

Sal de Aveiro é o produto
Do nosso intenso lidar...
Sal de Aveiro é o fruto
Dos homens da beira-mar!»


Já estou a ver alguns a torcer o nariz! Mas a Ria é de …Aveiro! E as marinhas?

Manuel

sábado, 28 de julho de 2012

Padre Feytor Pinto falou da paz em Ílhavo



“Se os pobres não deixarem de o ser não pode haver paz….”


Vítor Feytor Pinto

Numa noite em que havia futebol na tv e começavam as Olimpíadas em Londres, mais de uma centena de pessoas esteve no auditório do Museu Marítimo de Ílhavo para assistir à palestra do Padre Vitor Feytor Pinto subordinada ao tema “A Paz e o Desenvolvimento Solidário.
Sérgio Ribau Esteves, Presidente do Rotary Club de Ílhavo, afirmou ser um orgulho para o Club a presença do orador, anunciando que no próximo mês de setembro estará presente o médico Manuel Antunes, Diretor do Centro de Cirurgia Cardiotorácica dos Hospitais da Universidade de Coimbra, que falará sobre o Serviço Nacional de Saúde.
Ao iniciar a palestra o orador, salientou a importância no mundo do Rotary, tendo destacada a campanha contra a poliomielite que, graças à sua ação, está praticamente irradiada, lembrando também as ações dos Rotários na construção da paz e da solidariedade entre os povos.

Grandes Veleiros no Porto de Aveiro

Entre 3 e 6 de agosto




Com tem sido amplamente divulgado, Grandes Veleiros vão  estar entre nós, no Porto de Aveiro, havendo festa no Jardim Oudinot.

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quarta-feira, 25 de julho de 2012

Aveiro: "Regresso às Aulas 2012"



«A Câmara Municipal de Aveiro vai lançar, à semelhança de anos anteriores, a Campanha “Regresso às Aulas 2012”. Trata-se de uma iniciativa desenvolvida no âmbito do Aveiro Solidário e que surge integrada no Projeto RAF – Respostas de Apoio à Família. Pretende apoiar crianças, jovens e as suas famílias no que diz respeito às despesas inerentes à frequência escolar, através da troca de material e livros escolares.»

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O Galafanha fica para a história

Este meu blogue vai continuar no ciberespaço para memória futura. Poderá sempre ser consultado. A partir de hoje, passarei a estar apen...