terça-feira, 12 de julho de 2011

RÁDIO TERRA NOVA celebra Bodas de Prata



Terra Nova deu os primeiros passos 
em 12 de julho


A RTN nasceu na década de 80 do século passado, num período de baixa de preços dos equipamentos de emissão. Um pouco por todo o mundo, e em Portugal também, surgiram rádios locais, muitas vezes direcionadas para simples bairros. Pretendia-se divulgar iniciativas de instituições dos mais variados ramos, que nunca tinham vez nem voz nas rádios nacionais. O boom das “rádios piratas” foi de tal ordem elevado, que as entidades oficiais não tiveram qualquer hipótese de impedir o seu funcionamento.
Em 12 de julho de 1986, a RTN, mesmo sem batismo, foi para o ar, na sede da Cooperativa Cultural. Diz a sua história que eram 11.30 horas de um sábado. «Ligámos apenas um amplificador e passámos música gravada», recorda Vasco Lagarto.
Em 31 de dezembro de 1988 “calou-se”, por imposição do processo de legalização entretanto iniciado. Mas em 26 de março de 1989, num domingo de Páscoa, agora com alvará e com as exigências de legislação entretanto aprovada, reiniciou as suas emissões, assumindo um projeto voltado para as realidades culturais, sociais, desportivas e outras das comunidades envolventes, num raio de ação que hoje chega aos 50 quilómetros.
Posteriormente, adotou o nome Terra Nova, não só em homenagem a quantos viveram a saga da Faina Maior — Pesca do Bacalhau — nos mares do mesmo nome, mas ainda por refletir o sonho de quantos apostam numa terra nova, no respeito pelo progresso sustentado e pelos direitos humanos.
A sua programação assenta na informação e na atualidade regional e nacional, juntamente com uma cuidada escolha musical. Os programas de “palavra”, com personalidades que, pela sua formação académica ou experiência profissional, têm um papel preponderante na realidade regional, ocupam sempre lugar especial.
Com estúdios centrais na Gafanha da Nazaré, em espaço cedido no Centro Cultural da nossa terra, emite em FM 105.0Mhz, para os concelhos de Ílhavo, Aveiro, Vagos, Estarreja, Murtosa, Ovar, Oliveira de Azeméis, Albergaria-a-Velha, Águeda, Oliveira do Bairro, Anadia, Cantanhede e Mira.

Fernando Martins
"Gafanha da Nazaré: 100 anos de vida"

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Naufrágio do "Maria da Glória"


Navio-motor "Maria da Glória"

Depois daquilo, eu nunca mais fui capaz de ser o mesmo home!

«Ah gentes amigas, s’aqui, nestes bancos do bacalhau, cada home dos nossos qu’as ondas comeram, ficasse assinalado por uma alminha acesa, como é d’uso lá nas nossas terras, podem crer, amigos, qu’atão este mar saria todo ele um luzeiro, maior qu’aquele qu’enche a Cova d’Iria, no treze de Maio!» 

Isto, tal qual, ouvi-o eu ao ti’Zé Caçoilo. E é verdade. 
Bernardo Santareno, 
em ”Nos Mares do Fim do Mundo” 



