Rasgando Leivas na Ilustração Portuguesa, 1910, 14 de Março, n.º 212. Escrito por António Maria Lopes, de Ílhavo, em 2-3-1910
Desafio: exercício de identificação, no todo ou em parte. Aceitam-se sugestões.segunda-feira, 8 de agosto de 2011
domingo, 7 de agosto de 2011
Posse dos Órgãos Sociais da ADIG: Discurso do presidente
DISCURSO DO ACTO DE POSSE DA DIRECÇÃO DA ADIG
Começo por dar uma visão retrospectiva da vida na Gafanha da Nazaré. A nossa terra emergiu de um areal imenso, inóspito e desprezado, fustigado pela nortada inclemente que aqui temos com fartura.
Em 1868 – altura em que por aqui já muita coisa havia mudado – Frederico de Moura, caracterizava assim o viver da nossa gente:
– “Com enxadões desmedidos fazem surribas que vão ao centro da terra! Nasce-lhes água sob os pés descalços e encardidos. E, só depois, é que vem a tarefa de incorporar na terra remexida, até ao tutano, o moliço arrancado do fundo gordo dos canais. Algas e peixe podre para enterrar, lodo para impermeabilizar o fundo da regadeira e aí está a comedoria que serviu de mantença ao milagre das Gafanhas.”
“Quem surriba chão de areia não encontra onde enterrar raízes de esperança (...)! Quem lança a semente num ventre que é maninho, não pode ter esperanças de fecundação. E, por isso, o gafanhão, antes de cultivar a lomba, teve de corrigir-lhe a esterilidade servindo-se da Ria, que lhe passa à ilharga, procurando nela a nata com que amamentou a semente que deixou cair, amorosamente, naquele chão danado. E humanizou a duna.” (Sic)
Cá estou de novo
Depois de um período de férias, longe do computador e dos meus blogues, cá estou de novo para prosseguir na caminhada que me torna mais vivo e atuante. Neste blogue, a colaboração dos meus amigos e leitores será sempre uma mais-valia, para bem das nossas terras. Fotos, recordações, pedaços de história, estórias, tudo poderá servir para nos irmanar nesta vontade de criar laços de proximidade e partilha. Fico à espera.
Fernando Martins
domingo, 24 de julho de 2011
FÉRIAS
De quando em vez é preciso parar, para descansar e para refletir. Penso que há muito devia ter feito isto. Escrever todos os dias, para os meus blogues e não só, começa a pesar. Os meus amigos e leitores podem, porém, ficar cientes de que voltarei logo que possível... Até breve.
Fernando Martins
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Gafanhões
Sob os pinheiros da Gafanha
Na praia da Costa Nova: Partida de um barco de pesca tripulado por gafanhões
NOTA: Volto a publicar estas fotos, porque alguns leitores não as puderam ver com nitidez.
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Milagre Botânico
O milagre botânico do jardim do canal de Oudinot
A revista "Aveiro e o seu Distrito", que já não se publica, leva-me a visitá-la de quando em vez para ficar a saber um pouco mais da história da nossa região. No seu número 23/25 de 1977/1978, a ilustrar um texto, tem esta foto com a legenda que aqui deixo. Como curiosidade, há o facto de se reconhecer, há 33 anos, como milagre botânico, a existência de vegetação com água salgada por todos os lados. Isto concluo eu.
domingo, 17 de julho de 2011
quinta-feira, 14 de julho de 2011
terça-feira, 12 de julho de 2011
RÁDIO TERRA NOVA celebra Bodas de Prata
Terra Nova deu os primeiros passos
em 12 de julho
A RTN nasceu na década de 80 do século passado, num período
de baixa de preços dos equipamentos de emissão. Um pouco por todo o mundo, e em
Portugal também, surgiram rádios locais, muitas vezes direcionadas para simples
bairros. Pretendia-se divulgar iniciativas de instituições dos mais variados
ramos, que nunca tinham vez nem voz nas rádios nacionais. O boom das “rádios
piratas” foi de tal ordem elevado, que as entidades oficiais não tiveram
qualquer hipótese de impedir o seu funcionamento.
Em 12 de julho de 1986, a RTN, mesmo sem batismo, foi para o
ar, na sede da Cooperativa Cultural. Diz a sua história que eram 11.30 horas de
um sábado. «Ligámos apenas um amplificador e passámos música gravada», recorda
Vasco Lagarto.
Em 31 de dezembro de 1988 “calou-se”, por imposição do
processo de legalização entretanto iniciado. Mas em 26 de março de 1989, num
domingo de Páscoa, agora com alvará e com as exigências de legislação
entretanto aprovada, reiniciou as suas emissões, assumindo um projeto voltado
para as realidades culturais, sociais, desportivas e outras das comunidades
envolventes, num raio de ação que hoje chega aos 50 quilómetros.
