domingo, 5 de agosto de 2012

TECENDO A VIDA UMAS COISITAS - 302


PITADAS DE SAL – 32


SAL DE UNTO
Caríssima/o:


Quem é aqui das nossas bandas e tem já uma idadezita não precisa que lhe expliquem isto do sal d’unto, o que precisa mesmo é de encontrar quem ainda o faça e pô-lo na caldeirada para se deliciar com o regalo do cheiro e do …paladar!
Mas os mais jovens estarão a perguntar que coisa é essa: cheira mesmo a mistério e faz, de certeza, mal à saúde:… sal… e unto!
A sorte bafeja-me com um amigo que, quando me visita e traz peixe para caldeirada, logo lembra à mulher:
- Madalena, não te esqueças do sal d’unto! Olha que a caldeirada sem ele não tem graça nenhuma e o compadre aprecia! (E cofia o bigode.)
Agora para os novos ficarem com uma ideia deste produto, transcrevo umas tantas “composições” que, espero, os não baralhem:

«O unto é a gordura, que se encontra na cavidade abdominal no mesentério, usada para cozinhar.
Era a antiga manteiga do povo, além de ser muito gostosa era um conforto para a alma, hoje nada existe é considerado muito prejudicial à saúde devido a poder aumentar o colesterol.
Ainda me lembro de quando eu era jovem, ver as pessoas batendo no unto, e ajuntando-lhe sal e pimentão, e depois de muito bater se fazia uma bola, que era guardada na pele da bexiga do porco.
Hoje se faz com menos trabalho e muito melhor, se coloca a gordura cortada aos pedaços e se coloca numa máquina um-dois-três, e se tritura com facilidade, depois é só acrescentar o pimentão e o sal a gosto, fica uma delícia.»
«Sal-de-unto: sal com a banha derretida, depois de fazer os rojões na caldeira.»

«Sal de unto: mistura obtida com banha de porco, sal e condimentos típicos da zona.»
«Sal de unto: preparação de sal grosso com banha que os pescadores levavam nas suas longas viagens de faina, e que em preparando-se deve ficar cerca de 3 meses a maturar.»
Não gostaria de deixar ninguém baralhado, por isso dou a palavra aos entendidos.
                                                                     
    Manuel


sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Férias à procura das nossas raízes

Quem identifica estas mulheres da seca?




A nossa terra está cheia de gente que veio um pouco de toda a parte, do país e até do estrangeiro. Os primeiros gafanhões, porventura antes de o serem, vieram fundamentalmente das freguesias de Vagos. Depois, porto, obras da barra, estaleiros, pescas e secas do bacalhau e outras indústrias e comércio, mais agricultura, atraíram bastantes pessoas, constituindo a população das Gafanhas, nos nossos dias, uma mescla interessante, com diversas formas de ser e de estar na vida. Essa realidade talvez tenha gerado algum desenraizamento, atenuado com o tempo, de forma que no presente todos se sentem e são, realmente, gafanhões.
Ora, em tempo de férias, seria interessante que todos se pusessem à procura das suas raízes, numa tentativa louvável de descobrir quem são e de onde vieram. Conversando com os mais velhos e decerto mais sabedores, será uma excelente forma de retroceder no tempo, para se saber, concretamente, por que razão os seus antepassados vieram para a Gafanha da Nazaré e quais os motivos dessa migração, livre ou forçada.
Importa descobrir se valeu a pena, se a adaptação foi fácil, que dificuldades houve que ultrapassar e, também, se a ligação às terras de origem se tem mantido através do tempo.
E, já agora, não seria enriquecedora uma visita aos familiares que optaram por ficar?




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Veleiros no Porto de Aveiro

Uma visita imperdível




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segunda-feira, 30 de julho de 2012

Grande interesse pelas nossas raízes





Tenho verificado, no dia a dia, grande interesse por parte de muita gente jovem (e menos jovem) pelas nossas raízes, sobretudo nas redes sociais, graças à visibilidade que elas proporcionam.

Já lá vai o tempo em que eu me sentia obrigado a chamar a atenção de certos dirigentes associativos para a premência de envolverem a nossa juventude nos estudos de temas gafanhões, verificando, presentemente, com muita satisfação, que não falta quem o faça. Ainda bem que assim é, porque a minha geração tem de dar lugar aos mais novos.



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domingo, 29 de julho de 2012

TECENDO A VIDA UMAS COISITAS - 301


PITADAS DE SAL – 31


SAL DE AVEIRO

Caríssima/o:

Existe a canção “Sal de Aveiro", composta pelo Prof. Severino Vieira, ainda hoje cantada pelos grupos culturais da cidade:

«Oh linda ria de Aveiro
De beleza sem igual
Dás à cidade o letreiro
Veneza de Portugal!