segunda-feira, 4 de julho de 2011

Igreja matriz no centro da freguesia



Igreja antiga

A igreja devia ficar no centro 
da freguesia e ficou mesmo


«Alguns dias antes da inauguração e por ordem da comissão e do senhor Prior Sardo fui à missa à capela que se situava na Chave acompanhado de alguns homens, com a missão de transportar as imagens para a nova igreja que ainda nem sequer estava concluída. 
Era dia de semana e a missa terminou por volta das 7 horas da manhã. Era ainda noite, portanto, e, talvez por isso, não houve oposição dos vizinhos da capela que, segundo se dizia, não deixariam tirar as imagens nem os objectos de culto. Num outro dia trouxemos os altares, dos quais só se aproveitaram dois porque os outros eram de canto. 
Nem desta vez houve barulho como se esperava e alguns vizinhos da capela ainda nos ajudaram a carregar os altares e nos emprestaram cordas. E repare que nesse dia apareceu muita gente. 
Trouxemos também o sino que é o pequeno da nossa actual igreja, mas a pedra de ara só veio no próprio dia da inauguração. 
Como em tudo, há sempre quem não concorde. Foi o que aconteceu também nessa altura. Os da Chave queriam lá a igreja, os da Cale da Vila queriam-na no seu lugar, mas a verdade é que para servir a todos ela devia ficar no centro da freguesia e ficou mesmo.»

João Catraio,
em entrevista ao Timoneiro,
Maio de 1971



sexta-feira, 1 de julho de 2011

Recordações: Pombos-correios na Gafanha da Nazaré

Largada de pombos-correios na dia do município

Os corredores de fundo

Quando os pombos-correios começaram a sobrevoar, em bando, a nossa terra, na década de cinquenta, longe estaríamos de pensar que esta “paixão” de alguns gafanhões chegasse tão longe. Mobilizar 1250 pombos, todas as semanas, para concursos nacionais e internacionais, durante seis meses, não será tarefa fácil.
Nos princípios, em data que não posso precisar, fui convidado para assistir a um encontro de formação destinado a columbófilos da Gafanha da Nazaré. O palestrante, dos lados do Porto, era especialista no assunto e com fama de campeão.
Foi um gosto ouvi-lo, sobre o tratamento, seleção e arte de treinar campeões. E pelas perguntas que lhe faziam os participantes, compreendia-se que não estavam ali para brincar. Os pombos-correios tinham e têm, pelo que ouvi, horários para cumprir, alimentação selecionada e regrada, regras para atender as sugestões do dono e truques para entrarem no pombal sem perda de tempo, que os minutos e segundos contam bastante nos concursos.
Imagino quanto sofrem os columbófilos da nossa terra, e não só, quando algum pombo se perde no caminho durante as provas em que têm de mostrar resistência, capacidade de sofrimento, e um sentido de orientação, que lhes é próprio, muito apurado.

Fernando Martins

quarta-feira, 22 de junho de 2011

domingo, 19 de junho de 2011

Escritores fascinados pela Ria de Aveiro — 26



Ai que lindo casamento
Passou ali ao cruzeiro! ...
— Era noivo o Rio Vouga,
E noiva, a Ria de Aveiro.

Pelas noites de luar
Ou ao sol de um claro dia,
Que lindo um barco a vogar
Nas águas mansas da Ria!

Para te evocar, Aveiro,
Mais a quem em ti se cria,
Basta um barco moliceiro
Da tua esplêndida Ria!

Reinaldo Matos
“Sinfonia de poemas de Reinaldo Matos — 25 anos de poesia”

quinta-feira, 16 de junho de 2011

O velho Arrais vivia do passado como quem vive dum sonho

 Arrais Gabriel Ançã



O Arrais Gabriel Ançã

Pelo Dr. Frederico de Moura

Eu estou a vê-lo. Tenho-o guardado na retina desde a infância – desde a infância que, como coisa nenhuma, sabe guardar retratos pelos tempos fora, envolvê-los em névoa de sonho e cercá-los de um nimbo de ternura humana. Mas, de vê-lo a exprimi-lo, de tê-lo a comunicá-lo, vai uma distância que a minha pobre pena não vence e que a minha palavra não consegue percorrer antes da laringe me ficar afónica.
A bruma da distância, é certa, vincou-lhe mais as sombras, marcou-lhe mais os traços, deixou-o mais descarnado de fundos diluentes, com as proeminências e os ângulos mais pontiagudos. A visão da adolescência enriqueceu-lhe a figura tisnada e rude de um bafo quente de humanidade e de uma legenda brônzea de heroísmo. Mas foi tal o respeito que a sua figura me transmitiu que, agora, até tenha medo de lhe tocar para a trazer para aqui.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Gafanha da Nazaré: Padres ordenados durante um século