Posteriormente, adotou o nome Terra Nova, não só em
homenagem a quantos viveram a saga da Faina Maior — Pesca do Bacalhau — nos
mares do mesmo nome, mas ainda por refletir o sonho de quantos apostam numa
terra nova, no respeito pelo progresso sustentado e pelos direitos humanos.
A sua programação assenta na informação e na atualidade
regional e nacional, juntamente com uma cuidada escolha musical. Os programas
de “palavra”, com personalidades que, pela sua formação académica ou
experiência profissional, têm um papel preponderante na realidade regional,
ocupam sempre lugar especial.
Com estúdios centrais na Gafanha da Nazaré, em espaço cedido
no Centro Cultural da nossa terra, emite em FM 105.0Mhz, para os concelhos de
Ílhavo, Aveiro, Vagos, Estarreja, Murtosa, Ovar, Oliveira de Azeméis,
Albergaria-a-Velha, Águeda, Oliveira do Bairro, Anadia, Cantanhede e Mira.
Fernando Martins
"Gafanha da Nazaré: 100 anos de vida"
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Naufrágio do "Maria da Glória"
Navio-motor "Maria da Glória"
«Ah gentes amigas, s’aqui, nestes bancos do bacalhau, cada home dos nossos qu’as ondas comeram, ficasse assinalado por uma alminha acesa, como é d’uso lá nas nossas terras, podem crer, amigos, qu’atão este mar saria todo ele um luzeiro, maior qu’aquele qu’enche a Cova d’Iria, no treze de Maio!»
Isto, tal qual, ouvi-o eu ao ti’Zé Caçoilo. E é verdade.
Bernardo Santareno,
em ”Nos Mares do Fim do Mundo”
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Igreja matriz no centro da freguesia
Igreja antiga
A igreja devia ficar no centro
da freguesia e ficou mesmo
«Alguns dias antes da inauguração e por ordem da comissão e do senhor Prior Sardo fui à missa à capela que se situava na Chave acompanhado de alguns homens, com a missão de transportar as imagens para a nova igreja que ainda nem sequer estava concluída.
Era dia de semana e a missa terminou por volta das 7 horas da manhã. Era ainda noite, portanto, e, talvez por isso, não houve oposição dos vizinhos da capela que, segundo se dizia, não deixariam tirar as imagens nem os objectos de culto. Num outro dia trouxemos os altares, dos quais só se aproveitaram dois porque os outros eram de canto.
Nem desta vez houve barulho como se esperava e alguns vizinhos da capela ainda nos ajudaram a carregar os altares e nos emprestaram cordas. E repare que nesse dia apareceu muita gente.
Trouxemos também o sino que é o pequeno da nossa actual igreja, mas a pedra de ara só veio no próprio dia da inauguração.
Como em tudo, há sempre quem não concorde. Foi o que aconteceu também nessa altura. Os da Chave queriam lá a igreja, os da Cale da Vila queriam-na no seu lugar, mas a verdade é que para servir a todos ela devia ficar no centro da freguesia e ficou mesmo.»
em entrevista ao Timoneiro,
Maio de 1971
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Recordações: Pombos-correios na Gafanha da Nazaré
Largada de pombos-correios na dia do município
Os corredores de fundo
Quando os pombos-correios começaram a sobrevoar, em bando, a nossa terra, na década de cinquenta, longe estaríamos de pensar que esta “paixão” de alguns gafanhões chegasse tão longe. Mobilizar 1250 pombos, todas as semanas, para concursos nacionais e internacionais, durante seis meses, não será tarefa fácil.
Nos princípios, em data que não posso precisar, fui convidado para assistir a um encontro de formação destinado a columbófilos da Gafanha da Nazaré. O palestrante, dos lados do Porto, era especialista no assunto e com fama de campeão.
Foi um gosto ouvi-lo, sobre o tratamento, seleção e arte de treinar campeões. E pelas perguntas que lhe faziam os participantes, compreendia-se que não estavam ali para brincar. Os pombos-correios tinham e têm, pelo que ouvi, horários para cumprir, alimentação selecionada e regrada, regras para atender as sugestões do dono e truques para entrarem no pombal sem perda de tempo, que os minutos e segundos contam bastante nos concursos.
Imagino quanto sofrem os columbófilos da nossa terra, e não só, quando algum pombo se perde no caminho durante as provas em que têm de mostrar resistência, capacidade de sofrimento, e um sentido de orientação, que lhes é próprio, muito apurado.
Fernando Martins
terça-feira, 28 de junho de 2011
segunda-feira, 27 de junho de 2011
domingo, 26 de junho de 2011
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O Galafanha fica para a história
Este meu blogue vai continuar no ciberespaço para memória futura. Poderá sempre ser consultado. A partir de hoje, passarei a estar apen...


