Para matar o desgosto
Que ao coração nos traz mágoas
Vamos mirar nosso rosto
No espelho das tuas águas...

SAL DE AVEIRO, SAL DE AVEIRO
DE TODOS O MELHOR SAL!
SAL DE AVEIRO ÉS O PRIMEIRO
O MELHOR DE PORTUGAL!

Nós somos da beira-mar,
Vivemos ao pé da ria
Nela sempre a lutar
Pelo pão de cada dia...

Sal de Aveiro é o produto
Do nosso intenso lidar...
Sal de Aveiro é o fruto
Dos homens da beira-mar!»


Já estou a ver alguns a torcer o nariz! Mas a Ria é de …Aveiro! E as marinhas?

Manuel

sábado, 28 de julho de 2012

Padre Feytor Pinto falou da paz em Ílhavo



“Se os pobres não deixarem de o ser não pode haver paz….”


Vítor Feytor Pinto

Numa noite em que havia futebol na tv e começavam as Olimpíadas em Londres, mais de uma centena de pessoas esteve no auditório do Museu Marítimo de Ílhavo para assistir à palestra do Padre Vitor Feytor Pinto subordinada ao tema “A Paz e o Desenvolvimento Solidário.
Sérgio Ribau Esteves, Presidente do Rotary Club de Ílhavo, afirmou ser um orgulho para o Club a presença do orador, anunciando que no próximo mês de setembro estará presente o médico Manuel Antunes, Diretor do Centro de Cirurgia Cardiotorácica dos Hospitais da Universidade de Coimbra, que falará sobre o Serviço Nacional de Saúde.
Ao iniciar a palestra o orador, salientou a importância no mundo do Rotary, tendo destacada a campanha contra a poliomielite que, graças à sua ação, está praticamente irradiada, lembrando também as ações dos Rotários na construção da paz e da solidariedade entre os povos.

Grandes Veleiros no Porto de Aveiro

Entre 3 e 6 de agosto




Com tem sido amplamente divulgado, Grandes Veleiros vão  estar entre nós, no Porto de Aveiro, havendo festa no Jardim Oudinot.

Veja mais aqui

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Aveiro: "Regresso às Aulas 2012"



«A Câmara Municipal de Aveiro vai lançar, à semelhança de anos anteriores, a Campanha “Regresso às Aulas 2012”. Trata-se de uma iniciativa desenvolvida no âmbito do Aveiro Solidário e que surge integrada no Projeto RAF – Respostas de Apoio à Família. Pretende apoiar crianças, jovens e as suas famílias no que diz respeito às despesas inerentes à frequência escolar, através da troca de material e livros escolares.»

Ler aqui

terça-feira, 24 de julho de 2012

Orlando Figueiredo recita poesia em Espanha







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Dia do Alfaiate e da Modista

Por Maria Donzília Almeida





Longe vão os tempos em que a costureira, na aldeia, era uma figura de estilo! Andava de casa em casa, a prestar o seu serviço, às famílias, fazendo-se acompanhar da sua ferramenta de trabalho – a máquina de costura, normalmente uma Singer.
Costureira era uma profissão de topo, numa sociedade rural em que na hierarquia feminina, a mulher era uma trabalhadora indiferenciada, que nem sequer conquistara o título de camponesa! Este, só no Alentejo, associado a uma certa conotação política, personificado na figura de Catarina Eufémia!
Cada família tinha a sua costureira, que ia confecionar a roupa necessária, por medida e ao gosto particular da mãe e dona de casa.

domingo, 22 de julho de 2012

Praia da Costa Nova

Texto de Inês Nadais, no Fugas

Marina da  Costa Nova (Foto do meu arquivo)


Só para alguns, os nossos

O que se segue não é o melhor que se pode dizer de uma praia, mas a Costa Nova não é para todos, só para alguns, os nossos. Portanto, toda a verdade: mesmo em Agosto, não se sai daqui vivo sem um bom casaco de malha, que as noites são de fazer fila na roulotte do Zé da Tripa e o Verão, entre a ria e o mar, não é de ferro (enfim, tem os seus momentos). Expliquemo-nos: não há praia como a Costa Nova - ou melhor, há, mas nenhuma tem um areal tão enorme e tão branco, nem um mar que dê tanta luta, nem uma nortada tão capaz de acordar os mortos -, mas não vale a pena esperar milagres tropicais. Estamos verdadeiramente no Atlântico Norte, um banho de mar pode ser uma grandessíssima tareia e o corta-vento é da tradição. Posto isto, a Costa Nova continua a ser, para citar um gigante, Eça de Queirós, "um dos mais deliciosos pontos do globo", onde estamos sempre "em grande alegria" - mesmo que o palheiro do republicano José Estêvão, onde o escritor se alojou em 1844, já não receba forasteiros e os pescadores tenham trocado as suas casas às risquinhas por apartamentos com marquise. Teremos sempre as enguias, uma estrada encantada para ir de bicicleta até à Vagueira - e o plano B de ir para a ria, quando a bandeira está vermelha. Certo, guardámos o melhor para o fim: a Costa Nova não é uma praia, são duas.