Durante um século, a Gafanha da Nazaré ofereceu à Igreja 22 presbíteros, cujos nomes deixamos à nossa reflexão. Muitos deles cruzaram-se connosco nos caminhos da vida. Ter-nos-ão dirigido a palavra e de alguns teremos recebido conselhos amigos. Sabemos da sua entrega a Deus e à Igreja e do esforço de todos por uma sociedade mais humana e mais fraterna.
Cada um deles merece, sem dúvida, uma referência mais alargada, que ficará para mais tarde.

João Ferreira Sardo (n. 01-09-1873, ord. 30-07-1898, + 20-12-1925)
António da Silva Caçoilo (n. 24-08-1880, ord. 04-11-1906, + 06-11-1948)
José Maria da Silva (n.?, ord. 1911, +23-04-1955)
José Maria Ribau (n. 19-11-1892, ord. 1914, +31-08-1954)
Diamantino Ribau (n. 1906, ord. 04-04-1931, + 01-02-1933)
João Maria Carlos (n. 03-10-1900, ord. 11-03-1933, + 06-09-1957)
José Maria Carlos (n. 12-01-1904, ord. 11-03-1933, +20-02-1972)
Manuel Maria Carlos (n. 01-05-1911, ord. 06-04-1935, + 12-06-2004)
Artur Ferreira Sardo (n. 21-03-1912, ord. 30-07-1944, + 11-12-2000)
Manuel Ribau Lopes Lé (n. 04-08-1922, ord. 30-09-1947, + 25-05-2010)
Alexandre Vilarinho das Neves (n. 23-04-1928, ord. 29-06-1953, + 07-02-2004)
José Rodrigues Pereira (n. 08-10-1919, ord. 29-06-1950, + 19-07-1997)
José Caçoilo Fidalgo (n. 06-12-1938, ord. 29-12-1963)
Carlos Manuel Ramos Belo (n. 25-12-1940, ord. 25-07-1965, + ?)
Jeremias Carlos Vechina (n. 21-11-1938, ord. 11-09-1966)
José Carlos Vechina (n. 14-10-1942, ord. 08-09-1969)
Júlio da Rocha Rodrigues (n. 04-02-1935, ord. 15-08-1970)
Silvino Teixeira Filipe (n. 19-01-1954, ord. 27-09-1981)
Vítor Manuel Nunes Espadilha (n. 06-04-1959, ord. 15-08-1985)
Constantino do Espírito Santo (n. ?, ord. 03-08-1986)
Paulo Manuel Teixeira Gandarinho (n. 03-09-1961, ord. 10-05-1987)
Carlos Alberto Pereira de Sousa (n. 28-03-1960, ord. 29-06-1996)

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Capela de São João da Praia da Barra


Capela de São João

Autos de revista da Capela 
de São João Baptista da Praia da Barra
1880, Junho, 15:

Autos de revista da Capela de São João Baptista mandada construir nas areias da Barra por João Pedro Soares, natural da freguesia da Senhora da Glória de Aveiro

Ano de nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil oitocentos e oitenta aos quinze dias de Junho, nesta Câmara Episcopal de Aveiro, a petição que a diante faço termo, eu José Pereira de Carvalho a escrevi a assino. Ass

João Pedro Soares morador nesta freguesia de Nossa Senhora da Glória de Aveiro, por sua particular devoção para com São João Baptista mandou construir uma Capela em terreno seu nas areias da Barra de Aveiro, freguesia de São Salvador de Ílhavo; e por que muito desejo que se celebre nela o santo sacrificio vem requerer a V. Ex.a se digne conder licença para benção da dita Capela que tem o ornato necessário, com V. Exd.a pode mandar averiguar por que julgar conveniente, ficando capela de uso público. Pede deferimento.

Auto de revista

Em cumprimento da ordem de V. Ex.a constante do mandado junto, fui às areias da Barra, e aí unida a uma morada de casas mandadas construir pelo requerente João Pedro Soares, encontrei uma Capela que pretendem denominar de São João Baptista do banho santo, mandada construir pelo mesmo proprietário em terreno seu e a expensas suas, cuja Capela alinha com as ditas casas e está dentro do quintal das mesmas, com a porta principal para o areal em frente do mar e é de fácil acesso às pessoas que ali vão tomar banhos por ficar próxima da praia; tem uma porta travessa para o aido das casas. Tem a dita Capela de comprimento interior 4,5 m por 3 m de largo. O altar tem 2 m e a tribuna acima do altar 2,5 m; está soalhada, rebocada e forrada, pintado de branco o forro, altar e tribuna, tem banqueta de quatro castiçais e cruz com imagem, de madeira pintada a branco e amarelo e pedra de ara vinda do extinto Convento de Santo António da cidade de Aveiro; nãop tem sacristia nem credencias, mas lugar para estas se está a fazer. Tem um cálice com sua patena e colher de prata dourada, um sanguineo, duas bolsas de corporais, uma branca outra encarnada de damasco, uns corporais duplicados de linho, dois véus de cálice de seda, um branco outro encarnado, uma alva, amito e cordão de linho, três casulas com manípulos e estolas tudo de damasco, branco, encarnado e branco e encarnado, um manustérgio, um prato de estanho com duas galhetas de vidro, um missal impresso em Lisboa em 1860 e sua estante de pau-preto, tudo em muito bom uso. e isto achei no exame a que procedi, e não achei faltas que mereçam notar-se parecendo-me estar no caso de breve se poder benzer.

Ílhavo, 19 de Junho de 1880
O prior, João André Dias

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Escritores fascinados pela Ria de Aveiro — 25


Belezas da nossa terra

Tão linda a nossa ria, esta laguna;
É um perfeito lago adormecido!
Não há, por mais encantos que reúna,
Melhor que o nosso Vouga apetecido.

Distingo o casario além na serra…
Se olhar p’rá Costa Nova é um altar!
A bênção do Senhor cai sobre a Terra
Que mais tens, Natureza, p’ra nos dar?

As águas cristalinas e mansinhas,
A Gafanha a sorrir, casas branquinhas!
Que inefável pureza, Santo Deus!

Belezas que se gravam na retina
Encantos duma hora matutina
Que eu passo a meditar, olhando os céus!

Silva Peixe
“Aveiro: Princesa do Vouga”


segunda-feira, 30 de maio de 2011

Escritores fascinados pela Ria de Aveiro — 24

Salina


«As casas cobriam-se de colmo, talvez da própria bajunça com que das chuvas dos Invernos se protegiam os cónicos montes de sal. Cobriam-se do colmo que nascia, espontâneo e abundante, nos terrenos alagadiços recém-formados. Só com o andar dos tempos, a incipiente capacidade artesanal – já que seria pretenciosa impropriedade empregarem relação a essas remotas épocas termo tão dos nossos usos como que é a tecnologia – aproveitaria o barro do ao redor da moradia rústica para produzir a malga do caldo e a telha. Só com esta colocaria a primeira nota avermelhada no ambiente onde dominavam os tons verdes, de larga gama, tenros ou secos, e tão só se evidenciava nos róseos arrebóis ou nos escarlates dos poentes – esses mais remotos que a Pelagia Insula que se tem visto coincidir com o advento da formação lacustre que, centúrias de anos após, tomou o nome de Ria de Aveiro. E adoptou esse crisma da Ria, que é legenda dos nosso cartazes, espelho do nosso narcisismo bairrista e nosso «slogan» sintético para proclamação de divulgadoras aliciações, e satisfez a nossa ufania glóssica para a designação e fixação nas retentivas, nossas e alheias, dessa primacial fonte de beleza e riqueza.
E pouco importa se, por analogia não muito rigorosa com outros complexos aparelhos hidráulicos naturais, que não estamos obrigados, cidadãos comuns, aveirenses-homens da rua a acompanhar os geógrafos que velam pela austera e estrita propriedade terminológica da sua ciência.
O sentido estético da linguagem e a consagração do uso sobejariam para uma adopção perene e inalienável, e para uma cabal justificação semântica. E uma coisa são os cientistas com seus rigores e definições, e outra nós, que, se não fizemos, baptizámos, e deste costume e gosto, e espírito afectivo de família de dizer Ria de Aveiro, não abdicamos. Seria como que uma abjuração. Raul Proença o notava uma vez a um dos mais ilustres e prestantes aveirenses deste nosso século.»