Inês Nadais

Jovem Criador




«Estão abertas as inscrições, até ao dia 3 de outubro, para o “Aveiro Jovem Criador 2012”, na Casa Municipal da Juventude de Aveiro: pintura, escrita, fotografia e arte digital são as áreas a concurso.
A 13.ª edição do concurso “Aveiro Jovem Criador”, instituído pela Câmara Municipal de Aveiro, pretende promover a participação de todos os jovens artistas nas áreas da pintura, escrita, fotografia e arte digital, bem como o reconhecimento de novos talentos através da apresentação de trabalhos originais e inéditos.»

Ler mais aqui

Tecendo a vida umas coisitas - 300


PITADAS DE SAL – 30


LENDA DINAMARQUESA


Caríssima/o:

Conta a lenda que a água do mar é salgada...

"Conta a lenda dinamarquesa que a água do mar é salgada, porque duas mulheres gigantes estão no fundo do oceano a moer sal.
Tudo começou quando um rei escandinavo as raptou da Terra dos Gigantes e ordenou que moessem sal com duas pedras mágicas.
Elas moeram tanto sal que afundaram o navio e ainda hoje estão sentadas no fundo do mar a moer sal."

É uma lenda … mas será bom que as mulheres continuem a moer e que o sal continue a sair das pedras mágicas!
                                                             Manuel

sexta-feira, 20 de julho de 2012

A Ria de Aveiro


A propósito da efeméride gafanhoa que publiquei no Timoneiro e no meu blogue Galafanha, Mons. João Gaspar teve a gentileza de me enviar um texto muito esclarecedor, que aqui transcrevo. De facto, ao considerar que, na altura, D. João ainda era padre, cometi um erro. Afinal, o passeio de D. João à Barra aconteceu em 20-7-1909 (faz hoje 103 anos) , tendo sido sagrado bispo em 29-6-1909.
Apresento as minhas desculpas a Mons. João Gaspar, que selecionou os escritos do primeiro Bispo da restaurada Diocese de Aveiro, para o livro “Aveiro, suas gentes, terras e costumes”, que veio a lume em 1967. Da mesma forma, peço desculpa aos meus leitores.

Fernando Martins

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Mons. João Gonçalves Gaspar


Caro Diác. Fernando Martins.

Cumprimentos amigos.
Agradeço o seu Blogue. Tomo a liberdade de escrever a propósito estas palavras simples.
O sr. D. João Evangelista de Lima Vidal escreveu o texto "Ex ore infantium" em finais de 1911, quando já estava em Luanda. Foi uma recordação do último passeio que deu desde as Pirâmides até à Barra (20-07-1909), antes de ir para Lisboa, a fim de embarcar para Luanda em 01 de Agosto de 1909. O artigo foi publicado num dos jornais de Aveiro (ou Águeda?).
Em 1914, ele próprio, tendo já regressado a Portugal, publicou o livro "Lições da Natureza e dos Homens", incluindo aí as diversas notas que escrevera em Luanda, desde 1911 até 1913; neste artigo ou nota conservou o mesmo título (pgs. 188-190).
Em 1967, quando fiz a seleção de textos do sr. D. João Evangelista, tive a liberdade de dar ao mencionado texto o título de "A Ria de Aveiro" (pgs. 125-126).
Como sabe, D. João Evangelista foi nomeado bispo de 'Angola e Congo' (era só uma Diocese) em 29-04-1909 e recebeu a sagração episcopal em 29-06-1909, na sé de Coimbra. Por isso, quando foi à Barra para se despedir destas nossas terras e da ria, já era bispo... e não apenas sacerdote (e cónego) de Coimbra. Por isso, parece-me que há uma inexatidão no título da "Efeméride Gafanhoa", no último "Timoneiro"; naquela data, já era D. João Evangelista...

Desculpe todo este arrazoado. Deve servir para pouco ou para nada.
Aveiro, 20-07-2012 (o passeio de D. João faz hoje 103 anos). Também recordamos neste dia o saudoso Arcebispo-Bispo de Aveiro.

P. João Gaspar

O Galafanha fica para a história

Este meu blogue vai continuar no ciberespaço para memória futura. Poderá sempre ser consultado. A partir de hoje, passarei a estar apen...