Eduardo Cerqueira
"Aveiro e o seu Distrito", n.º 13, 1972

sábado, 28 de maio de 2011

Escritores fascinados pela Ria de Aveiro — 23



É um momento solene. 
Aí para baixo é a ria de Aveiro

«É um momento solene. Aí para baixo é a ria de Aveiro, quarenta quilómetros de costa, vinte quilómetros para o interior, terra firme e água rodeando, todas as formas que podem ter as ilhas, os istmos, as penínsulas, todas as cores que podem ter o rio e o mar. O viajante fez bem as suas orações: não há vento, a luz é perfeita, as infinitas águas da ria são um imóvel lago. Este é o reino do Vouga, mas não há-de o viajante esquecer as ajudas da arraia-miúda dos rios, ribeiras e ribeirinhos que das vertentes das serras da Freita, de Arestal e do Caramulo avançam para o mar, alguns condescendendo afluir ao Vouga, outros abrindo o seu próprio caminho e encontrando sítio para desaguar na ria por conta própria. Digam-se os nomes de alguns, de norte para sul, acompanhando o leque desta mão de água: Antuã, Ínsua, Caima, Mau, Alfusqueiro, Águeda, Cértima, Levira, Boco, fora os que só têm nome para quem vive à borda deles e os conhece de nascença. Se este tempo fosse de estivais lazeres, estariam as estradas em aflição de trânsito, as praias em ânsia de banhos, e nas águas não faltariam as embarcações de folguedo mecânico ou à vela. Mas este dia, mesmo de tão formoso sol e e tão aberto céu, é de alto Inverno, nem sequer está a Primavera em seus primeiros ares. O viajante, pelo menos assim quer acreditar, é o único habitante da ria, além dos seus naturais, homens e bichos da água e da terra. Por isso (todo o bem há-de ter sua sombra) estão as salinas desertas, os moliceiros encalhados, os mercantéis ausentes. Resta a grande laguna e a sua silenciosa respiração azul. Mas aquilo que o viajante não pode ver, imagina, que também para isso viaja. A ria, hoje, tem um nome que bem lhe quadra: chama-se solidão, fala com o viajante, ininterruptamente fala, conversas de água e limosas algas, peixes que param entre duas águas, sob a reverberação da superfície. O viajante sabe que está a querer exprimir o inexprimível, que nenhumas palavras serão capazes de dizer o que uma gota de água é, quanto menos este corpo vivo que liga a terra e o mar como um enorme coração. O viajante levantou os olhos e viu uma gaivota desgarrada. Ela conhece a ria. Vê-a do alto, risca com as pendentes patas a polida face, mergulha entre o moliço e os peixes. É caçadora, navegante, exploradora. Vive ali, é ao mesmo tempo gaivota e laguna, como laguna é este barco, este homem, este céu, esta profunda comoção que aceita calar-se.»

José Saramago
“Viagem a Portugal”, 1981

O Galafanha fica para a história

Este meu blogue vai continuar no ciberespaço para memória futura. Poderá sempre ser consultado. A partir de hoje, passarei a estar apen...